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DIARIO DA GAMADA DÓS SENHORES DEPUTADOS

rio de Vasconcellos, que era conservarem-se' ás praças de primeira ordem, que é necessario conservar, e acabar com todas as outras? Não se pensa n'isto.

Confessam a maioria e o sr. ministro da guerra que, para termos um exercito em uma situação racional, são necessarias despezas enormes, é necessario gastar largamente para o levantai" á altura em que deve estar. Mas ao mesmo tempo não se apressam a cortar riem uma só das despezas existentes, apesar de reconhecida, quanto a algumas, a sua inutilidade!.

Diz-nos a maioria que é preciso fazer grandes despezas para levantarmos o exercito á altura a que deve chegar, mas nós gastámos com o exercito a quarta parte do nosso orçamento, e não temos nada feito.

Se continuarmos a gastar o que gastámos, e lhe acrescentarmos o que precisamos de gastar para ter exercito, aonde irá isto parar? (Apoiados.)

E necessario, portanto, não fazer nem a mais leve despeza inutil, e tratar tambem das reformas que podem melhorar o exercito, sem augmento de despeza. Uma d'ellas; é a que diz respeito ás promoções.

Ouvimos ha pouco uma voz tão auctorisada sustentando essa idéa. Mas antes do sr. Sá Carneiro ter affirmado, de um modo tão completo, as suas idéas tão justas a este respeito, já o sr. ministro da guerra tinha dito, na sessão passada, que assim pensava.

Eu vou ler o que s. ex.ª disse então á camara á este respeito.

(Leu.)

Ora, note v. ex.ª que eu nada lucrei com este accordo,].porque nenhuma das idéas em que s. ex.ª estava de accordo commigo passou para a realisação; nenhuma passou do campo da theoria. Este accordo é para mim uma consolação toda theorica, e nada mais.

Eu mostro a v. ex.ª quaes eram as idéas em que o sr. ministro da guerra estava de accordo commigo.;

(Leu.)

V. ex.ª pensa que o sr. ministro da guerra se empenhou]

em vencer as difficuldades que apresentava esta idéa em que estava de accordo commigo? De maneira alguma, nem' sombras d'isso.

Agora de 'mais a mais o sr. Sá Carneiro, com os seus provados talentos e com a sua longa pratica n'estes assumptos, acaba de indicar que é indispensavel a realisação d'esta idéa.

Ahi está uma reforma com que o sr. Fontes podia assignalar o seu governo; mas s. ex.ª está ha oito annos no ministerio e nós estamos ainda regidos pela velha lei das antiguidades.

Aqui está como s. ex.ª attende aos altos negocios que estão confiados á sua gerencia. (Apoiados.)

Mas quer v. ex.ª ver qual é a outra idéa em que s. ex.ª estava de accordo commigo?

É a seguinte:

(Leu.)

Tambem n'isto não pensou ainda s. ex.ª

Não sei se já deu a hora; em todo o caso parece-me que estamos proximos d'isso, e, se v. ex.ª m'o permitte, ficarei cora a palavra reservada para a sessão immediata.

O sr. Presidente: — A ordem do dia para segunda feira é a mesma que estava dada, e mais projecto n.º 114.

Está levantada a sessão.

Eram cinco horas e tres quartos da tarde.

• E -N,º 84

Senhores deputados da nação portugueza. — A camara municipal do concelho de Marvão tem em cofre a quantia de 932$366 réis, importancia das verbas separadas pelo conselho de districto, nos termos do § 3.° do artigo 9.° da lei de 6 de junho de 1864, para as estradas municipaes de

l.ª classe desde é anno de 1865 até 30 de junho de 1878 inclusivè.

O mappa da clarificação definitiva das estradas municipaes de 1.ª classe do districto de Portalegre, elaborado pela commissão de viação municipal em 5 de abril de 1867, comprehende vinte estradas de 1.ª classe, o apenas a do n.º 1, traçada desde a margem do Tejo até Elvas, que comprehende 99 kilometros de extensão, atravessa este concelho do Marvão.

Esta estrada pela sua grande extensão e despeza a fazer para a sua construcçâo, tardo ou nunca se começará.

No plano da classificação definitiva das estradas municipaes de 2.ª classe d'este concelho estão traçadas quatro estradas vizinhas, todas no comprimento de 23 kilometros: já se construiu a estrada n.º 48, e o primeiro lanço da do n.º 49 da Fonte da Pipa a Santo, Antonio das Areias, a qual, segundo o plano, devia continuar d'aqui ao rio Sever.

Mas estando em construcçâo o ramal do caminho de ferro de Caceres, reino de Hespanha, que atravessa este concelho de Marvão e outros d'este districto até entroncar na linha ferrea de leste, e estando já em construcçâo no logar da Beiram, limites da referida freguezia de Santo Antonio uma estação pertencente á dita via ferrea, deliberou esta camara construir um ramal na mencionada estrada municipal n.º 49, do logar da Farropa até á dita estação da Beiram, a fim de ligar os habitantes d'este concelho com aquella via ferrea, pelas vantagens que d'aqui esperam auferir.

,E então, visto não se ter dado nem poder dar applicação á referida verba de 9320366 réis, porque ainda se não começou, nem ao menos se estudou, a dita estrada de 1.ª classe n.º 1 da margem do Tejo a Elvas, que esta camara até julga desnecessaria e de nenhuma utilidade publica, o não tendo a mesma camara os meios necessarios para a construcçâo do projectado ramal da Farropa á Beiram, requer por isso a v. ex.ª. se dignem auctorisal-a por uma lei a applical-a na obra do mesmo ramal, que deve começar-se com a maior brevidade possivel... Marvão, em camara, 17. de maio de. 1879. — - (Seguem as assignaturas.)

E-N.° 260

Senhores deputados da nação portugueza. — Acha-se pendente da vossa approvação um projecto de lei sobre a construcçâo de uma ponte metallica entre a cidade do Porto e Villa Nova de Gaia; ponte de um só taboleiro, como claramente se infere do custo ali fixado. Se, porém, considerações importantes determinam a approvação urgente do essencial d'esse projecto, outras não menos valiosas exigem, que elle seja modificado de modo que a nova ponte haja de ser de dois taboleiros sobreposto?.

Unia parte do Porto o Villa Nova de Gaia repousa n'um valle cortado pelo rio Douro, mas essa é a parto mais pequena.

A maior e que de futuro deverá tornar-se mais ampla ainda, assenta a grande altura do rio, coroando montes sobranceiros a elle, ou trepando por encostas dilatadas. Nestas circumstancias, se a ponte for de um só taboleiro collocado na altura da ponte actual, continuará difficil e longa a communicação entre a parte alta d'aquellas duas importantes povoações; e pontos que n'ella se acham distanciados por poucos centos de metros na linha visual, continuarão separados no transito, por milhares de metros de forte declividade.

E facil de ver quanto isto diminue as relações, occasiona disperdicios de tempo, augmenta o preço dos transportes, deprecia a propriedade immovel do alto de Villa Nova de Gaia, e, n'uma palavra, se traduz n'uma somma elevadíssima de perdas para as duas povoações.

Estas, se tivessem communicações faceis, constituiriam em breve uma unica povoação. Com as communicações que têem o terão por uma ponte de um só taboleiro, permane-

Sessão de 10 de maio de 1879