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SESSÃO N.° 14 DE 27 DE FEVEREIRO DE 1901 125

bill que se discute ha quatro dias, nem absolve o Governo, nem a opposição.

O que devemos procurar é o equilibrio da receita com a despesa ; o desenvolvimento da economia publica e o respeito e o credito dos nossos concidadãos, como o respeito e o credito dos estrangeiros.

Não se argumente com a nossa pequenez, porque as nações não se medem aos palmos.

Podemos ser um país pequeno, mas grande, como já o fomos outr'ora, e, se a extensão de territorio é exigua no continente, temos no ultramar vastissimas regiões que podem e devem ser bem administradas.

Quando pertenceu ao Governo e impôs sacrificios ao país, ninguem protestou, porque esse Governo não sairá das aggremiações partidarias.

O Governo, a que pertenceu, impôs sacrificios, porque encontrou um orçamento com um déficit de 13:000 contos de reis; mas afigura se-lhe que a situação de hoje é mais difficil e angustiosa ds que aquella que esse Governo encontrou.

Tem a vangloria de dizer que nenhum Governo, depois d'aquelle a que teve a honra de pertencer, alcançou ao país a força que permittiu a imposição dos sacrificios a que se referiu.

Tem uma moção na qual propõe que se envie uma mensagem a Sua Majestade Imperador de Todas as Russias, pela sua generosa iniciativa a favor da paz e arbitragem, e crê que será approvada por acclamação.

Depois de outras considerações, termina insistindo em que é necessario tratarmos a serio de melhorar as nossas condições financeiros.

(O discurso a que este extracto se refere será publicado na integra, e em appendice, quando S. Exa. haja revisto as notas tachygraphicas).

O Sr. Presidente: - Como a hora está muito adeantada, julgo melhor que a- discussão não prosiga hoje. (Apoiados).

Ámanhã ha sessão, com a mesma ordem do dia que estava dada para hoje.

Está levantada a sessão.

Eram cinco horas e cincoenta minutos da tarde.

Dignos Pares presentes na sessão de 27 de fevereiro de 1901

Exmos. Srs. Luiz Frederico de Bivar Gomes da Costa; Frederico de Gusmão Correia Arouca; Marquezes: das Minas, de Penafiel, da Praia e de Monforte (Duarte); Condes: do Bomfim, de Cabral, do Casal Ribeiro, de Castello de Paiva, de Margaride, de Mártens Ferrão, da Ribeira Grande, de Tarouca; Viscondes: de Asseca, de Athouguia, de Chancelleiros; Antonio de Azevedo, Oliveira Monteiro, Santos Viegas, Costa Lobo, Campos Henriques, Arthur Hintze Ribeiro, Cau da Costa, Cypriano Jardim, Eduardo José Coelho, Elvino de Brito, Ernesto Hintze Ribeiro, Fernando Larcher, Francisco de Castro Mattoso, Ferreira do Amaral, Francisco Maria da Cunha, Margiochi, Baima de Bastos, D. João de Alarcão, Ferreira de Almeida, Moraes Sarmento, Figueiredo Mascarenhas, José Luciano de Castro, Silveira Vianna, Julio de Vilhena, Rebello da Silva, Pimentel Pinto, Camara Leme, Pessoa de Amorim, Miguel Dantas, Pedro Victor, Polycarpo Anjos, Sebastião Telles e Dantas Baracho.

O redactor = Schwalbach Luccif