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Sessão de 4 e 5 de Janeiro de 1926 5

bem um incalculável prejuízo para a economia daquela região. As estradas ali são verdadeiras covas sem fundo, onde diariamente tudo e qualquer carro que por ali passa fica completamente enterrado.

Eu peço a V. Exa. que, junto do Sr. Ministro do Comércio, ^seja levada a minha reclamação, e ao mesmo tempo se lhe comunique que oportunamente voltarei a tratar do assunto para apresentar, conjuntamente com o meu ilustre colega Sr. Teixeira Pinto, representante do mesmo círculo, um projecto de lei, que entrega a resolução da questão das estradas às Câmaras Municipais.

Ainda há dias, o Sr. Presidente do Ministério e meu ilustre correligionário, tratando dêste mesmo assunto, referiu-se à circunstância do problema das estradas ser meramente de ordem financeira. Concordando absolutamente com as afirmações de S. Exa., quero todavia acentuar que êle reveste também um carácter de administração que a todos nós deve interessar.

Ainda ultimamente, sé voltou a abrir um novo concurso para lugares de chefes de conservação e engenheiros, e não se cuidou de procurar aumentar o número de cantoneiros.

A meu ver, Sr. Presidente, é devido ao reduzido número de cantoneiros que as estradas do País se encontram no estado em que estão.

Muito mais teria que dizer a tal respeito, mas não querendo tomar mais tempo à Câmara, e não desejando também por emquanto estar a detalhar quais as estradas do círculo de Vila Franca de Xira que se encontram em pior estado, visto que todas elas estão intransitáveis, reservo-me para fazer novas considerações para quando o Sr. Ministro do Comércio estiver presente.

Tenho dito.

O Sr. Rafael Ribeiro: - Sr. Presidente: a propósito de um duelo que foi trágico, pelas consequências, duelo em que foi encontrar a morte o ilustre republicano Beja da Silva, ainda não me consta que tenham sido tomadas quaisquer providências. Urna vez que usei da palavra para me referir a êle, eu quero prestar a minha homenagem a Beja da Silva, republicano com serviços à República, e que no campo chamado da honra perdeu a sua vida em defesa dos interêsses da cidade de Lisboa. Para êle vai a minha saudação.

Beja da Silva deixou aberto o lugar de director da Tutoria da Misericórdia. Ainda o seu cadáver estava quente na Câmara Municipal de Lisboa, e já os lobos desciam ao povoado a requisitar o lugar dele, esquecendo-se que do Orçamento consta haver um director adido.

Mas, mesmo que assim não fôsse, êsse lugar é inútil.

Outras instituições que fazem parte da Misericórdia de Lisboa, tais como o Recolhimento das órfãs, Instituto Luísa Paiva de Andrade, Asilos do Amparo e Santa Ana, administram-se sem terem o lugar de director.

Portanto, o lugar não serve para nada, e o Parlamento têm de zelar pelas disposições que aprovou, que são as leis n.ºs 971 e 1:344, que não permitem novas nomeações.

Uma vez que o Poder Executivo muito raramente olha para estas leis, bom é que o Parlamento, que tem de manter bem alto o nivel moral, para que a opinião pública veja que êle quere trabalhar e entrar no caminho da compressão de despesas, dessa compressão que todas as declarações ministeriais fazem sempre um grande balão, tenha a coragem de o extinguir.

O Sr. Joaquim Brandão (interrompendo): - O orçamento da Misericórdia não pesa em nada no Orçamento das despesas do Estado.

O Orador: - Mas pesa no orçamento da Misericórdia.

Ora, uma vez que o lugar é inútil, eu vou mandar para a Mesa um projecto, extinguindo-o.

Mas, uma vez que estamos a falar em compressão de despesas, e. que eu desejo à outrance que as disposições das leis n.ºs 971 e 1:374 sejam respeitadas, vou mandar para a Mesa outro projecto, que traz deminuição de despesas.

Pela redução dos quadros das celebérrimas Escolas Primárias Superiores, onde tantos professores, entraram pela janela...