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João 4.*, eèatf guerra gloriosa qi)e fez realçar a nossa Nacionalidade. Concluiu-se a guerra, e segundo o velhr» roMiifre que consistia em qt»e, iributo «ma virz levantada continuava sempre, embora cessasse o molívotituiç;ão que tende á destruição, acabamento indirecto d*es'8as prestações.

'Demais, Sr. Presidente-, se os Foraes são manti-dV>s pelo qu^ respeita a terias obrigações dos pen-sh"twarl#s'JpaTa çcrm os Donatários, é mister que elles tP,io'seji\rh rescindidos, p.elo qíje respeita aos direitos. tyue Utes davam á esséS mesmos pensionados, e en-ião devtem os povos onde os meSMlofr'Foraes ficam fírt 'pé£, s(*r izerhptos dò'#ecrir{iamenlo, do pagarnen*, to à& oótrosUribsitdsy ètc. , poiqíie n'ão e possivei-ie'8Ci'iíd?r-estítfs'títulos ktà algumas disposições, e dei-xnV-

'Sr. Presidente, eu julgo que esta quentão' ha de ceflamèínle ser muito pfotraiiida ; porq«>e !me parece qrue-dèsde o-principio nos, lemos afiastado da verda-' treifa Trranein^de a decidu ; a verdadeira maneira de a decidir 'era explicar o Decreto de 13 de Agosto , e"ra diffinlr o que'eram Bens da Oorôa, e declarar que a eliea só era appiiçada a sua sentença , e nada ifiSis: €&te era o único rmio de não estarmos aqui a glaítiar-nos, talvrík;m declaradas alliidiaes, os povos fizeram n'el-Jas ^/a»? bfemfeitorias, donde resulta

moniaes. E não será isto umo espoliação? E deixa» rernns sem iriidemninação despesas e prejuisos d'esta naturesa ? Sena a Lei uma decepção? Poderá esta que estamos votando ter um effeilo retroactivo? Onde nos leva Srs. este modo de proceder? Se nós nâr> dermos exemplos de respeito pelas Leis, quem as respeitará? Tenhamos pois a necessária coragem para ser justos nVsla solecnne occasiào! Deponhamos to-d-os os respeitos e considerações humanas! Esta ques-tào agita-se desde o principio da Monarchia» Tem. por assim dizer sido a questão rnais emminentemen-te económica que se tem agitado entre nós. Os excessos dos Donatários, e a oppressão dos colonos pôz sempre o Paiz n'um estado de violência que por vezes ameaçou rebentar terrivelmente.

No tempo de Dom João 1.°, as reclamações dos Povos foram tão geraes, que este Monarcha encarregou A v rés Gomes, de inquhir sobre o assumpto para depois providenciar como cumprisse. Sabe-se o que Dom João 1.° foi obrigado a fazer.

Nas Cortes principiadas era Coimbra era 1472, e acabadas em Évora no

No tempo de Dom Manoel, recrescem as queixas dos Povos, c Fernão de Pinna e' encarregado da reforma dos Foraes do Remo; e era tão instante o prover de remédio a tão grande mal, que El Rei pro-mette ao Reformador quatro mil cruzados, se concluir a reforma em quatro annos. Fernão de Pinna da-se a uma extrema canceira e conclue a sua tare» fa dentro do prazo designado. Os Donatários porem que viram cortadas uma parte "das suas exageradas» perlenções, intrigam e agitam-se vivamente, e obtém do Monarcha, que os Foraes assim reformados sejam embargados, e que o pobre Fefnâo de Piona fique sem a sua pensão, e vã descançar em longa prisão das fadigas a que se havia dado com tanto aífinco e zelo.

No reinado de Dom José' novas^rtíclàmaçõeã e grandes reduções alcançaram então os povos do Algarvfc, no tempo'de Dom João 6.°, as mesmas reclamações se repetem , n'd m a palavra, tem sido esta questão sempre i m m i nen te mente económica , imminetHemen-te nacional, e então não causará admiração ver que o actual Parlamento ache na sua resolução grandes deficuldades. Ha questões que os Parlamento» mal podem resolver, e são aquellas que devem ser resolvidas peta espada antes que peia 'penna. Eu tomo calor n'esta questão, em prirrfeiro lõgar porque entendo que a Lei dos Foraes é uma das coíumn^s» quo $u>(

Sr. Presidente, as bases da velha Monarchva, eram o Castello « o Mosteiro, nós destruímos o Castello e o Mosteiro, queremos agora restabelecel-os?(^oz«-dos) Sr. Presidente, as base* dá nova Monarchia são outras, são a igualdade «ivil, e à liberdade politi-ca, a liberdade do trabalho e da industria, e' necessário pois que desatemos as mãos a quern quer ira-trabalhar, é necessário que quem-trabalia tenha o ríiclo do seu trabalho.