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SESSÃO DE 25 BE ABRIL DE 1887 95

materno, Ventura da Cruz, e tocou com a prenda de Nossa Senhora seu irmão, José Coelho Junior. Do que faz este termo, que assignei. - O coadjutor, Ignacio José Tavares Bello.»

Está conforme. - Faro, 2 de abril de 1887. = O parocho, José Maria Reis. = (Segue o reconhecimento.)

Exmo. sr. presidente da camara municipal de Lagos. - Joaquim José Coelho de Carvalho, bacharel em mathematica pela universidade de Coimbra, residente em Lagos, precisa e requer que se lhe certifique, em fórma que faça fé se o supplicante está inscripto no vigente recenseamento eleitoral d'este concelho como eleitor e elegivel para todos os cargos parochiaes, municipaes e districtaes e para deputado. - E. R. M.cê

Lagos, 31 de março de 1887. = Joaquim José Coelho de Carvalho.

Passe do que constar. - Lagos, 2 de abril de 1887. = A. Correia.

Pedro Tul, escrivão da camara municipal do concelho de Lagos, etc., etc.

Certifico, em cumprimento do despacho supra, que o supplicante se acha recenseado no recenseamento vigente, como eleitor e elegivel para todos os cargos parochiaes, municipaes e districtaes, bem como para deputado. Assim se vê do dito recenseamento, arrecadado no archivo a meu cargo.

Lagos, 2 de abril de 1887. = O escrivão da camara, Pedro Tul. = (Segue o reconhecimento.)

Exmo. sr. juiz de direito da comarca de Faro. - Joaquim José Coelho de Carvalho, bacharel em mathematica pela universidade de Coimbra, residente em Lagos, natural da cidade de Faro, filho legitimo de José Coelho do Carvalho e D. Anna Ignacia da Cruz Coelho, precisa e requer que v. exa. lhe mande passar por certidão, e em fórma que faça fé, tudo quanto constar a respeito do supplicante no respectivo registo criminal d'esta comarca. - E. R. M.cê

Faro, 1.° de abril de 1887. = Joaquim José Coelho de Carvalho.

Certifique o que constar, não havendo inconveniente. Faro, 1.° de abril de 1887. = Pousão.

Registo criminal da comarca de Faro. - Attesto que, dos boletins archivados n'este registo criminal nada consta contra Joaquim José Coelho de Carvalho, bacharel em mathematica pela universidade de Coimbra, filho de José Coelho de Carvalho e de D. Anna Ignacia da Cruz Coelho, natural d'esta cidade.

Faro, 2 de abril de 1887. = O escrivão encarregado do registo, Antonio Barbosa Ribeiro dos Santos.

Parecer n.° 136

Senhores. - Foi presente á vossa primeira commissão de verificação de poderes o diploma de par do reino, conferido por eleição no collegio districtal de Castello Branco, ao cidadão Joaquim José Coelho de Carvalho, conjunctamente com os documentos com que este justifica a sua elegibilidade em conformidade do artigo 2.° da organisação eleitoral approvada pela lei de 24 de julho de 1885.

Tendo procedido ao competente exame, julga:

Quanto á eleição d'este par do reino, que está valida e exactamente nas mesmas circumstancias que a do outro par do reino eleito pelo dito collegio, o juiz conselheiro do supremo tribunal de justiça, Antonio Emilio Correia de Sá Brandão, que já foi approvado, por não ter havido tambem reclamação ou protesto algum contra aquelle no processo eleitoral legal em todas as suas partes, por ter obtido mesmo a unanimidade dos votos, e por lhe terem sido outorgados os poderes necessarios;

E quanto á sua elegibilidade, que é manifesta, porque se prova dos ditos documentos que o par do reino eleito, é deputado na nação actualmente, e opta por aquelle cargo, e o tem sido por mais de oito sessões legislativas ordinarias, das quaes a primeira teve principio em 26 de janeiro de 1860; e por conseguinte que está comprehendido na categoria 4.ª do artigo 4.° da lei de 2 de maio de 1878, que não póde deixar de ter idade superior a trinta e cinco annos, e estar no goso de seus direitos civis e politicos, como deputado que ainda é.

N'estes termos, verificados os poderes do par electivo, Joaquim José Coelho de Carvalho, é a vossa commissão de parecer que na dita qualidade seja admittido a tomar assento na camara.

Sala da commissão, 13 de janeiro de 1886. = Visconde de Alves de Sá = Barros e Sá = Henrique de Macedo = J. de S. M. Mexia Salema, relator.

No dia 2 de dezembro de 1885, designado pelo artigo 2.° do decreto de 8 de outubro ultimo para se proceder á eleição de dois pares do reino por este districto de Castello Branco, achando-se reunido o collegio districtal na sala das sessões da junta geral, estando presentes o sr. deputado pelo circulo n.° 64, João Antonio Franco Frazão, faltando os srs. deputados pelo circulo n.° 62, Jeronymo Pereira da Silva Baima de Bastos e Luiz Gonzaga dos Reis Torgal, pelo circulo n.° 65, Antonio Maria de Fontes Pereira de Mello Ganhado, tendo legitimado a sua falta os srs. deputados pelo circulo n.° 62, Fernando Affonso Geraldes, e pelo circulo n.° 63, Guilhermino Augusto de Barros; e estando tambem presentes os delegados effectivos da junta geral, José Domingos Ruivo Godinho, presidente d'este collegio, José de Vasconcellos Freire, Augusto de Sousa Tavares, faltando com motivo justificado o delegado effectivo, José Caldeira de Ordaz e Queiroz, que, tendo feito a participação, a que se refere o artigo 24.° da lei de 24 de julho do corrente anno, se achava substituido pelo primeiro supplente, pela ordem da votação, Joaquim Manuel Hortas Botelho, e bem assim os delegados effectivos dos collegios municipaes de Belmonte, José Alves Padez, da Certa, Carlos Guilherme Ferreira Ribeiro e João da Silva Carvalho; da Covilhã, Candido Augusto de Albuquerque Carneiros e Valerio Nunes de Moraes; do Fundão, visconde do Sardoal e Frederico Carlos Ferreira Franco e Freire; de Idanha a Nova, Bartholomeu Capello da Fonseca, e José Joaquim da Resurreição; de Penamacôr, Francisco de Pina Macedo Ferraz de Gusmão e Ornellas; de Proença a Nova, Bernardino Ferreira de Matos; de Oleiros, João Nunes de Almeida; de Villa do Rei, Antonio Henriques das Neves; de Villa Velha do Rodão, José de Sampaio Torres Fevereiro; de S. Vicente da Beira, Joaquim Patricio Leitão, e de Castello Branco, José Guilherme Mourão, faltando, por ter fallecido, o delegado effectivo d'este ultimo collegio Pedro de Ordaz Caldeira de Valladares, que se achava substituido pelo primeiro supplente José da Silveira Proença Saraiva; o presidente annunciou ao collegio que se ía proceder á eleição, por escrutinio secreto, de dois pares do reino por este districto, e apresentou, como determina o artigo 39.° da lei citada, alista dos eleitores, a que se refere o artigo 36.° da mesma lei, e por ella se procedeu á chamada de todos os eleitores: á proporção que cada um dos eleitores se apresentava, é presidente recebia a lista e a lançava n'uma uma para este fim destinada; e depois de recebidas todas as listas dos eleitores presentes, faltando ainda para votarem os srs. deputados, Jeronymo Pereira da Silva Baima de Bastos, Luiz Gonzaga dos Reis Torgal, Antonio Maria de Fontes Pereira, de Mello Ganhado, esperou-se meia hora, nos termos do § 3.° do artigo 39.° da lei referida.

Finda a meia hora procedeu-se á contagem das listas