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bilitaçôes e conhecimentos, qn* são- íempre. úteis e servem- pêra o-dt}âeo-volji-Mií«íito da indíustria, «'prosperidade piiblvca'. Não sá se lira díaqui esta» vantagem indirecta, mas tira-se amdá- outra!directa-, e é Que muito* mdividuos que seguiram à carreira das armas *ãu depois ser iiteis aQ^Paizj quando a», circumstancias os determinam a abandonar essa carreira. ,' , . , tr .

Mas, Sr. Presidente, que «ejo eu i Vejo o crear* se uma'ctasst} privilegiada, o,ue não tem habilita-* Coes, a q«em se dão privilegio», tem a sugeitar a habilitações, algumas, porque eslas habilitações, que anui se-exigem uãn são mais do que aquellas que se dão nas Esíihclai Regimenlaes, ceadas por um De-; creto de 1837." ' , =

Eu não sei se o Sr. Ministro da Guerra estará ha-bitiíado, roas entendo quê o devfi es,tar, para no* informa* sobre o modo porque estas Escholas têm ftinc-cionado ; quaes as vantagens que delias se tem ttrad

Eu sei que alguns CapelUes de tiegrm

ha 6 «umo».

Eis-aqui um indicio bem claro, de que o tíover-no não tem dado allençâo a este ramo de ser»iço, e eu espero que S. Ex. dê alguns esclarecimentos á Camará a este respeito.

Digo mais: se existem estas Escholas, se d ellas se tem tirado, ou podem tirar grande partido, isto N é sed'estasEscholas podem salitr militares com mais. conhecimento* do que se exigem aqui ; porquerasão havemos deircrear uma classe pnvelegiada l E' desgraça $ Sr. Presidente, estando nós no século 19.', que se apresentasse um Projecto dVsta natureza; quando na Rus*ia, como V. Ex.a sabe, já no tem. pó de Pedro o Grande ee deu um impulso á educação militar. Ern 172Lebtabeleceram-se alli Escholas militares em todos os Regimentos^ em cada Bala-l h ao da guarnição se creou uma Eschola militar; e todas essas Esehotos militares eram pagas, e entre-tidas sem augmento de despeza para o Estado. Ora eu queria que o Governo atlendesse mais á nfstruc-çâo do Exercito, e queria que elle d^sse mais atten-câo a csle Projecta d^ que talvez lhe tenha dado, porque se lh'o desse havia de cousidtrar este Projecto debaixa do todas as suas relações; veria que por eltenada mais,, se consegue d.o que eu tive a honra de diser na discussão da generalidade, do que a ressurreição dos Cadetes, é ir crear (ima; classe de indivíduos, que se julgam com dueito deterem uma promoção a Officiaes sem com ludo terem as habilitações, nem scientificas, nem de serviços que a isso os habilitem.

Sr. Presidente, V. Ex.a sabe, que as Escbolas creadas por Pedro o Grande mereceram depois toda a attençâo da Imperatriz Anna, e em 1733 essas Escholas receberam uma completa reforma. Foi lambem no tempo dessa Irtiperatriz, que se creou na Rússia um-Corpo de Cadetes, fnas apesar do Governo *er aristrocatico, apesar de riesj.âs Kscho-las se não admitirem se não nobres, oa esludoj

se exigiam- eram muito superioreâ, e lá havia de mais a clausula'de passarem a servir como. simples rnarmhfiiros a-*bordo dos navios.de guerra, aquelle» indivíduos quê'não tivessem aproveitamento nessaà E,scholaà, apesar ,de serem nobres : isto fez umGoí *erno essencialmente a/ristrocatico, isto foi no século pasèado, e no século prcsent« cria-se.uma cias,-» se unicamente, com ás habilitações , que deve ter. um simples soldado.! ....

Sr.- P-residervte, se nós passarmos ao que se fez em França, Vimos que alli se crearam em 1835 Es-cholas Regimentaes, e vimos que nessas Escholas s? enâinarn multo mais habilitações, que neste Projecto s<_ p='p' txigem.='txigem.'>

Se p" assarmos''á Prussiá , que nos -d^via sftr>yif tal^ v«z de inçHêlo ^ que encontramos nós? Encontra-. mós Escholas para Alferes, para officiaes inferio* r.es, « par^a soldados: e o que se ensina nas E&t-ho-Ias para ;Alf«resí Ensinam-se o» princípios elemen-, lares de mathematicà, ensina-se greographia, en^ sma-se historia nat.ural, e historia pratica; enbi-> nam.tse os princípios de fortificação permanente, é de campanha ; eis aqui o que se ensina nas E^cho-» Ias para Alferes, que já tem passado por outras» Escholas preliminares; assim é que se habilitam para, Otficiaes: mas qual é o resultado dés-tç PnJecto l O resultado deste Projecto, é propagar a ignorância, porque saber ler e esriever é «saber pouco mais que nada; ler e escrever é apenas o instrumento para se aprender; mas não é sciencia ; e o que se extge aqui é pooco' mais que ler e escrever.

Eu biiiio realmente que a Cpmmissão de Guerra composta de Homens litleralos restringissem os estudos, que exigia o Projecto original do Governo; o Projecto inicial do Governo exigia também conhecimentos de geographia e mais alguma cousa; e neste Projecto exige-se apenas para qualquer ín,-dividuo ser adorittidò a Aspirante a Qfficial, o saber ler e escrever, e quatro cousas d'arithimelica. Paliando a verdade s este objecto merecia mais alguma consideração, e nãb e' por consequência fora, de propósito que eu disse, que parecia que não só se tinha cm vista desQrganisar tudo, mas mesmo) lançar sementes para se não poder orgariisar de futuro; porque t>e nós foi mós crear uma classe destas, vamos crear direitos ; embora por Lei se não criem, mas o facto e', quê esta classe tem tido sempre direitos, e estes indivíduos hão de se reputar com di* reitos adqujridoâ; hão de ser outros tantos descontentes, -que se hão de oppôr a que se faça alguma refórmft he/ste /amo d'instrucção.

Kntendo por consequência, que este Projecto não> se pôde approvar, é será uma vergonha para a Ca? mara se elle for upprovado , principalmente depois das reflexõeã que eu lenho feito. O que devemos fazer e estudar o que ae faz na Primia, e procurar ap-» pi iça-lo ao nosso Paiz com as modificações, que as nossas cifcumstancias peculiares exigirem; mas de modo penhum ir crear uma classe privilegiada, cuja, necessidade eu julgo que é impossível demonstrar.

Espero que .a Sr. Ministro da'Guerra dê alguns esclarecimentos a çst« respeito, e devo lembrar a S, Es,* que a resposta e' de muito peso, e, que devefi-» car exarada no Piarjo des.U Camará, para de futuro ser lida.