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Dióidiú-te qut tivesse logar hoje.

O Sr. Stmas: — Pedia a V. Ex.* tivesse a bondade de penniltir que eu mande para a Mesa uma Lei urgentíssima de Faxenda , que'e a que se votou ultimamente, concedendo autorisação ao Governo para poder cobrar o§ impostos. Pedia e V. Ex.*, que mesmo antes de se Iraciar do objecto da interpella-çâo, se proponha á Camará-^ a. hm de poder passar para o Senado. E* a ultima redacção.*

Assim se retolveu.

Leu-se, e approvowse a vitima redacção.

O Sr. /. y/, de Campos: —Sr. Presidente, mando para a Mê«a um requerimento (Lfu.)

O Sr. Sá Nogueira : — Sr. Presidente , mando para a Mesa um requeria euto a pedir informações ao Governo sobre as despezas feitas com a Repartição das Obras Publicas. Ultimamente o Sr. Ministro da Fazenda , creio que pediu a discussão do Projecto de Lei para se reunirem as Obras Publicas Mil.tares ás Obras Publicas Civis: pira esclarecimento pois da discussão que houver sobre isto, é que eu faço o meu requerimento que e' o seguiiu-, (Leu.)

Julgo, Sr. Presidente, necessário que venham estes esclarecimentos; assim como outros que foram pedidos a re§peilo das Obras Publicas Militares, a fim de a Camará poder discutir com conhecimento de causa.

OSr. Presidente:—Terá segunda leitura, e entrará em discussão, s>e for aella adiniltido pela Camará.

O Sr. Peres da Silva: — Odlro-dia tinba eu pedido a palavra , para mandar para a Mesa um requerimento: se V. Ex.a me dá licença, mando-o hoje.

O Sr. Presidente : — Pôde manda-lo.

O Orador: (leu],

O Sr. Presidente ; —Terá segunda leitura, e sendo approvado pela Camará entrará ern discussão.

O Sr, Mendonça: — Sr. Presidente, muitas são as noticias que lè^rn girado sobre as guerrilhas; bastantes tenho eu tido, sendo algumas verdadeiras, e outras exaggeradas: todavia, Sr. Presedente, não se pôde negar que varias partidas de guerrilhas a pé a a catallo lêem apparecido em differentes sítios do Algarve, do Alemtejo, e até da Beira.

Natural do Algarve, mas Deputado de toda a Nação , eu bei de levantar sempre a minha voz, quando vir que a Nação é opprimida. Os guerrilhas apresentaram-se em grande numero em alguns Ioga rés do Algarve; foram ao logar da Carrapateira; desarmaram uma partida civjca que ahi havia; e leva* ram lhe as armas; depois percorreram vários sítios; passaram ao Alemtejo; e consta-me agora que atravessaram paraCastello-Branco. Uma parte dos guerrilhas, Sr. Presidente, que appareciarn no Algarve move-se pelo Alemtejo, e vai para Castello-Branco l Isto inculca movimento combinado, que não sei o que quer duer.

Desejo pois que o Governo diga quaes são as providencias que tem dado, ou as medidas que tem tomado, para livrar os Algarvios, os habitantes do Alemtejo, e os da Beira dos males qne podem oc-correr-lhes.

Depois que o Governo se tenba explicado a este respeito, Sr. Presidente, tornarei a pedir a palavra.

O Sr. Presidente do Conselho:—Eu pedi a pá-lavra para responder á mterpellação feita pelo nobre Deputado.

VOX.. 7.° — SETEMBRO—1841.

- Sr. Presidente, não posso deixar de louvar muito o zelo, e interesse que o nobre Deputado toma pela sua Pátria, o Algarve^ mas esse zelo, e esse interesse não é menor que o que o Governo toma para que sejam de todo anm,qnillada» a* guerrilhas do Algarve, (dpoiados.)

As noticias que o nobre Deputado teve a respeito da guerrilha que em força entrou na Carrapateira, são de certo anteriores ás que felizmente possa hojd dar a esta Camará.

O Governo leve participação Telegráfica, pare* ee-me que no dia 14, de que uma guerrilha, ern força, de cavallana, tinha entrado no Dislricto de Portalegre; e sucessivamente vieram chegando informações de que esta guerrilha, sem entrar em pó* voaçôes e a marchas forçadas, pudera conseguir pás* sã r o Tejo em Cazalim ; depois recebeu o Governo a noticia de que esta guerrilha fora complelameiue desbaratada^

Esta noticia recebeu-se Telegraficamente, e sem ser revestida ainda de todas as circumstancias que tiveram logar: é por isso que eu não a dei á Camará; porque aguardava uma participação circumstan* ciada do Administrador Geral.

Tal participação chegou finalmente, e pelo lheor d'ella consta que es«a guerrilha fora totalmente an-niquilada no logar doa Amirellos^ et pouca distancia de Castello Branco: alguns acaram no campo mortos, e desgraçadamente entre elles1 o Regedor das Sarnadas, que lindam preso e levado com siga; o resto foi perseguido, e com tanta fortuna que no* vê foram imuiedtatamente encontrado», e feitos prU sioneiros ; os mais a estas hora» não devem de ter escapado ás providencias que se tinham tomado. O Comuiandante da guerrilha, que, como consta pé* Ia informação do Administrador Geral, era um ex-tenente ao serviço de D. Carlos, tinha mudado os hábitos militares por hdbilos de paisano; i a-SP ern perseguição d'elle em direcção á Serra da Estreita; e á vista da? noticias que tenho, purece-:ne que não poderá ter escapado*

Apprehenderam-se 26 cavalgaduras, 13 immedia-lamente no campo em que teve logir o combate; e 13 na Serra, ao mesmo tempo que os paisanos prenderam os nove guerrilhas.

Ora eu duvidei ao principio se esta guerrilha era aquella mesma que tinha apparecido no Algarve, e a respeito da qual fallou o illuslre Deputado; mas hoje tive também felizmente o desengano: essa guerrilha era uma parte d'aquella de que fallou oillustre Deputado, e além disso todot os guerrilhas a cavai* Io que se achavam no Dutricto de B*ja; de maneira que na data de 11 , sem saber ainda do feliz resultado que houve no logar dos dmarcllos, o Administrador Geral de Beja rne diz que pôde conside-rar-se o seu Dislricto totalmente livre de guerrilhas, em consequência deste movimento que fizeram. B eis-aqui como o Governo não tem jamais medidas a tomar a respeito dessa guerrilha, porque está totalmente anmquilada.

Agora pelo que toca ao Algarve, o Governo não* se tem descuidado; tem tomado absolutamente todas as medidas convenientes; e eu que não tenho presentes os officios recebidos no Correio d*hoje; lerei com tudo um extracto fiel do officio recebido1 do Administrador Geral de Beja.