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19 DE NOVEMBRO DE 1975 2711

tradores de grandes empresas, por homens contrários às nacionalizações, à Reforma Agrária, à organização popular, à Revolução, pela simples razão de serem membros do PPD ou do PS.
O MDP opõe-se com toda a firmeza à política de direita encetada pelo actual Conselho da Revolução e pelo VI Governo Provisório, no qual o PS e o PPD ocupam posições hegemónicas.

Agitação na Sala.

Uma voz: - O que é o MDP?
Outra voz: - É um grupelho.

O Sr. Presidente: - Deixem falar o orador, Sr. Deputados.

O Orador:- Não se exalte, Sr. Deputado, não se exalte.

Agitação na Sala.

O Sr. Presidente: - O Sr. Deputado tem dois minutos para falar.

O Orador: - Não deixamos de nos interrogar, tal como largos sectores da população, sobre o real significado da política prosseguida pelo actual Poder, sobre o real significado da política de saneamentos à esquerda, sobre o real significado de se substituírem homens fiéis e com provas dadas de dedicação à Revolução por homens comprometidos com os grandes interesses económicos e sociais e até com o fascismo, sobre o real significado da política de complacência para com os salteadores das sedes de partidos progressistas e de sindicatos, com os conspiradores fascistas, bom os terroristas do ELP-MDLP.
Sobre esta maneira insólita de governar, tentando solucionar à bomba problemas políticos o sociais do nosso povo (e aqui, Srs. Deputados, não há originalidade, pois já o fascista Casal Ribeiro dizia o mesmo na AN), desviando aviões, voltando as costas ao diálogo com os trabalhadores, encerrando Ministérios, mandando matraquear e disparar sobre a população, resta-nos agora assistir à resolução de um problema grevista bombardeando as fábricas e os trabalhadores.

O Sr. Manuel da Costa (PS): - E a Assembleia.

O Orador: - Será assim que se consolida a democracia e se caminha para o socialismo?
Será assim que se defende a Revolução e se combate o fascismo?
Sr. Presidente, Srs. Deputados,...

O Sr. Presidente: - Sr. Deputado, tem só dois minutos. Faz favor.
O Orador: - Muito obrigado, mas espero que desconte o tempo de interrupção.
As forças reaccionárias o fascistas estão em plena actividade, em coordenação com os partidos de direita e com os sectores militares reaccionários e conservadores.

Recentemente entraram em Portugal diversos dirigentes terroristas do ELP-MDLP, vieram a público denúncias graves de actividades suspeitas nas forças armadas, sucedem-se conhecidas reuniões de fascistas e contra-revolucionários, preparam-se à luz do dia planos para um golpe fascista.

Agitação na Sala.

Vozes: - K. G. B.

O Orador: - Sentem-se denunciados com estas declarações?
Urge terminar com tais actividades, denunciar e prender os conspiradores, deter a contra revolução. Não é atacando as forças progressistas, executando uma política de complacência com os fascistas e dando cobertura à direita que se defendo a Revolução e as conquistas populares a caminho do socialismo.
O MDP/CDE exige, a adopção de medidas firmes que enfrentem a z ção a o fascismo, que dêem confiança às massas populares e que afastem os que, em lugares responsáveis, favorecem a contra-revolução.
Para isso, e porque a resolução da crise é um imperativo patriótico do momento actual, toma-se imperioso, ando a vontade afirmada pelas grandes movimentações das massas trabalhadoras nas últimas semanas, como a poderosa manifestação dos operários da construção civil o a maior manifestação unitária depois do 1.º de Maio "contra, o terrorismo, contra a reacção e o fascismo, contra a aliança da direita", foram grandiosos exemplos, transformar os órgãos do poder, pondo termo à política de direita em curso, fortalecendo as posições progressistas, dando passos firmes no sentido da formação de um poder revolucionário em Portugal.
A teorias aritméticas dos "majoritários eleitoralistas" ruíram mais uma vez e cobriram-se de ridículo, pois não é possível governar-se contra as maiorias revolucionárias, contra os trabalhadores.

Aplausos.

Nas condições actuais e para garantir a aplicação de uma política de, esquerda, a transformação dos órgãos de poder significa, no plano do Governo, a exclusão do PPD, como partido contra-revolucionário que é, o de todos os elementos que não têm a confiança das massas trabalhadoras, ...
O Sr. João Gomes (PS): - Isso dá vontade de rir.

Agitação na Sala

Vozes de protesto.

O Orador: - ... o fim da hegemonia do PS; uma forte participação das forças e sectores revolucionários, civis e militares.

Agitação na Sala.

No plano militar, é essencial reconstituir o Movimento das Forças Armadas com movimento democrático, unitário e revolucionário, com base no