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4 Diário da Câmara dos Deputados

De um grupo de homens livres do Cadaval, protestando contra a deportação de republicanos.

Para a Secretaria.

Do administrador do concelho de Lagoa pedindo a aprovação do projecto de lei que estabelece cargos e melhorias dos administradores de concelho.

Para a Secretaria.

De duzentos e vinte alunos da Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo, protestando contra o discurso do Sr. Rafael Ribeiro, sôbre a extinção da mesma escola.

Para a Secretaria.

O Sr. Presidente: - Vai entrar-se no período de

Antes da ordem do dia

O Sr. Raimundo Alves: - Sr. Presidente: não há conveniências políticas nem praxes parlamentares que me obriguem a ficar calado perante factos que eu considero menos respeitosos para a Câmara dos Deputados.

Ainda bem que está presente o Sr. Presidente do Ministério.

Li hoje nos jornais que houve ontem no Palácio das Necessidades uma festa, o por êste motivo desejava saber só ela foi oferecida pelo Sr. Vasco Borges só pelo Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Eu não acredito, não quero acreditar que essa festa fôsse oferecida pelo Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros, pois nem sequer a Mesa desta casa do Parlamento foi convidada.

Sr. Presidente: eu sou uma criatura que habitualmente não vai a festas dessa natureza, o que de resto acontece também quando elas são oferecidas por amigos que ca sei não estarem em condições económicas e financeiras de o fazer.

Nestas condições desejava que o Sr. Presidente do Ministério me informasse se, na verdade, essa festa foi oferecida oficialmente pelo Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros e se o Tesouro está em condições de poder suportar semelhantes despesas.

Perdoe-me V. Exa. a vigor e o entusiasmo que ponho nas minhas palavras, mas não podia deixar de salientar que, para essa festa tivessem sido convidadas pessoas que eu reputo com menos categoria social do que os membros do Congresso da República e não tivesse sequer sido convidada a Mesa da Câmara dos Deputados.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Presidente do Ministério e Ministro do Interior (António Maria da Silva): - Em resposta às considerações do Sr. Raimundo Alves, devo dizer que o banquete foi oferecido pelo Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros aos membros do corpo diplomático, tendo S. Exa. convidado as pessoas que entendeu, seguindo as praxes estabelecidas naturalmente.

O facto de não ter convidado os membros do Congresso não pode ser considerado como menos respeitoso, porque até prova em contrário, o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros é parlamentar. O próprio Govêrno não foi convidado, tendo-o sido apenas o seu Presidente e a adoptar-se o critério do Sr. Raimundo Alves, teria sido uma falta de consideração.

Sabem V. Exa. que as saias são pequenas, pelo que para êsse banquete foram convidados os leaders dos vários agrupamentos da Câmara, os membros do Corpo Diplomático e os Presidentes das duas Câmaras. V. Exa. e compreende, se fossem convidados os membros do Congresso e suas famílias, não cabiam nas salas do palácio e passava a não ser o banquete oferecido ao Corpo Diplomático.

O Sr. Raimundo Alves: - Nesse banquete estiveram, segundo informações que tenho, cêrca de 600 pessoas.

O Orador: - Só fossem convidados os Deputados, Senadores e suas famílias, dava cêrca de 500 pessoas aproximadamente.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Sant'Ana Marques: - Sr. Presidente: quando há dias nesta Câmara o Sr. João Salema fez referências ao custo do quilómetro do estrada, disse que o preço por mim indicado ficava muito