O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

DIARIO DA CAMARA DOS DIGNOS PARES DO REINO 729

outra parte dispendi mais 9:000$000 réis, resultando de ahi o não ter feito quasi economias nenhumas, e que portanto não fiz senão especular com a opinião publica. Senão foram estas exactamente as palavras de s. exa. foi pelo menos o seu pensamento. Devo responder que os algarismos apresentados pelo digno par não são bem exactos. Tenho aqui uma nota que mostra authenticamente a despeza que se fazia, e a que eu fiz.

No anno economico de 1878-1879 a despeza com as gratificações foi de 40:410$810 réis, e a despeza que se realisou até 31 de março do exercicio corrente de 1879-1880 foi de 9:074$770 réis.

Se juntarmos a esta importancia a despeza provavel nos tres mezes até 30 de junho proporcional á dos nove mezes de julho a março, excluindo verbas que não devem entrar no calculo, porque não têem de ser abonadas, no valor do 2:680$090 réis, teremos uma somma de 11:754$860 réis. Confrontando esta despeza com a despeza feita no anno preterito para o mesmo fim, acharemos uma differenca para menos muito consideravel a favor do exercicio do corrente anno...

O sr. Vaz Preto: - A despeza feita com gratificações e ajudas de custo no ministerio passado foi despeza extraordinaria; se o actual sr. ministro fez só a despeza de réis 9:000$000, foi com as gratificações, porque as ajudas de custo são reguladas por outra fórma em virtude do decreto de 30 de julho de 1879, e ellas sobem a muitos contos de réis.

O Orador: - Se o digno par tivesse tido a paciencia de me ouvir até ao fim, veria que eu ia tocar n'esse ponto.

Foi de 28:655$950 réis a despeza a menos feita com gratificações no corrente anno economico.

Se attendermos á diminuição da despeza que se faz com as ajudas de custo a que s. exa. se referiu, despeza que d'antes era considerada como permanente e era abonada para todos os dias do anno, o que, hoje não acontece; se alem d'isso attendermos á maneira por que agora são abonadas essas ajudas de custo extraordinarias; s. exa. achará que foi menos exacto na sua apreciação.

(Leu.)

Estas verbas constam de documentos que eu remetti para aqui e que s. exa. podia ter compulsado; e eu insisto na exactidão e valor d'esses documentos porque são officiaes; sobre elles não póde haver nenhuma duvida.

Agora vou particularisar para s. exa. comprehender melhor.

(Leu.)

é esta a rectificação que eu tinha a fazer aos algarismos de s. exa., para que a camara não ficasse sob a impressão d'elles e para a esclarecer convenientemente.

O sr. Visconde de Chancelleiros: - Usou da palavra ácerca do objecto em discussão.

(O discurso do digno par será publicado quando s. exa. devolver as notas tacHygraphicas)

O sr. Thomas de Carvalho: - Mando para a mesa um parecer da commissão de instrucção publica.

Leu se na mesa, e mandou-se, imprimir.

O sr. Ministro das Obras Publicas (Saraiva de Carvalho): - O sr. visconde de Chancelleiros deseja saber o que pensa o governo ácerca de uma proposta, de que teve conhecimento pelos jornaes.

A proposta, a que s. exa. se refere, foi modificada pelo seu auctor, e perfilhada ultimamente, se não estou enganado, por alguns srs. deputados, que a apresentaram hontem na camara.

Acha-se, pois, submettida á apreciação do parlamento, e se passar na camara dos senhores deputados ha de vir depois aqui.

Não tenho duvida do dizer á camara que abundo na opinião, diversas vezes manifestada nas duas casas do parlamento, de que é conveniente a continuação dos caminhos de ferro de sul e sueste, e o acabamento da linha do Algarve, não só para tirar proveito do capital empregado n'aquellas linhas, mas para dar maior desenvolvimento á riqueza das provincias do sal do reino. Com relação, porém, á proposta de que se trata, nada posso dizer ainda, porque não tive occasião de aprecial-a, o mesmo porque se refere a um assumpto que deve sor discutido em conselho de ministros como são todos d'esta natureza e importancia.

O sr. Presidente: - Ámanhã (21 do corrente) continua a mesma ordem do dia, e ficam inscriptos os srs. Vaz Preto, Mendonça Cortez, visconde de Chancelleiros e ministro das obras publicas.

Está levantada a sessão.

Eram cinco horas da tarde.

Dignos pares presentes na sessão de 20 de maio de 1880

Exmos. srs duque d'Avila e de Bolama; João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Mártens; duque de Loulé; marquezes, de Ficalho, de Fronteira, de Monfalim; arcebispo de Evora; condes, de Avilez, de Bomfim, de Cabral, de Castro, de Linhare?, de Podentes, da Ribeira Grande, da Torre, de Rio Maior, de Valbom, de Gouveia; bispo eleito do Algarve; viscondes, de Algos, de Aires de Sá, de Asseca, de Bivar, de Borges de Castro, de Chancelleiros, de S. Januario, de Ovar, do Seisal, de Soares Franco, da Praia, de Valmór; barão de Ancede; Quaresma, Sousa Pinto, Barros e Sá, D. Antonio de Mello, Couro Monteiro, Fontes Pereira do Mello, Coutinho de Macedo. Cau da Costa, Xavier da Silva. Carlos Bento. Montufar Barreiros, Fortunato Barreiros, Margiochi, Andrade Corvo. Mendonça Cortez, Sequeira Pinto, Mamede, Braamcamp, Baptista de Andrade, Castro. Reis e Vasconcellos, Mancos de Faria, Mello Gouveia, Costa Cardoso, Mexia Salema, Mattoso, Camara Leme, Daun e Lorena, Seixas, Vaz Preto, Franzini, Mathias de Carvalho, Placido de Abreu, Calheiros, Thomás de Carvalho, Ferreira Novaes, Vicente Ferrer, Pinto Bastos, Seiça e Almeida, Costa Lobo, Eugenio de Almeida, Palmeirim, Mello e Carvalho, Miguel Osorio, Serpa Pimentel.