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/Sessão de 23 de Fevereiro de Í926

a valeta. Fcrmam-se assim buracos, os chamados «niiihos de galinha» que é necessário andar constantemento a reparar.

Os revestimentos de asfalto são evidentemente melhores mas simplesmente muito mais caros.

A meu ver a solução sob o ponto do vista técnico consisto em manter a estrada bem revestida; nessas condições o problema da pressão não apresenta a importância que muita gente imagina.

Os nossos cilindros tom 17 toneladas; e, como ó fácil de calcular, em marcha exercem uma pressão muito maior. Da mesma forma camiões, com um peso do 10 toneladas, exercem uma-pressão muito superior. Desde que não produzam abalo e deslocação na sua passagem, o mal não é grande.

O necessário ó que o desgaste se não faça; parece até que o problema do revestimento é mais grave do que o da resistência às pressões.

Nós estamos a fazer o seguinte: entregamos as arrematações a empreiteiros; começámos com empreitadas do 000 contos, já vamos até 1:400 contos, e de muito boa vontade iremos até 2:000 ou 3:000 contos, porque não é possível fazer uma organização regular do trabalho dentro duma pequena verba.

O Estado tenciona alugar os cilindros, que, pelo seu preço, não podem estar ao alcance do muitos empreiteiros; esses, desde que as empreitadas cheguem a uns 2:000 contos, já podem adquirir brita-deiras e outros aparelhos secundários.

Os britadores dão resultado em certo lug»?^

Assim a brita à mão .no Alentejo dá mais resultado.

Vamos pelas arrematações; desenvolvemos o espírito de iniciativa das empreitadas e limitámo-nos à sua fiscalização.

Estamos a fazer o que podemos, e, se o Parlamento nos der a verba que pedimos, intensificaremos os trabalhos.

Não há propostas do carácter concreto. Uma feita pela Schell não chegou a ser escrita, uma outra inglesa não tinha viabilidade.

Se amanhã vierem estrangeiros a propor qualquer cousa, digo-lhes que escrevam as suas propostas c depois eu as considerarei, e, se alguma fórmula aparecer

mais vantajosa para o Estado, eu a aceitarei.

Sobre as estradas que S. Ex.a apontou, eu as considerarei, e sobre as outras S. Ex.a nos apresentará a sua reclamação escrita, c eu a submeterei ao Conselho Superior das Estradas.

Mas sobre reclamações, o meu critério ó não atender uma ou outra reclamação isolada e sem me subordinar a um'critério geral.

Tenciono fazer o seguinte: dividir a quantia que obtenha de forma que 2/3 sejam gastos nas grandes vias de comunicação c o outro terço nas outras obras secundárias, mas ainda importantes o mais urgentes.

O Sr. Caldeira Queiroz:—Agradeço ao Sr. Ministro a gentileza da sua resposta, mas permita-me S. Ex.a que eu faca ainda umas ligeiras considerações sobre o assunto.

Assim lembro que se poderiam utilizar nas reparações das estradas os presos c para o mesmo fim obter a colaboração do exército. Por esta forma se deminuiria o custo da mão de obra. E não posso deixar de dizer que o povo, no seu simplis-mo, reclama e pregunta para onde vai o ' imposto de turismo e de viação.

Eu sobre esse ponto não digo mais nada; V. Ex.a conheço melhor o assunto do que eu.

Limito-me a renovar os meus agradecimentos pela promessa que V. Ex.a fez do dedicar a sua atenção às estradas dos concelhos do Eivas, Sou sol e Campo

• Maior, especialmente à estrada que liga Eivas ao Caia que está numa verdadeira lástima, o à do Santa Eulália a VTila Fernando.

O Sr. Ribeiro de Melo:—Sr. Presidente: se V. Ex.'"1 mo dá licença e a Câmara, eu uso da palavra aqui mesmo dês-te lugar.

Eápidas considerações eu vou fazer, o para elas não espero a resposta do Sr. Ministro do Comércio e Comunicações porque ela será idêntica à que deu já a outros oradores, e que eu terei amanhã o

• prazer do ler no Diário das Sessões.