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jto, e tractarei de responder ao nobre Deputado..... (Lea no Diário do Governo o seguinte.... E que á' vista da theoria geralmente admittida sendo a opposição a que mais zela, e está em contacto com os interesses do povo.....)

O Sr. Seabra:.— Peço ao Sr. Deputado que se refira ao que eu disse, e não ao que os Jornaes me attribuem.

O Sr. Passos (Manoel): — Sr. Presidente, a questão que rios agita e' uma questão/ de confiança, e não de prerogativas; o Ministério tem direito de pedir, e a Camará o de recusar; os Deputados, que recusam, recusam por motivos tão nobres e leaes, como tem os Deputados que concedem.

Sr. Presidente, a theoria de que a opposição e' .mais ou menos popular do que as maiorias Minis-teriaes não se pôde sustentar em these; a theoria de que uma opposição é menos corrupta do que ,uma maioria ministerial, também se não pôde já sustentar á face da Europa civilisada. Sr. Presidente, eu respeito as convicções todas; porém ò nobre Deputado summamente esclarecido, nesta parte ,parece-me que não fez uso de todos os recursos de que a natureza o dotara, e que o estudo tinha fecundado , porque depois de ter assim .tão injusta-mente xstigmatisado todas as opposiçòes, fallou des-lè modo , a respeito do partido a que chama centro; (partido que, eu não sei se existe) « Leu no Diário do Governo o seguinte: n O Orador continuou advertindo que parlamento algum se tem achado em tão boas circumstanciãs para examinar maduramente os motivos do Governo para a sua proposta • que é sabido que a maioria é fluctuante^ pois que os membros do centro -téem declarado que nunca votarão em questão alguma com espirito de minisíe-rialismo. \

Sr. Presidente, esta expressão e um duplicado insulto feito aos Deputados deste, e daquelle lado da Camará, nós todos não votamos aqui senão se-.gundo as inspirações da nossa consciência; se os .nobres Deputados daquelle lado1 fazem Opposição é porque entendem que a administração actual não reàiisa os fins do Governo, segundo suas con,vicr coes e seus precedentes: -e,eu quando voto com o ÇovernO, e porquê entendo que ,p's. Mjnístros que álli estão ,' honrados com a confiança de Sua Ma-gestade, lêem precedendes pelos qfuaes dão as garantias de desenvolver os princípios conslilucipnaes, de rn,aneira porque os intendeu este lado da Camará e os próprios-Ministros, porque elles têem pertencido a. este partido. Nisto não quero dizer .que o Ministério seja obrigado constantemente a seguir à qpinião.de.íite; lado $ e que nós estejamos obrigados a estar "constantemente cTaccordo com elle.

Sr. Presidente , disse o nobre Deputado que as o.pposiçÔes é;que zelam mais os interesses do paiz, •e «u per.gunto se no ministério tão liberal e esclarecido de Mr. C.anning.... ( -

O Sr. Seabra:— Se V. Ex.a me dá licença digo ao Sr. Deputado que 'está marchando n'«m falso presupposto: eu fallei assim hypotheticamente, e quando fállei do centro referi-me ás suas próprias de-claraçõeV..... ;

O Sr. Passos (Manoel}: •—Muito bem ,ventretanr to estas são asexpressões, que vem repetidas no Dia-,rip, que o Sr. Deputado diz que rfão está. exacto ; e o extracto do seu discurso, iou o do discurso que os

, Tachygrafós lhe attribuiram, corre as Províncias j e pode dar uma ide'a muito desvantajosa da independência e illustração do Parlamento Portuguez. Eu tenho sido Deputado da opposição, e Deputado ministerial; como Deputado da opposição não fui mais independente do que sou como Deputado ministerial: do mesmo rnodò todos osCavalheiros que nâoteemaa minhas opiniões, intendo que tão independentes são elles, quando advogam a política de um Ministério das suas convicções, como quando combatem outro que vai d'encontro com ellas. Não se tracta da vontade de fazer a felicidade do Paiz , porque todo o hornera honrado com a confiança da Nação, tem tanta vontade de procurar o bem publico, como outro; quero dizer, que não ha mais patriotismo da direita que da esquerda; todos querem o bem da Nação, e todos entendem bem a nobreza da sua missão e cobre tudo sabérn as grandes obrigações que todos temos como cidadãos, de procurar a felicidade da terra em . que nascemos. ,

Agora a respeito de popularidade factícia ; e verdade que muitas vezes asopposiçõcs são acòrnpanhaf das de ura favor popular, quenâoacomptm/ía os mi-! nisteriaes,; mas as grandes maiorias que, sustentaram a administração deLordGfey e Melbourne, em ín^ glaterra, eram maiorias muUo mais populares, que todas as opposições, -que se fizeram áquellas, patrio--ticas e illustradas Administrações. Entretanto o ministério pode muitas vezes concordar ern princípios geraés, e n'uma questão separar-se da maioria, como foi na questão dos Catholicos da Irlanda, que veio ao parlamento por influencia do Ministério Wel-linglon que fez passar no parlamento uma proposição contra a vontade de seus amigos políticos os Torys pelo apoio dos oradores da opposição — os Whigs. ; ' .

Sr. Presidente, esta explicação era necessária para desággravar a Camará; eu entendo que é ião covarde o homem que apoia o Ministério por outro principio que não seja a sua convicção, como é desleal e falso 'o Deputado, quando tendo combatido n'uma opposição, quando destruio o Ministério, dessa op-' posição e tirado um Ministério, o combate por ambição particular: citarei o General Wilson que não coadjuvou o Ministério na questão da emancipação dos Catholicos da Irlanda, porque hão quiz ser ministerial n'.uma questão de liberdade e os seus constituintes os Eleitores de Sout Warh lhe retiraram a sua procuração, e creio que:esteGeneral pereceu para a vida publica. -

Esta rectificação d'aquillò que o nobre Peputado disse não proferio eque os Tachigraphos Iheattribui-ram resiitue o seu credito, e então terá ainda a agradecer-me ò eu ter estabelecido os verdadeiros princípios, porque falsas theoriás não vão manchar a reputação de um dós mais brilhantes talentos desta Camará. / . - Fozes: .— Votos, votos, votos., : Q Sr. Derramado: — Toda a Camará pede votos, e não serei;eu quem prolongue esta discussão: se a Camará quer votar, prescindo.de fallar, quando não , tenho direito a dar o uieu voto. (Vozes.— f alie t f alie — outras votos t votos.)

Consultada a. Camará deo-se a matéria por discutida por 59 votos, contra 47.