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4450 DIÁRIO DA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE N.º 132

Numa sociedade angustiada é preciso termos esperança no espírito fraterno dos homens. Deixar os gritos de ódio e os anátemas e empenharmo-nos na grande tarefa de boa vontade que transformará a nossa sociedade e dignificará os valores humanos.
Quero neste momento solene prestar homenagem aos emigrantes portugueses, parcela deste povo tão sacrificado, que, sofrendo a injustiça social, tiveram a coragem de deixar a sua terra em busca de melhores condições de vida para os seus familiares.
Emigrantes que, pelas suas qualidades de trabalho, de honestidade e patriotismo, honram Portugal nos mais diversos pontos da terra.
Voto esta Constituição na esperança de que ela trará a Portugal um futuro onde não haverá necessidade de emigrar, porque os portugueses terão a paz, a justiça, o pão e a liberdade que desejamos e queremos e a que temos direito como homens livres e dignos.
O Deputado, José Teodoro de Jesus da Silva (PPD).

Declaração de voto

Votei esta Constituição: porque, desde o início, ela é o resultado do multipartidário circunscrito pelo diâmetro de grupos políticos que traduzem a resultante da vontade do povo.

Votei esta Constituição: como democrata, pois ela contém parcelas da vontade e da renúncia de todos os partidos.
Votei esta Constituição: como personalista, pois ela contém parcelas do personalismo de todos os Deputados, de todos os partidos.
Votei esta Constituição: como humanista, pois como tudo que é feito pêlos homens.
É concreto no presente, será imutável no futuro.
Votei esta Constituição: porque ela não contém a vontade absoluta. Não contém a auto-suficiência.

De nenhum partido em exclusivo.

Fundamentalmente votei esta Constituição: porque não é o resultado da vontade totalitária e iluminada de nenhum homem; e inversamente: o resultado do conjugar de esforços de homens separados por seus ideais políticos, unidos pelo ideal de servir.
Monteiro de Freitas, Deputado do PPD.

Declaração de voto

Eleito pelo povo do círculo eleitoral de Setúbal, onde defendi, durante a campanha eleitoral, uma Constituição democrática que apontasse claramente para o socialismo;
Convicto de que cumpri inteiramente com o que expressei aio eleitorado e que por tal me bati ao longo do período constituinte:
Declaro que votei favoravelmente na aprovação da Constituição Portuguesa, consciente de que ela corresponde aos anseios do povo português e que nela estão consagradas as conquistas das massas trabalhadoras.
O Deputado, Artur Cortez Pereira dos Santos (PS).

Declaração de voto

No momento em que a Constituinte aprova a Constituição, cumprindo assim a responsabilidade que o povo lhe outorgou em 25 de Abril de 1975, não quero deixar passar a oportunidade de exarar o sentido que dei ao meu voto, como Deputado socialista.
Votei, na convicção de que todas as conquistas revolucionárias e democráticas até agora alcançadas se tornaram legalmente irreversíveis; votei, na convicção de que a Constituição agora aprovada, será, nas mãos do povo trabalhador, uma arma para aprofundar aquelas conquistas e alcançar outras; votei, na convicção de que a nossa Constituição será a muralha intransponível, contra a qual se esbaterão os esforços dos saudosistas do passadio, daqueles que, falando já em democracia, mais não querem que mergulhar novamente Portugal na noite fascista de que emergimos e à qual não queremos nem podemos voltar.
Por mim, afirmo a inabalável vontade que me anima de defender contra tudo e contra todos a nossa Constituição.

Álvaro Órfão (PS): - Esta minha declaração de voto é subscrita também pelos meus camaradas Vitorino Vieira Dias e Pedro do Canto Lagido.

Declaração de voto

Votei, emocionado, a favor do articulado da Constituição, porque ela abre caminho para a construção do socialismo democrático, no respeito pela dignidade do homem, pela liberdade e pêlos valores essenciais do povo e da Pátria.
Tenho a consciência de que não traí o meu mandato, os ideais que me guiam desde sempre e creio que honrei o meu partido, que hoje, como ontem, encarna a esperança dos explorados e oprimidos.

Viva a República socialista!

António Duarte Arnaut. Deputado do PS.

Declaração de voto

Declaro ter votado a favor, consciente que esta Constituição, a despeito de algumas insuficiências, resulta do esforço que o meu Partido fez para corresponder aos anseios do povo que nos elegeu.
Certo que não traí os interesses dos meus irmãos de classe, dos oprimidos e explorados deste país, atento à hora que passa, estou seguro que esta Constituição será um marco importantíssimo na história dos portugueses e um garante das conquistas dos trabalhadores, abrindo amplas perspectivas ao caminho para o socialismo pela prática da liberdade e da democracia.
Luís Kalidás Barreto. PS.

Declaração de voto

Neste momento solene e inesquecível, quando se concluem os trabalhos da Assembleia Constituinte - em que pus todo o meu entusiasmo e dedicação, seja-me permitido formular uma declaração de voto individual para reafirmar a minha consciente, sincera e profunda adesão à Constituição aprovada e decretada pêlos legítimos representantes do povo.
Faço-a em perfeita coerência com todas as anteriores declarações de voto que, a respeito de tantas matérias, umas vezes na generalidade, outras na especialidade, umas vezes a título pessoal, outras vezes em nome do Grupo Parlamentar do Partido Popular Democrático, tive ocasião de formular.