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mas cotno a Oppobiçâo.lem sido taxada de apaixonada de medidas rcstrictivas ; então S. Ex.a, tendo islo era vista, quiz responder aquillo que era natural, que a O,-posição dissesse; mas que ella nào disse.

Disse S. Ex.a,--^qoe Lord Saunder não podia ler susto nenhuít), quando t Iludiu no Parlamento ao Incremento da nossa marinha; — e verdade que não havra razão para elle conceber um susto : mas o facto e , e S. -Ex.a bem o sabe, que elles uáo podem prescindir do nós; isto não e porque eu deseje, que nós prescindamos delles ; mas o facto é que não despregam esses três milhões de consumidores, e que os estimam muito.

(O Sr. JWinistro dos Negócios Estrangeiros : — Quem disse o contrario ' )

Disse S: fíx.%—que eu tmha limitado todos os meus argumentos á* Representações, que osião sobre â Mesa: — eu ulíudl a ess.i» Repieseuidções ; mas isso foi apenas um argumento em resposta a S. Ex.° quaJvdo disse , q:K> eram' afltíclados os interei-sés dp« nossos agricultores, e dos nossos altistas : — disse eu—- que dessas classes não se achavam Representações em cima du Me^a ; e S. Ex.a disse: —mas t.into provam as Representações, como a falta delas; porque as outras classes nào sefeunem.—;Oh! Sr./ Presidente, pois S. Ex.* não viu entrarem por

Quando S. E\.a alludiu á estatística de navegação , produziu duas razões , que eu não sei combinar; porque S. Ex.a disse: — o numero du navios construídos em quatro annos depois e ainda me* nos, que o numero de navios construídos quatro annos antes; mas no firn do seu discurso não negou que tinham produzido algum beneficio os direitos differenciaes : agora veremos a qual das operações dá S. Ex.* preferencia : o faclo é que por enti um anno se terem con»tiuido mais ou menos navios, não se pôde d'ahi tirar um resultado; o que e necessário attender e ao resultado geral, e o resultado geral e o incremento de nossa marinha: portanto o terem-se construído mais ou menos navios era certos annos, não constitue uma estatística racional; e os dados estatísticos spm se lhes applicar á analyse . podem indruir em erro; é preciso confessar, que são pouca cousa, que podem muitas vezes conduzir a erro; é preciso que a estatística, em que se fundam oscal-culos, seja uma estatística racionai ; essa estatística racional não é a que apresentou í?. Ex.% quando q"uiz comparar só a coiistrueçào dos quatro annos com a' dos quatro annos depois.

Disse S. Exc.a: —que o acto d* n.i vedação de [ngla-terra, e as providencias consecutivas que se tem seguido, não leu» uorcar^cter de protecção especial ;—e eu nào vejo n'e*se ncío senão um favor especial á sna bandeira; «»S. Exc.a está instruído d'uiii facto especial ; S. Exc.a sabe que òs'ioglfnes declararam a Ilha da Madeira pertencente á África, a fina de lhe ser applicavel a restricçâo; porque recearam que os productos da Ilha da Madeirapodessem ser intro-

dusidõs em Inglaterra, como se fossem dos portos da Europa.

.Disse também S. Exc.a ; — que nenhuma Nação se tinha lembrado de direitos differenciaes ;—não sei como S. Exc.a possa provar isso ; —eui Ilespanha creio que lambe!» os ha ; mas os inglezes exigiram provi* tíencias contra nós, e não as exigiram contra Hes-panha.

Disse S. E\c/ ;— que a protecção que pelo syslemá das pautas se linha querido dar á nossa industria, se linha destruído com o direito diíFerencial ;—isto não é exacto , porque logo que se veja que as pautas não

" Em quanto á facilidade de se embandeirarem navios estrangeiros cate a bandeira nacional para gozarem do b^ncfioio, não se dá isso com a facilidade que Si Exc.a juigu ; mas isso não prova senão á necessidade de estabelecer regulamentos, que evitem «ssas fraudes.

Sr. Presidente, eu não sei se a hora já deu; ( ^b" zes. —Já deu,.) a Camará está enfadada.... (Fostes : —Falle , falle.)

Disse mais S. Exc.*; — esle systema do acto da navegação da Inglaterra , não foi senão uma imitação que elles tomaram de nós;—ainda bem que não quiz attribuir aos Inglezes a gloria da invenção: se é nossa essa in\ençào, a gloria da descoberta é para nós; mas o que eu quiz concluir do meu argumento era a utilidade deste systema, então se foi inventado por nós e' uma dobrada rasão para que o nào abandonemos.

Dssse S. Exc.atnáis;—^ ninguém pôde escandalisar-se de que nós pratiquemos o Cotnoiercio indirecto que as mais Nações praticam ; eu não sei se se podem çscandalisar ou não ; tuas sei que no Tractado de lálO foi consignado este ponto de fazermos o Com-mercio indirecto, e que depois houve duvidas sobre isso ; e sei também que a nós se fazetn exigências > que não st» fazem a nenhum outro Povo.

S. Exc.* disse lamber» ;—que nós somos propugná-doies do systema do exclusivo, e que a nossa opinião não e' favorável á liberdade do comnaercio ; — não ha motivo nenhum para attribuir á Oposição o principio restrictivo e exclusivo do commercio, e que a nossa opinião hão e favorável á liberdade do corn-uiercio : nós queremos que haja commercio corn to* das ás Nações com quem vantajosamente o pudermos ter; queremos Commercio mas vantajosamente ; porque sem vantagem para nós, e antes com perjuiso é melhor não o haver,

Em quanto a Tractados, Sr. Presidente, a Oposição não aconselha ao Governo nem que os faça nem que os deixe de fazer; sé forern vantajosos, estima que o Governo os faça, se forem ruinosos a Oposição não os quer; isto e uma these que não se pôde estabelecer de uma maneira absoluta: se os Tracta-dos que o Governo fizer forem uteis< a Oposição AC-ceilá-os, aliás não os quer.