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Diário daa< Sessões do Congresso

sua apreciação traduz ]>ara com. a actual Sr."-Presidente da República. .(Não apoiado}. . ' ,

Não querendo entrar na apreciação desse facto, e outros factos diversos, entendo que o Congresso não deve tomar, sequer, conhecimento do telegrama, por que isso pode representar também, repito, uma desconsideração para com o Sr. Presidente da Republica (Não apoiados).

O Sr. Bernaráino Machado declarou que não aceitava a legitimidade deste Congresso, e no entanto dirige-lhe esse telegrama, e o Congresso propõe-se tomar uma resolução sobre ele.

Isto excede tudo quanto podia supor-se de extraordmário l .

Sr. Presioente: não sei realmente se o estado do Sr. Bernardino Machado, corresponde a um estado normal.

Se não corresponde, esta Câmara' ó responsável por tomar conta dessa manifestação.

Jtfão será sem o meu protesto que se discute os se documento, nem com a minha presença que ele se voto.

Tenho dito.

O orador retira-se da -sala.

O discurso será publicado na integra, revisto pelo orador, quando restituir, revistas, as notas taquigrájicas que lhe foram enviadas. . '

O Sr. Ladislau Batalha: — Sr. Presidente : a minoria socialista está dentro desta casa dó Parlamento para colaborar em trabalhos úteis e proveitosos.

Não somos comparsas, de comédia.

(Não apoiado}.

Podem Y. Ex.as não apoiar. O facto é* que as revoluções entre; nós tem uma característica- muito extraordinária : é: que logo que saem triunfantes-, os movimentos revolucionários coasideram-se fegais, sem necessidade do mais-bUfode indemni-dade.

Já passaram duas revoluções ' desde qae S. Ex.a está. fora da presidência da República. Se lhe reconhecermos a; renúncia, confessamos que se tem vivido em regime; bi-prasideneia/lista«.

Nós, repito-, não podemos de íornm alguma intervir nem; ^olabonaiE em as-.sun;-tos que mais são próprios para opereta. de Offenbach, do que^para o Parlamento j

que tem obrigação de ser sério e útil, e ocupar-se só de assuntos sérios e graves.

"Não consideramos necessário tratar deste assunto-, visto o Sr. Bernardino Machado já ter,renunciado daás vezes.

Ele pode renunciar quantas vezes quiser, mas nós ó que não temos de nos ocupar da sua; renúncia, nem dar-lhe atenção.

O Sr. António José de Almeida:—Algumas considerações sobre O assunto, que tem dois aspectos importantes: o político e o afectivo.

Sobre a parte afectiva, sentimental,, que diz respeito à consideração devida a. S. Ex.a como -cidadão, direi que só pode. ser contida numa saudação calorosa e sincera que. esta Câmara dirija ao eminente cidadão, ao homem que tani grande e nobre papel desempenhou na política portuguesa. (Apoiados}.

Eu disse aqui que era muito possível que fosse considerado como homem incoerente, mas que pouco me preocupava isso, quando é certo que eu tinha facilidade, por uma nova exposição a este Congresso, de fazer a demonstração de que não- estava de facto em incoerência.

E não o estava: di-1'o.a minha atitude-quando da revolta de Santarém.

Eu fui de opinião formal de que quem devia ocupar o lugar .de Presidente da República, após aquela, devia ser o Sr. Bernardino Machado, não só por uma dívida de gratidão nacional, mas porque s6 assim é que a revolução tinha uma finalidade digna de nós e para dignamente ser considerada pelo estrangeiro.

V*ozes: — Muito bem. -

O; Orador1.;—Fui desta opiaião, e quando, algumas horas antes me- disseram que-era absolutamente impossível que o Sr., Bernardino Machado voltasse a ocupar o sett lugar, ainda que p-oc. alguns momentos, então eu. disse-qtue ;em tudo o caso- ; conservava para mini' o direito de poder \ afirmai" que tinha, sido; simplesmente um j vencido e nãa um convencido. j