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Sessão de 9 de Fevereiro de 1926 5

aquém do verdadeiro. Estou de acordo com S. Exa. no caso geral, mas S. Exa. há-de estar de acordo comigo neste caso especial.

Sr. Presidente: na verdade as estradas estão intransitáveis o os lavradores neste momento estão quási que impossibilitados de transportarem os seus produtos para o caminho de ferro, mercados, etc.

Apoiados.

Eu pregunto se esta situação pode continuar.

Mas, Sr. Presidente, ou vou dar à Câmara um esclarecimento que me parece interessante. Há regiões onde, efectivamente, a reparação das estradas é pesadíssima, mas outras há, como aquela que é constituída pelo planalto entre a Chamusca, Ponte de Sor o Nisa, onde se podem fazer estradas ràpidamente e com bastante economia, aproveitando para isso máquinas americanas que são muito baratas.

Essas máquinas compõe-se do seguinte:

Leu, descrevendo a forma como se construiu nessa região uma estrada dessa natureza.

Essa estrada, que fica nas proximidades da minha região, tem sido atravessada por mim muitas vezes e tem magníficas condições para o transporte de pessoas ou de materiais.

O falecido general Parreira, administrador das estradas, viu-a; e êle a quem certamente todos fazem a justiça de dizer que foi um técnico de valor, calculou que essa estrada custaria 25 contos aproximadamente numa extensão de 17 quilómetros.

Sr. Presidente: há dias troquei um àparte com o ilustre Deputado Sr. Dinis da Fonseca o, não querendo que S. Exa. fique com uma impressão desagradável talvez a respeito das minhas palavras de então, voa dar neste momento umas ligeiras explicações a S. Exa., não pela minha pessoa que nada vale (Não apoiados) mas para dizer a S. Exa. que ou nunca poderia ter intuito de agravar os humildes. A lavoura - todos o sabem - nunca desprezou os seus cooperadores honestos.

Apoiados.

Eu disse que, de certo modo, não ora justo fazer excepção à contribuição predial rústica, mas nunca, repito, poderia querer agravar aqueles com quem estou

em contacto, a bem dizer, todos os dias e que sentem connosco as dificuldades enormes que nós, lavradores, temos para nos mantermos e para trabalharmos para o desenvolvimento da agricultura. Não podemos abandoná-los nunca. Não os abandonaremos.

Dentro em breve mostrarei à Câmara que a forma de auxiliar êsses pobres não é esta, considerando a propriedade assim, grosso-modo.

Tenciono apresentar um projecto de lei, para o qual peço desde já o auxílio do S. Exa.

Para o auxílio a dar ao nosso trabalhador rural, não basta distribuir terras. Eu já fiz uma distribuição de terras a uma pessoa que considerava muito digna do ser atendida o essa pessoa veio ter comigo, tempos depois, repudiou tal oferecimento, dizendo-mo que não era possível aceitá-lo porque, sendo trabalhador do campo, não tinha os recursos monetários para fazer a devida exploração dessas terras.

Nunca, pela maneira que se pretendo, poderemos dar ao nosso trabalhador rural o bem-estar a que tem direito.

Não podemos ter a primazia de criar, para êsse efeito, leis ou processos novos, porque êles existem já hoje em quási todos os Estados da Europa. Existem na Bélgica; na França com associações católicas; na Itália e na própria Espanha, onde a Confederação Nacional Católica Agrária conta hoje nada menos de 33 federações com 270:000 sócios e com um capital do 100 milhões de pesetas ...

O Sr. Dinis da Fonseca: - V. Exa. está a atacar um processo que ou não advogo, mas que posso amanhã advogar.

Devo dizer a V. Exa. que sempre que V. Exa. advogue qualquer ponto de vista que beneficie os humildes, ter-me há sempre a seu lado.

O Orador:-Para V. Exa. ver como n j Alentejo só pensa e tem pensado em dar aos humildes o bem-estar a que têm direito, eu chamo a atenção de V. Exa. para os estatutos da "Liga dos Agricultores Católicos do Alentejo". Essa liga não teve infelizmente a sequência esperada porque as leis do nosso País não permitiram, como as de tantos outros, que