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DIARIO DO GOVERNO.

O Sr. Trigueiros: — Para uma explicação. O Sr. Caldeira não me entendeu; disse que o argumento do Sr. Barão da Ribeira de Sabrosa colheu, e não procedia contra as irregularidades desta eleição da Boa Nova: eu disse a respeito dos Delegados que á Commissão não pertencia julgar do seu procedimento, e só lhe competia saber se as eleições tinham sido feitas com as devidas regras; asseverei que sim, sem me importar o acto que não tivesse influencia na eleição. Por conseguinte que fossem protestar contra, e se tivesse pertendido introduzir força, que não entrou na Assembléa, isto não me importava a mim; vê-se que ella não foi introduzida. Ora eu declarei qual linha sido o resultado da eleição, e foi para mostrar que as irregularidades desta Assembléa tocavam menos do que a ninguem o Sr. Conde de Terena, José.

O Sr. Barão da Ribeira de Sabrosa: — Pedi a palavra para uma explicação, ou para a leitura deste paragrapho: diz a Acta da eleição a que o illustre Senador acaba de alludir: (leu) logo temos força chamada para dentro da Assembléa, (O Sr. Trigueiros: — Mas não entrou.) Não entrou, porque o Presidente lho prohibiu: Sr. Presidente, isto é claro na letra redonda, lêa-se a vida de Camões; chamou a força mesmo para dentro das portas: (leu). Fiquemos certos deste ponto, chamou e entrou para dentro da Igreja para influir na eleição.

O Sr. Trigueiros: — Logo não tinha entrado; não se segue que estivessem dentro da Igreja: a grammatica é positiva em todos os Paizes.

O Sr. Vellez Caldeira: — Para que estão a fazer questões disto, se aqui mesmo diz a Commissão que se fez retirar a força...

O Sr. Cordeiro Feyo: — Mas retirou-a da porta.

(Vozes: — Votos. Votos.)

Julgou-se a materia discutida, e approvou-se a eleição do Porto. — Disse, sobre a ordem

O Sr. Barão da Ribeira de Sabrosa: — De muito boa vontade desejava se continuasse na Ordem do dia, mas estou aqui desde as onze horas da manhã, e acho-me bastante fatigado; ha quatro horas que aqui estou, e não posso continuar por tanto póde ficar o resto para a Sessão seguinte.

O Sr. Marquez de Fronteira: — Ainda não ha quatro horas.

O Sr. Barão da Ribeira de Sabrosa: — É porque V. Ex.ª veio ao meio dia. (O Orador saíu.)

O Sr. Marquez de Fronteira: — Eu peço a V. Ex.ª queira regular as horas que deve durar a Sessão, porque hoje não trabalhamos senão duas horas e meia.

(O Sr. Marquez de Loulé tomou assento na Junta.)

O Sr. Basilio Cabral: — Sobre a ordem. É costume parlamentar, e todos os Srs. que têem assistido a discussões em Parlamentos sabem perfeitamente que é exacto o que eu vou dizer: todas as vezes que um Membro pede que não póde assistir áquella discussão, depois de ler passado um grande espaço de tempo, e de se ter discutido muito, e depois de ter mostrado desejos de que quer discutir qualquer objecto; espera-se a occasião para vir esse mesmo Representante apresentar as razões que tiver pró ou contra, sempre se faz isto; se por exemplo nós não tivessemos estado a discutir ha umas poucas de horas, então havia razão para não parar o Parlamento a esperar pela vontade de um Senador, mas quando um Representante dá a entender que quer entrar na discussão, e que está fatigado, continua-la na mesma Sessão é uma tyrannia; e demais, nós estamos aqui ha quatro horas... (Vozes: — Ha duas.) Eu vim ás onze, e retiro-me.

O Sr. Miranda: — Vamos para diante: Ordem do dia.

Uma voz: — Não ha motivo para que se não continue.

Outra voz: — Leia-se o Parecer.

Manifestando-se geralmente o desejo de que se continuasse tractando dos assumptos dados para Ordenando dia, leu-se a parte do Parecer da Commissão relativa ás eleições do Circulo de Lisboa, e foi approvada sem discussão.

Em seguida foi lido outro Parecer da mesma Commissão, ácerca das eleições dos Circulos de Santarem e de Aveiro. (V. Diario N.° 142, a pag: 675.) Foi igualmente approvado sem discussão.

Achando-se deste modo approvadas as eleições de todos os Circulos que foram presentes á Junta, o Sr. Presidente, na fórma do Regimento, proclamou Senadores os eleitos seguintes:

Os Srs. A. de A. Mello e Carvalho,

A. da S. Lopes Rocha,

Barão de Almeidinha,

de Rendufe,

da R. de Sabrosa,

B. de Gambôa e Liz,

Conde do Bomfim,

de Linhares,

de Mello,

de Penafiel,

de Terena, José,

de Villa Real,

D. B. da Camara e Medeiros,

Duque de Palmella,

F. J. Carreti,

F. de Serpa Saraiva,

F. T. d'Almeida Proença,

J. de F. Gomes de Oliveira,

J. M. Crespo,

J. N, Soares Vieira,

M. D. Leitão,

M. G. de Miranda,

M. de Serpa Machado,

M. M. de Azevedo e Mello,

Marquez de Loulé,

Patriarcha Eleito,

P. J. Machado,

Visconde de Semodães,

do Sobral.

Sendo quasi tres horas, e não se achando a Junta em numero legal para eleger a Mesa definitiva, disse o Sr. Presidente que esta operação seria Ordem do dia para a Sessão seguinte; e logo fechou esta.