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d^eve encontrar muitas diíficuldades pràcticas, e ate' fortes resistências da part-e dos. povos. O principio e inquestionável, a meu ver, tia iheoria^ e o meu nobre amigo o Sr. Cástello Branco o levou, á evidencia, perérn os povos, que não sobem tão-àlto, hão de re'sislir-lhe, por que vai offender os interesses de muitos delles, suscitar rivalidades locaes, e porem fermentação os ânimos dos que se reputarem agravados, ou opprimidos com o "accrescimo da contribuição. O povos de, bom .grado se prestam á sustentação do seu parocho, e com muitissima difficuídade á do parocho que consideram alheio, e a que não se reputam obrigados a alimentar. Assim pois apezar de que seja na minha opinião justo e santo o principio de que a parocllia rica auxilie a parochiâ 'mais pobre, comtudo ã experiência ha de mostrar que será esta uma gravíssima difficiiIdade para a execução do projecto da Com missão; e por isso entendo qae deve esta Camará lorna-"la em muita conta*

Por outra parte a Lei de 5 de Março adiou tão grandes obstáculos, e produziu taes inconvenientes, como se tem,demonstrado, que seria de certo pouca prudência insistir de novo na sua execução. Mas, Sr. Presidente, a favor da Lei de £ de IVlarço milita uma consideração poderosa,, a fim de que seja adoptada por texto da discussão, e é a economia do tempo. O principio do projecto da Commissão e' .mais justo, por que é de maior igualdade do que o da Lei de 5 de Março', porétn com a Lei de 5 de Março lucra-se mais tempo, e quem duvida de que se carece de ganhar tempo 2 Os Parodias qweixarn-se altamente, e com muita -justiça, porque etles estão pela maior parte ha mais de anno e meio sem receber nada. E' um facto sabido que a ultima côngrua ainda não está paga ern quasi nenhuma parte. Aqui mesmo bem perto de Lisboa, noLumiar, á côngrua arbitrada ao Parocho ainda lhe não foi paga. E'" grave sem duvida, Sr. Presidente, esta consideração, torno a-dizer, e a Lei de 5 de Março parece que, em attenção a ella;, deveria de preferir-se.. Mas, Sr. Presidente, a justiça não deve ser sacrificada a nenhuma consideração, e !a justiça do principio da Commissão e' incontestável. Sendo isto ass.im , como é, eu não duvido vòt^r que o projecto da.Commissão seja o que sirva de texto,.para a discussão.

Além de que, Sr-. Presidente, adcnittido o principio da Commissão , não será difficultoso evitar o inconveniente da prolongaçâo dadiscussão, por que da Lei se deve separar tudo o que e regulamentar. As disposições regulamentares pertencem ao Governo, assim corno a elle pertence a responsabilidade no caso de que-esses regulamentos estorvem o-andamento da Lei, ou se opponham a que ella obtenha todo o seu cffeito. Em todo o caso, e mesmo que o processo do projecto da Commissão demande mais delonga na, sua execução, -tenho por indubitável que a consideração da maior justiça do seu principio vale bem a pena que se lhe sacrifique algum tempo, que todavia não será tanto em demasia como se quer fa^ 2er acreditar.

Agora, Sr. Presidente, cumpre-me reflect»ir que assim este , como todos os de-mais projectos offcre-cidos á Camará laboram em faltas de gravíssima ponderação, e uma destas

de da discussão. Assim será,.e para então 'me reservo offerecér um additamento a qualquer dos textos que for preferido, porque em todos elles, como disse , esta disposição e caso omisso. Todavia não serão perdidas as observações hoje feitas a este respeito. Os Parochos suspensos têem diteito inquestionável a/ serem sustentados pelo seu Beneficio, e nem este «eu direito e' menos sagrado do que o dos Parochos em actual exercício. Mas, Sr. Presidente, como e que os Parochos ern actual exercício hão de dar aos 'proprietários o terço de seus mesquinhos , e tão mesquinhos alimentos ? E note-se bem que a maior, parte dos Parochos não tem côngrua, e que'assim seriam constrangidos a dividir o producto dos direitos de estolla, propriedade tanto mais sagrada, quanto e' certo que resulta doítrábalho e adminis-, tração puramente pessoal. — Da falta da providencia que peço tem provindo, Sr. Presidente, o vexame1 de muitos Parochos, e por um grande numero do» de Lisboa es:íou eu encarregado-de .fazer OKVÍT as suas justas queixas. A Auctoridade Ecclèsiastica im-poz-lhe a obrigação de entregarem aos proprietários dos seus Benefícios a terça parte dos reditos paro-chiaes; e podem etles faze'-lo l pôr certo hão,, que ficariam sem ter de que subsistir y e lhes seria1 de?,!'a sorte invadida a sua propriedade. Entretanto a Au-ctoridade Ecclesiastica pôde justificar-se, pois quê não-lhe resta meio de negar-se a deferir aos requerimentos, fundados em direito, dos Parochos suspensos. Do que levo -ponderado se vê com toda a clareza que é de absoluta necessidade prover de remédio a este respeito, -a fim de que não continue a injustiça de deixarv privados do seu direito os Parochos suspensos, ou de se invadir a propriedade , e tolher a sustentação devida aos Parochos em exercício, òhamo ,pois , Sr. Presidente , a attenção da Câmara para este importante objecto, a fim de que a nova" lei dos Parochos não saia daqui falha da indispensável providencia que reclamam as considerações expostas.