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*Tnst virtude de re«>oluffor da Garoara dos digh >s J_J Pares do Reino, tomada em sessfo de 2í do corrente, publica-se 0 seguinte,

BELATORÍO.

Senhores*! A. degeneração dos institutos monásticos trouxe o seu descrédito. Desajudados primeiro, perseguidos depois por ama reaeçaõ de opinílo em tôuilo# |tjintos exaggerada, ôlles tiveram de aêolher-ie á força única da authon-âade ptiblt#a paíasé maMerera. E quando esta, minada e derribada d#M a pouco pelos prinei» pios, ou? ináis %íitóã,i pelas demasias €a liberda-dey "súccúmtón ta#tbeín, eaíeàm com elte os ins-titútôs Ifuâ só* nélltf se, apoiavam já.

-^.tUl^ôis a revtltíçãô. - ?¦ »

É a missionai revoluções destruir; ê a lei5 é

a precisão pef jpetu# e* periódica destes cometas

80 sy%toioMocial:*él0 ©êíficaiu,' nem eriam, nem

refòfmáia.tMíS a ««cilsdatí« é ímníortal, as leis e

às éaniSçoes d» sua existência eternas: e mais

tarde Wmais béáê, àm pdnms necessárias de

uma revolução* íèswgem; os princípios indestrii-

eliveis, pafã rémWÍêla#*éf qàe é essencial á vidjt

| fle cada soeitdãde segundo #;seu modo de sep,

' Í5 essê«icia3i toife iiad* catholica »s instituição

de pessoal de «af i ée*mivê sexo 0©nsagradas

l ao culto. E não só ao extetitfr, põriasHâmbem e

; mata aindayíaò culto i§ cêtaçãoedot espirito—.

| às quaes^ ^èditeaiidioía siía Tsxistehcia toda a^os

i-ofe grandes pf%eeito»;d»rgligjf o,? o1 a«or dôt)eus

é toí pfotimo,-tÉrfaia '&ê eonfofto alMe ©templo

[ so*t(íitrjôs fli*, nfo*jsantindõ%iía3 *àc»e|©> não

1 venderão! como elíes omnia quae habsnt para s#~

| guitr Aq^fèlíettfua tiosibíá es pluíienteineàteiaão

ietí eite conieíèw c todos, mai semente aos que

aspiram a mm peffMtof. -;>-** í -}.« - -,'

Neste seatM» 'aTjíioítitutçãesíinonasticas podem áízer-se*qttsí, ««não sã® úé preceito, são de con-seiiiQ-Dívit». '¦ - ;-- - ~k =-•

Cabe na alçada do poder «ivil proscreve-las : ningíaena lfeoí-éitpulai í^as é queíaao pôde ser é prosôrê»íeMtais aèsdolameaíe, *; fteaí* todavia cs-thíílièa « B»#ieâaáe r r

^die^etlitfla qaeitioãar is,; com a instituição fÍGÍísãflewiiéíô mo cj«ro 'seeâiary está ©u nãô sup-prida a indicação da vida perfeita para o sexo mlicatifltF TâfteKaaè inclâpe a qn,e%im pôde es-tár-., M&i |s«4|i'if flatto iex& não se concebe o preenchi medito deslw asspessidade sem as coTpOTâ*-§ões religiosas.

Todos ©s mrterniat| destelloâ quie a religião e a soeiedaá* çrômeltem e dsvetn aos que não tem mãe, «osqoff aia iera família, nejíia«êí| áesiguatóaides soxíiaes, todos precisam do safieráõeío feminâno para se cumprirem. Às aátigás radas e,as novas ereches, as gafarias, ffiáiiospítsis; assalbergalríaf e bospicíos de nossos malopesj osasflo^s de infencia e da mendicidade, as Ca«ai-B»è, & m Recolhimentos modernos, tudo o q*i| a piedasa Moguagem do Evangfc lho chama oteKss de miaepicoriia, e a fastosa Jin-guados philésoffejos diz pbikntropia, quanto pede a Religião Chiàstãj e quanto exige o socialismo, o que reclama .atfaeJlm em nome de Deos, e este em nome Àos homens, preeisa do ministério das mulheres, para se poder cabalín*nte praticar.

Âs freira* são pois também uma necessidade so- \ ciai: cuidados mercenários não podem fazer a. que • a dedicação religiosa*alcança. Ror toda a Europa que se discorra, e se compare o eíladè de quaes-? quer dois estabelecimentos parallelos, um cuidado 1

^o€ mafbtós* Felifiosa-s, outro pek mais zelosa inspecção official, «b#r se-has .pelo tesiimunlio fáàiiim-ed^ boéa a>genfe., amenos suspeita, quanto é verdade* fr qm a^flBrmo. í à soíiedsdei prws* pofei, e de-^e protegei estes in#íi*tt#oã. Mas e*h põe, e deve também f)ôf, condições á sua protecção. E é minha opinião, abso-Jutamejte f%Ha«ió|, qu§, estas condições devem ser genericamente aà do çn.sjno^ e da caridade: freiras q§§ ediíqa&aj* fçeiras qiie tratem de hospi-taes, que leve.m ao. domicilio do pobre e do enfermo os soccorros públicos e a distribuição do íra-bslfts; conventos èm que se asyle a filha sem mãe, a mulher sem marido; freiras em Boa que, renawten M pôr «mor de Deus e do próximo, as doçura? da maternidade na família, se votem e consagrem á vmtemMaêe social, haja qua»ntos houver, nenhum perifa e* damao- eausam, immenso p^rovéite' #ãa- & soéiedfadfr, á liberdade. Só ellas podetR reíHsap, fazef ptissivel tudo o que ha de b#m» e. #é juíto nas ut*pi»as do socialismo, todo o qtpfr h» de- ver4»#e «de razão, nas declamações, mais ou menns sinceras, dos philosophos e refor-nsislas do nos-s» secu-íe.

É paíâ èeptojFap que as olhas dos nossos concidadãos se não abrissem ainda bastante sobre um p/mt» já hoje tão eiaro e tão indisputado entre todos os pavos a que a cftilisação chegou. Paizes qu>è vivem debaixo dje todas as formas d« Governo, Estados em qae o culto dominante varia desde ú eatholifismo até ás mais simples, mais.nuas, e quasi apagadas férraa3 christas no proteâtantis-mo, todos toieram, etodos protegem, mais ou menos, e**as instituições essencialmente eatholicas.

Exceptaaio o período curto da febre aguda revolucionaria, em que nma grande nação pareceu querer até declarar guerra ao Ceo, pa*ra se desaf-frontar da que lhe faaia toda a terra, debaixo das variadas formas de Governo que, ha perto de um século, está ensaiando, essa grande nação ainda não deixou de proteger, de fomentar, de acarinhar as instituições deste género; jamais as considerou hostis ou perigosas á sua liberdade.

Por fatalidade nossa, repito, não abrimos ainda osoihospara vêr o que se passa nem fora de nós, nem, em nossa casa. Não será occasião ainda de o fazer ? Nào é para chorar que se peroa tanto tempo, que se esperdice tanto cabedal em deixar ca-hir em ruínas tantos e tão bellos edifícios que levantou a piedade de nossos pais, e dilapidar por más, por desleixadas, ou desalmadas administrações, tantos bens que lhes dotou a sua generosidade, que slo a fazenda dos pobres, o património dos qqe não possuem, a dotação dos que não tem? 'Devemos, podemos nós, em consciência, em justiça, tolerar isto mais t^mpo sem ineorrer n'ume responsabilidade tremenda, de que Deus e os homens nos hão de pedir eonta ?

Devem pezar sobre a consciência áo partido liberal, que, ha um qoarto de lecolo, reina, as justas objurgações que s posteridade forçosamente nos ha-de fazer por esti persistência de ignavia.

Á roda desses pardeiros em que ainda se acoi-iam algumas velhas decrépitas, tremendo de frio e dt fome, e cujo coração deve de ser angélico se, todos os diis, não faisturam com suas inoo-centes rezas, terríveis maldições contra nós, a roda desscí tristes ssy!i>-, anda fananlenta a agiotagem, como o lobo era torno do redii, contando as horas, calculando o momento em que ha-de impolgar ««ae resto d« dotação religiosa que, tirado ao fomento espiritual, pouco, pouquíssimo, nada ha-de produzir p

Ma-3 não é assim : os illustres, os zelozos e honrados funJadorei da nossa liberdade, que, violeoíaáos pela cruel e absurda opposição de facçãúes ««gás e fanáticas, tiveram de metter a faice ia revolução pela matta brava dos abusos e das insdtniÇôes viciosas 4 viciadas, viram com pfoíaa

Hoje a situação é differeníe; hoje os que tem a fortuna de lançar mão ao arado, depois de desbravadas e adubadas as terras, teem obrigação de semear boa semente, de plantar boa planta, e de abrigar e amparar os renovos que rebentaram das antigas arvores fructiferas e sadias, cívjas rakes fundas e robustas se não destruíram, antes medraram com os cortes e arroteamentos.

No reino de Portugal, nas ilhas adjacentes, nas colónias, ha um grande numero de casas, de offi-einas, uma sQmma considerável de bens pertencentes a institutos religiosos do sexo feminino, que se estão arruinando e destruindo. Nem o Corpo legislativo nem o GovePno devem tolerar mais tempo este estado de causais, nem consentir que esses valores tenham outra ap plica cão que não seja a doverdaáeiroi manifesto, inquestionável proveito publico no exercício da caridade e do ensino.

Proponho, mm a certeza de ser acceito e ap-provado por gsta Gamara, o seguinte ; i Projecto de lei.