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O Sr. Sá Nogueira: — Sr. Presidente, eu pedi a palavra para observar que este a»ligo 5.c é aquelJe a que devia ser reduzido todo o Projecto; o Governo acaba pelo artigo poique devia começar; e a Camará o mais que podia determinai era que o X5o-verno fizesse a pi oposta cki oiganisação, para depois ser approvada: assim é que se pjocedia legalmente; entretanto procedeu-se de outro modo. Espeio pois que o Governo na próxima Sessão apresente aqui esta proposta de quadro efifectivo, tendo em vista o que se pratica ein outros paizes, e as nossas actuaes circumstanclas, as quaes são pouco dinheiro, e a não existência de engenheiros civis : é verdade que temos uma escola que os vai cieando, e é provável que dentro eui poucos annos os tenhamos; mas por em quanto não sei que haja mais de ties que o Governo no anno de 18214 mandou estudar á sua custa a Pariz. Espero que o Governo altenda a tudo isto, não despiesando o que eu acabo de dizer.

O Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros: — Eu só queiia dizer que o Sr. Deputado guardou a sua censuia para o fim, tendo alias as suas reflexões Io-gar no principio : o nobre Deputado disse que o Governo acabou por onde devia principiar, e eu digo que o nobre Deputado principiou por onde devia acabar. Agora a prova de que o Governo tem mte-icsse em que haja engenheiros civis; e que reconhece a sua utilidade, é que na verdade tem facilitado todos os meios ao -seu, alcance, para que a paizes estrangeiro» vão .estudar mancebos Portuguezes que

têem dado oas escolas em Portugal grandes documentos de habilidade paia este ramo de sei \ iço.

O Sr. $&. JVogueira : — S. Ex.a não leni poi ceito-assistido áb discussões que têem havido na Caruaru a este respeito, aliás tena visto que eu logo no pnmei-10 ai ligo éxpuz estas mesmas idéas; poi consequência censurou-me sem raaão. Agoia eu entendo que o Goveino se tem feito o que disse 'O Sr. Ministro, tem feito muito bem; mas parece-me que devia fazer mais alguma cousa do que mandar estudar os enge-nl^eiros a paizes esttangenos; entendo que os devia mandar viajai, poi exemplo, a Gibraltai, e outros pontos, pai a verem obras que elles nunca viram, e que os livros não ensinam, poique só vendo-as as> podem apiender; e eu estou piompto aapprovai qualquer veiba que se proponha para este fim.

Foi approvado o artigo 5.°, assim como o artigo 6.° sem. discussão.

O Sr. J. M. Giande\ — Peço a V. Ex.a queira dar paia Ordem do dia de amanhã a Lei da repres-,, são do contrabando de ceieaes.

O Sr. Gualberto Lopes:—Eu requeiro a Lei da Côngrua dos Parochos. (Fozes — não não).

O Sr. Presidente:—A Oídem do dia é, na primeira pane a continuação do Projecto de Lei jN.° 195, e o Projecto de Lei N.° 200, e na segunda parte o Piojecto N.° 183. Está levantada a Sessão ;—Eram mais de quatro horas da tarde.

O 1.° REDACTOR, „ J. B. GASTÁO.