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lê-se r — o Coronel Fontoura continua a conimandár • as tropas destinadas a operar contra as guerrilhas mi-guelistas, as guaes constarão dos seguintes corpos, eic. Creio ser evidente 'que eu não desejo invocar cousa alguma do que está estabelecido no Algarve ; mas só sustentar que o Sr. Simão Pessoa, sendo corno é muito capaz, está involvido n'uma tarefa, que nem. elle, necn ninguém é capaz de satisfazer, e vou. diíer o porque. O Sr. Brigadeiro Pessoa, tem a seu cargo a 8.a Divisão militar, e todo oAÍgarve; tem responsabilidade pelas operações .da sub-Divisão Militar de Beja , ale' ni da serra, e é responsável por -parle das operações na Província da Estremadura, aonde foi obrigado a vir, poucos dias ha. Mas, dir-se-ha quando o Sr. Pessoa e obrigado .a, ir em serviço a Beja, ficam outros Officias em seu lugar. Creio que os illustres Deputados não esperam que eu faça a biographia dos Ofticiaes doexercito; mas não tenho dúvida em. dizer, que o Sr. Fontoura é aquelle que

Tenho demonstrado que da .minha parte não ha parcialidade , e repito ainda ; na minha vida publica não conheço inimigos; .pôde ser que os tenha tido na minha vida particular, e talvez por èttlpa minha;. mas na vida publica, não os conheço, e appello testes: entretanto para tirar alguns receios dos illustres Deputados, já disse que não ti.-. nhã intenção alguma de tirar o comma.ndo"ao Sr. F es soa ; o meu desejo e facilitar as operações da-quejla guerra. ,

Diz-se ; não ha no Exercito, mais officiaes? Oh ! Sn Presidente, que argumento e' este? -pois porque Ba muitos ofíicia,es aptos bravos e intelligentes , terão todos alli o seu regimento, terão todos álii feito a guerra três annos? terão todos a confiança daquelles habitantes ? certamente não. Tresentos Tenentes Generaes ,. e ,Generaes havia em Inglaterra .quando o Governo escolheó um dos Majores Generaes, mais modernos para commandar a guerra da Peninsula, generaes mais antigos, vieram servir debaixo das ordens de Lord Wellington.

O illustre Deputado , a quem eu desejo responder, firmou-se muito na recusa da Camará de 1835 de alguns membros para urna Commissâo de ce-reaes , si licet cum parvis componere magna. . .....

que relação tem uma Commissâo de cereáes com a extincção das guerrilhas, ou, ao menos efficaz continuação cfa guerra? não sei. E não insisto, porque este argumento cae por si ; e se assim não é, a culpa é dos Deuses que me fizeram tão bárbaro.

Seguio-se ao Sr. Seabrá o illustre Deputado por Coimbra, que começou por uma"frase académica a que S. S.a está acostumado; oxalá que eu as po-desse empregar assim: disse S. S.a é mister que a Constituição saia do labyrintho dos sopbismas, e que a Constituição seja uma realidade. Sr. Presidente, eu não sei se a Constituição tem estado n'um labyrintho de sophismas; o que sei e' que me sento aqui ha treze dias, e que se esse, labyrintho existe, não fui eu o Dédalo, que o edifiquei ; pôr consequência a frecha volta contra oJVècheiro, ou contra os seus amigos políticos. O Sr. Deputado citou .o artigo 51. "da Constituição e argumentou com elle contra a proposta do Governo ; mas não vio que o artigo 52. ° é o correctivo do primeiro, porque não ha regra sern excepção, e esta,e_uma, « necessária. Disse o illustre Deputado, referindò-se

a quem havia falladq no meu nobre amigo ,. o^ Ma* rechal Saldanha, porque anche io sou pittore, também eu sou amigo do Marechal Saldanha, disse que era uma missão d'outra náturesa; mas era uma missão de tanta importância, que nunca a foi exercer; o que essa missão foi sei eu j mas o decoro não me dá licença para o dizer aqui; más sempre direi que desse dia dàtão muitos infortúnios.

Recorreo mais o illustre Deputado pót Coimbra a um argumento, ojue me parece destituído de toda a razão; disse elle e' o pedido dos Ministros um meio de seducção. Nesse caso a administração é tão insípida por não lhe dar outro nome, que vem principiar a seducção. por os Srs. Deputados, que .lhe podiam dar força nesta casa! ! !