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1972 DIARIO DA CAMARA DOS SENHORES DEPUTADOS

costas, que comprehende a verdadeira bacia do Zambeze e vejamos se podemos arranjar juízo para com o apoio das outras nações, estabelecermos um plano susceptível de estabilidade e sustentarmos verdadeiro predomínio n'esta vasta região. (Muitos apoiados.)
Não nos ponhamos tanto a cavallo nos nossos direitos; não nos façamos quixotes, de lança em riste, promptos a conquistar a Africa; facâmo-nos valer, pelas qualidades que temos de emprehendedores, e pela circurnttancia de que possuimos uma organisação que resiste mais do que a de nenhum outro povo á acção deletéria do clima; procuremos que todos os governos sigam uma marcha uniforme com relação às colónias, e não se faça nunca de questões coloniaes questões políticas. (Muitos apoiados.)
Unamo-nos, e não levantemos embaraços; não nos deixemos dominar por illusões, e tenhamos a certeza de que os nossos esforços hão de sor coroados de muito bom êxito. (Muitos apopiados.) Não já, porém mais tarde, depois da evolução suecessiva d'aquelles povos e do seu adiantamento na escala da civilisação, é que elles se poderão tornar consumidores de productos europeus e assegurar assim á Europa a remuneração das vantagens que ella lhes tiver concedido.
Quando nos convençamos de que não temos, nem idéas, nem poder, nem meios, nem vontade firme de proseguir neste caminho n'este de um syttema de colonisação, que deve ser diverso do que temos seguido até aqui, quando nos convençamos d'isso, então deixemo-nos de pretensões que nos não ficam bem.
Não sei se me falta responder ainda a mais algum ponto dos que foram tocados pelo illustre deputado, em todo o caso, se assim é, peço á camara que mo relevo porque me é absolutamente impossivel fallar mais.
Vozes: - Muito bem.
(S. exa. foi muito cumprimentado.)
(occupou a cadeira da presidencia o sr. Luiz de Lencastre.)
O sr. Consiglieri Pedrosa (sobre a ordem): - Leu a seguinte moção:
«A camara, considerando que a solução da questão do Zaire, tal como ella resultou da conferencia de Berlim, é a consequência inevitável de Portugal se haver desonerado dos cuidados e dos esforços de uma política colonial previdente e continua, e de não se ter affirmado por uma acção suficientemente vigorosa, hábil e expansiva, ao passo que por abandono próprio permanecia afastado das grandes questões da política internacional, lamenta que com similhantes precedentes se tivesse apresentado o nosso paiz no conselho das nações, e passa á ordem do dia. - O deputado, Consiglieri Pedroso.»
Em seguida passou a fazer largas considerações em sustentação desta proposta, declarando ao mesmo tempo que o sr. ministro dos estrangeiros não respondera às arguições que ao governo fizera o sr. Barros Gomes.
E como desse a hora pediu para continuar o seu discurso na sessão seguinte.
A moção foi admittida.
(O discurso será publicado na integra quando s. exa. devolver as notas techygraphicas.)
O sr. Presidente: - A ordem do dia para sexta feira é a continuação da de hoje e mais os projectos n.ºs 112, 100, 105 e 114.
Está levantada a sessão.
Eram seis horas da tarde.

Rectificações

Na sessão de 2 do corrente, pag. 1960. col. 1.ª linha 20.ª onde se diz «e eu concedesse a palavra a qualquer sr. deputado» deve ler-se «e eu não concedesse a palavra a qualquer sr. deputada.»
Na mesma pagina, col. 2.ª, penultima linha, onde se diz «que a pediu sobre este incidente», deve dizer-se» que a pediu sobre o modo de propor.

Redactor = S. Rego.