O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

10 DIARIO DA CAMARA DOS DIGNOS PARES DO REINO

vê, é indispensavel que a tachygraphia se ache nas melhores condições, e a revisão seja perfeita.

Isto é apenas uma idéa que v. exa. e a camara tomarão na consideração que lhes merecer. O que é preciso em todo o caso é fazer alguma cousa com o fim de se conseguir a publicação mais rapida do extracto das nossas sessões, e de modo que satisfaça a publicidade que é indispensavel. Ainda que eu preste a maior consideração aos srs. tachygraphos, não posso, todavia, deixar do declarar que organisado como está o serviço tachygraphico d’esta camara, com os poucos elementos que tem, por mais boa vontade que haja, esse serviço ha de continuar a ser mau.

Estimo toe tido esta occasião de chamar a attenção da camara para este negocio, que é serio bastante, e ter tido occasião de expor o meu pensamento com relação aos nossos direitos sobre os discursos que pronunciâmos.

V. exa. disse ainda agora que é necessario augmentar o numero de empregados da tachygraphia, apoiado; mas em quanto isso se não faz, eu pela minha parte gosto mais, não tendo podido rever o meu discurso, que as pessoas encarregadas do Diario da camara digam apenas — o digno par fallou n’este ou n’aquelle sentido, e mais nada: porque receio muito que se imprima o que eu não disse.

Tenho concluido.

O sr. Marquez de Vallada: — Sr. presidente, o sr. ministro dos negocios estrangeiros, que me parece que já cá não está, fallou em promessas; ora eu declaro que acredito muito nas promessas de s. exa. como homem particular, mas, como ministro, não; porque me recordo ainda das promessas que o sr. Fontes fez ao sr. Manuel Vaz Preto a proposito do caminho de ferro da Beira. Falta-se a todas essas promessas, e o sr. Fontes depois não tem mais que dizer: circumstancias imperiosas não permittiram. É tambem o que podia acontecer agora.

Todavia, sr. presidente, depois de ouvir a maneira por que v. exa. interpretou o que o sr. ministro respondeu, nada mais temos a fazer do que esperar.

O sr. Presidente: — Vão ler-se os requerimentos mandados para a mesa pelos dignos pares, os srs. conde de Rio Maior, Costa Lobo e marquez de Sabugosa.

A camara resolveu que se d’esse o devido andamento a esses requerimentos.

O sr. Presidente: — A primeira sessão terá logar na terça feira (7 do corrente), e a ordem do dia é a eleição dos dois dignos pares que, juntes com o presidente, hão de compôr a commissão de resposta ao discurso da corôa,

Está levantada a sessão.

Eram quatro horas e meia da tarde.

Dignos pares presentes na sessão de 3 de janeiro de 1879

Exmos. srs.: Duque d’Avila e de Bolama; Marquezes, de Angeja, de Fronteira, de Sabugosa, de Vallada; Condes, de Cabral, do Casal Ribeiro, do Farrobo, da Fonte Nova, de Rio Maior; Viscondes, de Bivar, da Praia Grande, da Silva Carvalho, de Soares Franco; Ornellas, Mello e Carvalho, Sousa Pinto, Barros e Sá, D. Antonio de Mello, Costa Lobo, Barjona de Freitas, Xavier da Silva, Palmeirim, Montufar Barreiros, Andrade Corvo, Martens Ferrão, Mamede, Reis e Vasconcellos, José Lourenço da Luz, Franzini.