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• D Sr. 5a Nogueira: —Sr. Presidente, PU rifão «egttirei o illustre Deputado, que me precedeu , ua discussão do Projecto na sua gerteralidnde, porque não o isso que 'se tracla agora; du que se tracta é dó adiamento da questão , e pelo» moiivos, porque se pede, entendd que deve str approvado; liãb peito Projecto em si , mas porque vamos entrar em «ma discussão, que deve ser adiada potra quando se discutir o orçamento, e porque entendo que se esta Camará quizer s"er zelosa dos interesses dòâ contribuintes , não pôde nem deve por caso algtim ap-provar que se discuta desde já esta Proposta do Governo; porque a primeira cousa qiie precisamos é de examinar o orçamento, e fazer rielle todas as economias e reducçõeá possíveis; e depois vermos a som ma que faltam para satisfazer as despezás a que somos» obrigados, e então votai mós os meios. Mas diz-se que nós não temos tempos para votar o orçamento, e qual e a lasâo porque esta Camará estando reunida ha mais d'utri anno ainda senão temoccupadó do orçamento? Qual é a razão, porque estando ella novamente retinida ha dous mezes, e tendo sido adiada, por dizei o Governo que ia fazer Propostas que deviam discutir-se ao mesmo tempo que o orçamento, e agora que chegam essaâ Propostas, se diz que etie senão ba dediscutir 1 Isto tudo e' uma decepção, e o que nóâ ^emos é que nunca" havemos de fazer economias} ha de sé augmen-tai a despeza na forma do costume j e depois e' que se hão dê vir pedir os meios para a satièfazer.

Agora, Sr. Presidente, para nós entrarmos no exame dessas propostas, era preciso (como já disse ern outra occasiâo) saber qual era o déficit, e era necessário saber quaes eram os meios ordinários, e extraordinários, que havia para se fazer face a esse déficit; mas eu não Vejo que o Governo instruísse estas suas propostas com documentos, nem com exclarecimento algum , com o qual justifique a imposição de novos impostos: eu não digo com isto que não serão necessários, não quero tão pouco dizer, que hei de rejeitar o lançamento de novos im-postos, logo quê eu veja que são necessários, e que a sua apphcação <é ínuito='ínuito' tii-btitos='tii-btitos' digo='digo' saber='saber' concordam='concordam' liquidados='liquidados' alguma='alguma' governo='governo' del-les='del-les' actuaes='actuaes' economias='economias' o.sr='o.sr' teremos='teremos' apresentado='apresentado' isto='isto' satisfazer='satisfazer' receber='receber' s.='s.' uão='uão' _1841.='_1841.' eátran-geiros='eátran-geiros' informasse='informasse' inas='inas' nome='nome' visto='visto' ao='ao' cousa='cousa' as='as' deixou='deixou' ministro='ministro' libras='libras' rendimentos='rendimentos' quaes='quaes' negócios='negócios' quê='quê' dos='dos' esperar='esperar' erhbora='erhbora' se='se' _800='_800' hão='hão' _6.='_6.' si='si' sei='sei' meios='meios' respeito='respeito' _='_' corno='corno' agente='agente' a='a' foram='foram' preciso='preciso' e='e' lhe='lhe' o='o' p='p' somem='somem' pergunto='pergunto' dissesse='dissesse' com='com' observado='observado' de='de' estado='estado' podemos='podemos' brasil='brasil' parte='parte' do='do' mais='mais' temos='temos' dar='dar' sempre='sempre' das='das' nem='nem' um='um' sufficiente='sufficiente' são='são' vo1.='vo1.' hespanhol='hespanhol' em='em' contos='contos' negocio='negocio' esse='esse' este='este' eu='eu' essas='essas' deste='deste' vi='vi' ordinários='ordinários' x.='x.' acha='acha' commissão='commissão' já='já' vantagens='vantagens' extraordinárias='extraordinárias' londres.='londres.' nomeou='nomeou' reduções='reduções' que='que' motivo='motivo' âe='âe' despezàs='despezàs' fazer='fazer' uma='uma' lançar='lançar' ex.a='ex.a' outras.='outras.' ainda='ainda' examinar='examinar' nós='nós' nos='nos' para='para' divida='divida' paiz='paiz' lemos='lemos' contas='contas' não='não' deve='deve' agosto='agosto' necessário='necessário' tenham='tenham' os='os' financeiro='financeiro' sabemos='sabemos' assim='assim' é='é' nosso='nosso' haver='haver' resultar='resultar' podem='podem' conveniente='conveniente' desejava='desejava' seria='seria' umas='umas' lenho='lenho' dá='dá' milhão='milhão' cousas='cousas' porque='porque'>

de libras. Más eu vejo que ée tracta de redicdJò, e de bagatela, e talvez até de atrevimento, ou como uma falta de respeito fazerem-se estas perguntas; entretanto estas questões são muito giaves, e o que eu vejo é, que o Ministério ale agora nenhuns esclarecimentos tem dado a este reípeito, que importava muito que os desse , para hó.s àabertnoâ corno havemos de votar.

São'estas as razões piincipaes que me moveram a impugnar a idéa de se entrar desde já na discussão desla Proposta de liei , accre3centando, quê eii apesar de estar resolvido a não votar meios â este Ministério, com tudo para o que forem obrigações á cargo do Governo, legalmente contiahidas para com as Potências estrangeiras, eu hei de votar oá meios; rhas para serem íipplicados unicamente para aqueU. lê fim j e não lerem uma apphcação differenie; declarando igualmente, que não devia votai-lhe mesmo estes meios, por isso que o Governo até agora não deu contas, nem veio informar esta Camará do estado das contas do Paiz: fallo dos taes dous milhões de libras, porque não sabem.os o caminho^ue lê vara rn , nem sabemos o estado das contas de Hes-, panha, do Brasil e de outras muitas; assim como infelizmente não sabemos o estado das contas do Ministério da Guerra, desde 26 de Novembro dê 1839, pelas quaes eu tenho,instado, e não cessarei de instar, até que o Sr; Ministro da Guerra dê todas as informações deste Ministério, para se conhecer em que se teih consumido a maior parte das rendas publicas, tião estando por isso o Exercito mais adiantado nos seus pagamentos, do quí» estão os empregados civis: o pret dos soldados está muito atrasado, e então o que áe tem feito a este dinheiro que se leu) mandado para a Repartição da Guerra? Isto é cousa muito séria, aqui é que bate o poh-10, e é preciso tomar contas ao Governo, paia que nos diga em que tem sido empregados os fundos t que tem. ido para os differentes Ministe;ios, porque nós ainda o não sabemos.

Agora, desejava eu que o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros nos dissesse se .a Ca ao tem em vista o promover a discussão do Orçamento, ou não; por que senão quizer que se discuta o Orçamento, escusa de dizer-nos que não tem meios, porque na Lei de meios é que consiste o Orçamento.

Eu , Sn Presidente, já disse no principio do meu discurso que não qUéna seguir o Sr. Deputado, que m

O Sr. Diasde Azevedo:—Sr. Presidente, fallar nesta matéria, depois de ter ella sido Iractada pelos Oradores mais dislincios, e collocar-ine em posição bas» tante difficih Mas, eu quero fazer uma dislincção nesle Parecer; não quero tractar em geral de todo o Systema de Finariças, eu quero trazer a questão ao seu verdadeiro ponto, que é o adiamento do Projecto N.' l : do outro objecto tracta rei em occasiâo oppOrtuna.

O adiamento foi proposto pelo meu illustre arni-gO, o Sr. Deputado por Lamego, com ofundamen»