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de 1783 eco diante, isto e, 240 annos depois da ultima da» velhas conquistas; as quaes como já di»se da primeira \ez que fallei sobie este assumpto, ficaram pertencendo á Coroa Portugueza em 1543 , «tn que foram cedidas por Ibraen-Kan, e então estas conquistas de que agora tracto vieram a ser possessões Portuguesas 240 onnos depois d^s primeiras ; e já se vê, que por isso menos ligadas ás velhas conquistas de Goa, Snlséte, e Bardêz, e menos sujei-tas ao Governo de Portugal; já por não termos a l li uni proporcionado numero de fortalezas como nas valhas conquistas, onde no decurso de tanto t-iupo, e na época da nossa gloria, tivemos occasiâo de levantar es-as hellas for u 6 caçoes como são por exemplo as praças de Rachol , de Mormu^ão , da Agot>-da, e outras obras formidáveis , já por n3o haver nas mesmas Provmc;as tão grande numero de Igre* jas, cuja frequência prende e civihsa os povos ; e já finalmente , por não haver alli tanta copia de Pastores JEspirituaes, com cujas exortacots os cos» lumes se amaciam, e todos os fa^os s^ciaes s? e Irei-iam. concluindo-se, queda menor nlt<_-ração digo='digo' armas='armas' perda='perda' meus='meus' pelo='pelo' toda='toda' re.ultar='re.ultar' sorte='sorte' lei='lei' menos='menos' receb.da='receb.da' ctn='ctn' tem='tem' autondude='autondude' ahi='ahi' qu='qu' povos='povos' alteração='alteração' za='za' p-.irea='p-.irea' tornar='tornar' ao='ao' as='as' pôde='pôde' esses='esses' política='política' dl-ias='dl-ias' tipoo-saih.='tipoo-saih.' mite='mite' sua='sua' nascente='nascente' norte='norte' seus='seus' nesias='nesias' portugal='portugal' dos='dos' impossível='impossível' sul='sul' companhia='companhia' descendentes='descendentes' se='se' soberanos='soberanos' hão='hão' manter.='manter.' celebre='celebre' sem='sem' devia='devia' _='_' a='a' pelos='pelos' prouocias='prouocias' d='d' e='e' províncias='províncias' direitos='direitos' nâosia='nâosia' antigos='antigos' m='m' n='n' o='o' norsas='norsas' ella='ella' s='s' extensiva='extensiva' w='w' gan-cares='gan-cares' colleas='colleas' geraes='geraes' bounsuló='bounsuló' da='da' stn-day='stn-day' coroa='coroa' com='com' de='de' índia='índia' novas='novas' sustentada='sustentada' do='do' atacar='atacar' iado='iado' eta='eta' osfeudatarios='osfeudatarios' ea='ea' são='são' propriedades='propriedades' continente='continente' reino='reino' especialidade='especialidade' mu='mu' em='em' vez='vez' introduzida='introduzida' eu='eu' ás='ás' hoje='hoje' na='na' esta='esta' quizer='quizer' reclamada='reclamada' nação='nação' que='que' for='for' lançar='lançar' uma='uma' noda='noda' conquistas='conquistas' sã='sã' pelas='pelas' nos='nos' applicada='applicada' então='então' plos='plos' para='para' paiz='paiz' repugnância='repugnância' portugui='portugui' irão='irão' os='os' ou='ou' é='é' braços='braços' lado='lado' igora='igora' tudo='tudo' minoria='minoria' estas='estas' porque='porque'>* não me faço agusa cargo de definir; por qoe isto tornaria a diecus<ão de='de' digo='digo' co.ôa='co.ôa' oso='oso' conhecidas='conhecidas' manter='manter' lei='lei' autoridade='autoridade' offender='offender' pouco='pouco' nellas='nellas' são='são' vai='vai' ahi='ahi' v.rtude='v.rtude' em='em' paz='paz' interesse='interesse' visto='visto' hasu='hasu' as='as' pôde='pôde' esta='esta' já='já' isso='isso' applscada='applscada' soas='soas' daquellas='daquellas' que='que' no='no' longa='longa' portugal='portugal' uma='uma' differenle='differenle' se='se' por='por' saiba='saiba' camará='camará' não='não' ser='ser' a='a' c='c' d='d' e='e' províncias='províncias' direitos='direitos' compro-inetteu='compro-inetteu' existe='existe' haver='haver' prerogativa='prerogativa' estas='estas'>s tractados feitos com os soberanos de quem -s obtivemos, já rnosmo ern consequência das convenções feitos, e acceitas pelos pioprios habitantes.

Agora pa»sant!o a outra espécie de bens, que verri a sc-r° esses dependentes da Praça de Damào, digo qne a esses muito menos lhe podo ser npMicada esta Lei; porque ejtes bens constam de umas 200 Aldeãs , qun-»! Iodas int ravad.ia no Terriiorio da Companhia, e de Kajah dtíDiamapour: a Pragnan por exemplo, que é um Districlo comporto de Tb Aldeãs habitadas por 13000 e tanto- indivíduos, está nestas circurnslancias; pois se n-cha circumdada qua-si toda por terras destes soberano*.

Quando governou a índia o illustre Senador D. Manoel de Portugal, teve elle o patriótico pr»n««-mento d« arredondar o nosso Território dependente da Píaça: e debaixo deste ponto de vista, come-

çou elle a entabolor negociações com Lord Clark, então Governador dj Bon baim , para qu^ a Com-paobin e os Kujahs seus Feudatnrios ucebessem estas Aldeãs, que estão in.ravadas no coração do seu Paiz. por terras adjacentes aquell.is que lemos no subúrbios da Praça; e brm qii'» a área destes terrenos que recebíamos fosse inferior á sooima d"S perímetros das Aldeãs trocadas, ganhava muito a Nação; pois exercia o seu poder, e proleg a tudo o estabelecimento n'uma circunferência, cujo raio oão era interceptado pelas autoridades e terras estrangeiras como hoje acontece; porque nà'> somos Senhores de extrahir nenhum producto daquellas Aldeãs, para a Praça tetn dependenc'a tias autoridades biitanicas, e do* Hajabs seus Feudaia-rios, e nem ficaríamos sujfilos a pagam- uto de direitos de transito e outras extorsões, quç lá se fazem , e a cada passo levuntareui-se questões entre os súbdito* Portugueses, e os dos ou!-os Raízes, sendo quasi sempre e»tas questões resolvidas sabe Deos, se em prejuízo da Nação PoríugU'-za ; e então já se vê quanto seria vantajoso, que este pensamento se realisasse ; e ainda se pôde levar aeffei-to com vantagem ; porque nisto são interessados Potentados limítrofes, que, posto tnem algum proveito das extorsões que nos faiem , ganhariam muito mais em não terem súbditos de outra Naçào dentro dos seus Estado?, como está acontecendo ; mas digo q«e este pensamento nào ha de realisar--;? , nern se poderá levar a effeilo, se esta Lei passar; porque passando a Lei assim, estas Aldeãs hão de ser compradas pelos Rajúhs, ou poi seus agentes, e logo que ellcs tenham a posse de diseito, nem nós, nem nossos vindouio-j lhes poderemos arrancar aposse de facto; e ainda mesmo que não sejarn estes Kajáhs que os comprem, lá estão os grossos capitalistas de Bombaim , Parses, eBanianes, que tendo accumulados laques, e laques de Rupias, que hão de ir empregar seus capitães , visto que a Companhia apenas pa^a a 3 , e 3 e meio por cento na comera dessas Aldeãs, que são bum de cobiçar. Os novos proprietários hno de exigir dos colonos sacrifícios, e hòo de ftizer tudo o que ensenderem : os Collonos hào de recorrer ao Governo Poitugnez, os Parges á Companhia que lhe ha de introduzir CoU lectores seus, ha de interferir coro mão armada, e depois, nem talvez nos reste esperança de negociarmos sobre o SPU valor.

Se hoje esl» ag^regado de Bens Nacionaes cons-ti l ue osdous terços do rendimento do Ivtado da índia, vendidos, corno mal julga o Governo, e a maioria da Comm'ssi\o, nada hão de vit a produzir; porque elles lá hào de ficar sendo apanágio de outros Soberanos, e não havemos de ser nós, qi.e havemos de ter força para os revendicar, nem as nossas reclamações hào de ser al-endidas; porque se na Euiopa o&lirniies das Nações estão marcados de modo que não podem alteiar-s-e, sem que isso promova unia goerin geral; não acontece assim na índia, onde ornais forle lança mào do que pertence ao mais fraco, sem que ninguém se lhe importe com

ÍS.ÍO.