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SESSÃO NOCTURNA DE 5 DE JUNHO DE 1888 1881

ás seis propostas indicadas a relativa aos alferes graduados, o que perfaz na totalidade sete propostas. Tantas quantos os peccados mortaes. (Apoiados.)

E em peccado mortal mostram ellas estar, a avaliar pela maneira autocraticamente feroz como foram tratadas pela preclara commissão, que talvez tambem não esteja isenta de ter incorrido um pouco no setimo d'esses peccados. (Apoiados.) Ella o dirá, na certeza de que, com esta supposição, não quiz fazer-lhe censuras de especie alguma, e unicamente tirar as legitimas illacções das coincidencias que apontei. (Apoiados.)

Sr. presidente, como a hora está a dar e como estão tres srs. deputados inscriptos para antes de se encerrar a sessão, se v. exa. entende eu ficarei com a palavra reservada para a ámanhã.

Vozes: - Muito bem, muito bem.

(Ficou com a palavra reservada.)

O sr. Mattozo dos Santos (por parte da commissão de fazenda): - Sr. presidente, mando para a mesa o parecer das commissões de fazenda e agricultura, relativo ao projecto de lei que se refere aos cereaes.

Foi a imprimir.

O sr. Carrilho (por parte da commissão de fazenda): - Mando para a mesa, por parte da commissão de fazenda e em nome do meu collega o sr. Baptista de Sousa, na qualidade de relator, o parecer da mesma commissão sobre a proposta do governo que faz algumas alterações na tabella do imposto de sêllo.

Foi a imprimir.

O sr. Serpa Pinto: - Sr. presidente, foi hontem annunciada n'esta casa, pelo meu amigo e correligionario o sr. Julio de Vilhena, uma interpellação ao sr. ministro dos negocios estrangeiros sobre a questão de Zanzibar, cujos documentos já estão publicados e distribuidos n'esta casa.

Hoje, na sessão diurna, outro meu amigo o sr. José Castello Branco dirigiu ao sr. ministro dos negocios estrangeiros uma pergunta sobre o assumpto, e obteve como resposta de s. exa. a certeza de que esta questão podia ser discutida á vontade n'esta casa, porque sobre ella já não existem negociações pendentes.

Em vista d'isto eu julgo que a interpellação será discutida; mas pela minha parte tenho a fazer uma declaração á camara e a v. exa. É que não tomarei parte n'esta interpellação, por motivos que todos devem comprehender, quando lerem os documentos publicados. Motivos de delicadeza e rasões de dever me obrigam a conservar-me completamente neutral n'esta questão.

Tenho a declarar mais á camara que, por ter estado envolvido n'este assumpto, até uma certa epocha das negociações, tinha em meu poder um grande numero de documentos particulares; mas que n'uma occasião de doença grave, eu os sellei com o meu sinete e mandei entregar no ministerio dos negocios estrangeiros a um dos empregados d'aquella casa, que ainda os tem em seu poder, e que os conservará emquanto esta questão não for derimida na camara. Até esse momento nem os retirarei nem fornecerei qualquer d'elles aos meus collegas e amigos.

Repito; conservar-me-hei estranho á interpellação annunciada pelo sr. Julio de Vilhena, excepto se da parte do exmo. ministro dos negocios estrangeiros houver alguma referencia ao meu procedimento n'esta questão, que me force a tomar a palavra.

É claro que n'esse caso não poderei deixar de entrar n'ella: mas antes d'isso a minha intenção é conservar-me completamente fóra da questão.

Foi para fazer esta declaração que pedi a palavra.

(Não reviu.)

O sr. Presidente: - A ordem do dia para ámanhã é a continuação da de hoje. Está levantada a sessão.

Era quasi meia noite.

Redactor = S. Rego