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Sessão de 10 de Fevereiro de 1914

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to, mas que a opinião aponta como um in-quisidor-mor de que estão sendo vítimas os cativos do forte de Klvas e do presídio da Trataria. Oxalá que S. Ex.a, na gerência da sua pasta, saiba desfazer a má impressão que a seu respeito lavra no público.

Sr. Presidente: aguardo os actos do Ministério e por eles nortearei a minha conduta.

O orador não reviu.

O Sr. Júlio Martins : — Ao Governo dirá que a idea de reconciliação da família portuguesa foi sempre gritada pelo partido cvolucionista, embora os seus gritos fossem cobertos por insultos.

A opinião pública há muito que reclama que, dentro da sociedade portuguesa, haja paz e tolerância.

£ Se é cm nome da reconciliação da família portuguesa, que o gabinete do Sr. Ber-nardiuo Machado se apresenta, porque se não vota já o projecto de amnistia ampla apresentado pelo Sr. Machado Santos?

E preciso que a amnistia venha já, pois representa a aspiração da vida portuguesa.

Devemos já hoje votar essa proposta de amnistia, pois o Governo não pode deixar de ter conhecimento dela.

Seria preferível votar já esse projecto, a estar com vagas declarações^ que não satisfazem a opinião pública. E preciso que todos os julgamentos terminem por completo, cessando todos os castigos, restitui ndo.-se à liberdade todos os presos políticos, . para que eles possam ganhar o sustento de suas famílias, acabando com a miséria e as lágrimas nos lares. Só assim se consegue a paz, na família portuguesa.

Mas o'Governo vem com promessas vagas, que não- podem satisfazer a opinião pública.

Disse o Sr. Bernardino Machado que era preciso discutir a Lei da Separação.

Alirmou-se que não existem associações fechadas contra a lei, o que não é exacto. Da parte do Governo deve vir a declara-

ção categórica de que vai mandar reabrir todas as associações de classe que estejam i fechadas contra a lei.
São estas declarações concretas que de-soja que sejam feitas pelo Governo, para acalmar a opinião pública.^ Só elas podem satisfazer a consciência republicana, estar belecer a paz.-c a concórdia no país.
O discurso será publicado na íntegra quando o orador restituir as notas taqui-(jráficas.
O Sr. Jacinto Nunes: — Disse o Icader da maioria que o programa do Governo era unia parte do programa do partido republicano. Parece que este Governo ó o continuador do Governo transacto.
Só se o gabinete entrar em vida nova ó que pode contar com o' apoio e confiança do país. Mas este gabinete ó uma sucursal Ado Governo que caiu.
Este Governo c um delegado cio Sr. Afonso Costa. Quem continua governando c o Sr. Afonso Costa.
O discurso será publicado na íntegra guando o orador restituir as notas táqui-grájicas.
O Sr. Casimiro Rodrigues de Sá:—O
momento que atravessamos ó para declarações formais.
E forcado a reconhecei1 que o actual Governo é um gabinete democrático.
Quando as oposições derrubaram o Governo transacto, o Sr.. Presidente da República interveio inconstitucionalmente, apresentando um programa para a formação dura Governo extra-partidário.
Os partidos aceitaram esta solução do Sr. Presidente da .República, que disse resignar o seu mandato se não se formasse um M.inistório extra-partidário.
O Sr. Bernardino Machado, encarregado de organizar o gabinete, não conseguiu formar Governo extra-partidário, e o Sr. Presidente da .República não resignou o seu mandato.
Formou-se então este Governo para se impor ás imposições.
li) s te Governo não pode dar garantias de imparcialidade? pois vem pela mão dum partido que o apoia.