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(nestuô na Coram issâo eu fVz ver ao& seus Membros, que haviA economias propostas pela Com-uiissão externa, que não eram exequíveis, e mostrei que havia outras que a Commissão n ao lembrou, e que u Governo já 'pôz em pratica, e que já catão produzindo uma diminuição considerável, e assim te 'progredirá.

Sr. Presidente, não se pôde duvidar (pie só quem vstá á testa de lima Adminrstraçào e que pôde conhecer, quaeá sào as economias, que se podrtt) fazer , sem que o serviço perigue cem reducçòes indiscretas, e precipitadas; mas não se dedu»a d'aqui que eu chamo indiscretas e precipitadas a algumas das reducções proposta», o que digo é que essa dif-ferpnca , que excila , pôde ser supprida , e lia de selo peío espirito de ecònofnid>que o Governo faz presidir a Iodos os seus actos; não ha um só acto, que desminta esta idea, e espero que o Governo lia de continuar, a fim de que desappareça de todo es* ta differença.

De mais, o Sr. Gomes de Castro «abe que eu (não digo antes d'e)le, mas antes de elle mo ter di-lo), linha a idea de pôr os pagamentos em dia, não digo, repito que seja anterior á sua idea, porque el-fe e muito maie versado, tem uma experiência muito mais largada respeito de Fazenda, e eu á vista d'elle não sou se não um principiante; mas emfim tinha já esta' idea antes, que ma commuriicas»e ; mas' segundo eu a tinba concebido, ella era productiva, era eminentemente grande (perdoe-se-me a expressão) ; eu queria pagar os atrasados a quem quer que fosse credor d'esses atrasados; entendia que a questão do ponto, a questão de pôr em dia e uma questão importantíssima, mas que nós podemos chegar â esse resultado por oulro meio , nào tão breve como aquelle que se propõe porque este e um meio rápido, mas havemos de lá chegar, e chegaremos lá «togo que o Thesouro tenha a receita de que carece; desde o momento em que se façam nas Repartições as economias, de que estas Repartições sào susceptíveis, desde o momento , em que se prove que a refeita se não excede, ao menos é igual ú despeza, hós podemos verificar qualquer operação de credito, e quem quer que estiver na Administração ha de com uma operação d'esta natureza ter meios com que pagar os atrasados aos Empregados; hoje nào é possível, porque o estado do nosso credido é tai que a Coiumissão propondo o dar apolicc-9 com juro de 6 por tento pelos ordenados atrasados, todo o inundo grita e diz : — bancaroia ! O' Sr. Presidente! Ban-caroia a quem dá inscnpçõrs de 6 por cento! Mas porque se lhe chama assim? Porque se vê que o Governo não tem meios de pagar es&es juros, mas logo que o Governo prove que o& lems quando fundar sôbie bases verdadeiras o seu credito , e estas bases são o paga triénio de una poucos de uu-zes com pontualidade, sern ae arredar uma única somma das verbas do Orçamento, o credito vem, c as inscripçòes de 6 por cento hão da ia|t>r mais do que o par. Aqui está o meu systeina, c a Causara sabe qual é o da Commisião ; eu quero pagamentos em dia, quero que os sacrifícios sejam partilhados por todos, e ainda hoje fallei sobre *>bla metoria com um dos Membros da Coiniuissão , o Sr. Souza e Azevedo, e lhe disse que estas eram as nunfias ideas e que eram fixas, entendendo que outro qualquer meio era inexe-« que não podia hoje su&tentar-be, e eu fa-VOX..Ò.0 —JULHO— 1841.

ço a justiça de accredit-ir que a Commimo foi lê* vadd a este ponto pelo desejo qu« linha da salvar o Puiz, mas quero que a Comrmskâo nol*- que as cir-ífudisiancias em que ella propôv. a medida dtiiappa-rt>c«ram compleiamente. Um Ministério organisado não poude levar á execução essa medida ; o M nii-iro ?ahio, e outro entrou, e não havia quando isao succedeu meios de pagar a despesa do mez antecedente; logo ella não podia ter logar.

Sr. Presidente, depois d'esta explicação direi que o Sr. Deputado pela Guarda, com aqueila rectidão de justiça, que predomina em todas as suas opiniões, reputou a questão como de Regimento , e entendeu que ella estava fora do cotnmum, porque a Com-missão tinha o direito de dar o seu Parecer , como entendesse, dizendo as razões, porque o não dava junto, ou porque o dava junto; mas o Sr. Deputado qu« assim se expressou cahio logo n'u ma contradição , porque convindo que estava nas attribuiçôe» da Commissão pssa separação, attribuia surpresa da parte do Governo, ou da Commissão em pedirá Camará que declare se ella pôde separar o Parecer; puis não Sr., nem o Governo, nem a Com missão quiz faz

Relativamente ao Sr. Deputado, que fallou depois de S. Ex.% direi que no que e!lê disse e em quanto a attribuir ao Governo já ninguém accredita, porque os factos, praticado» pela Administração, faliam mais alto do que todas as observações do Sr* Deputado, as quaes já não tem écCo em parte alguma ; as economias são o norte do Governo, e nâq os desperdícios, como o Sr. Deputado inculca; o Governo pertende a organisação da Fazenda, porque ninguém é n*isao mais interessado; o Governo tem supprimido togares até dentro dos próprios quadros; tem feito o sacrifício maior que costumam fazer os que governam, isto é tem-se privado do prazer de obsequiar alguém * do prazer de collocarem homens em alguns logares, e com tudo não tem empregado pessoa alguma, porque nem uma só tem despachado.

Concluo, Sr. Presidente, por declarar que o desejo do Governo e' a regularisação das finanças, por iàio que elle não quer fazer esses contractos ruinosos, de que o Sr. Deputado faltou, e só se deixaram de fazer, quando n receita for igual á despeza; e que tudo se poderá attribuir ao Governo, menos a falta de zelo pelo bem publico, e desprezo pelas economias, assim como se lhe hade teconbecer uma idea fixa, 'qual é a tolerância.

O Sr. Derramado:—Sr. Presidente, não é esta a occasião solemne de discutir a importantíssima e grave questão: «e Convém 0u não alterar a ordetn dos pagamentos; porém o Sr. Ministro declarou no seu discurso, que 9« desvrava nVsla parte do Parecer da Commissão externa ; e eu o que desejava saber, (sem entrar na q ires t ao, se convêm ou não alterar a ordem dos pagamentos, nem quando, nem corn que Condiçòe») era : se eita opinião pertence só a S. Èx.% ou se é de todo o Gabinete. (Vozes do banco dos Ministros: — E* do Gabinete.) •

O Sr. P*t$tder\te: — O Sr. Presidente do Conce