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1660 I SÉRIE-NÚMERO 50

de valores absolutos, poderá ir muito mais além. A verdade é que a rudeza climatérica, do terreno, da paisagem, aconselham e despertam em nós os sentimentos de ajuda a que, penso, ninguém poderá ficar indiferente.

Em relação à segunda pergunta, Sr. Deputado Octávio Teixeira, que, aliás, se prende, para além dos comentários, com a questão que o Sr. Deputado Alberto Costa fez, penso que aquilo que resultou desta visita foi o imenso respeito que entre os diferentes partidos existe em relação às diferentes posições sobre estas matérias. Ouvimos, cada um de nós, porque o discurso foi o mesmo em relação a todos, as preocupações, os sentimentos e as dúvidas da comunidade cabo-verdiana. Nós, enquanto país, teremos determinadas políticas a cumprir, mas é evidente que todos ficamos sensíveis e todos seremos porta-vozes dessas sensibilidades, dessas preocupações da comunidade cabo-verdiana e do Estado cabo-verdiano entre si. Aliás, o Sr. Presidente da Assembleia da República, em alguns momentos, em termos oficiais, referiu-se a essas situações.

Penso que é minha obrigação, como Deputado do PSD e que é obrigação de todos os Srs. Deputados que lá estiveram, e dos outros, fazer sentir essa situação, sem que isso signifique permissividade ou diminuição do rumo que, em princípio, se deve traçar. Mas, como é evidente, eu mentiria se dissesse que não tinha ficado sensibilizado em relação aos argumentos.

Sr. Deputado Nogueira de Brito, uma última palavra para si. Muito obrigado pela sua referência. Mais uma vez, esta foi a minha segunda deslocação a um país africano de língua oficial portuguesa, uma entrando pela capital e a outra noutras situações, nessa tal experiência curta mas tão rica de sensações, tão interessante e tão profunda, que o Sr. Deputado há pouco se referia. Mas é evidente que também aqui, como muito bem disse, venho dar testemunho da cultura que eles têm.

0 Sr. Presidente dizia, e bem - e penso que é uma situação que podemos repetir -, que há uma cultura que foi construída no caminhar dos tempos por dois povos que se encontraram a meio do oceano e que deixaram ali uma cultura que não é nossa, nem é deles, mas é uma terceira cultura que Portugal soube construir no meio de 10 ilhas, no oceano, contra a natureza, no meio do mar, mas, como gostamos, rodeados de água por todos os lados.

É evidente que essa experiência tocou fundo em mim, pelo que é mais um motivo adicional para que, a partir de hoje, seja mais um defensor de tudo quanto se relacione com Cabo Verde.

Muito obrigado pelo que disse, Sr. Deputado Nogueira de Brito.

Vozes do PSD: - Muito bem!

0 Sr. Presidente: - Srs. Deputados, é-me lícito, decerto, dizer também uma palavra.

Em primeiro lugar, gostaria de saudar os Srs. Deputados, a começar pelo Sr. Deputado Rui Gomes Silva, que teve a iniciativa de fazer a primeira intervenção, pelas intervenções que aqui fizeram, pela qualidade e pela perspectiva que souberam imprimir, cada um a seu modo e segundo as suas opções fundamentais, à abordagem das relações entre Portugal e a República de Cabo Verde.

Numa segunda linha, gostaria de cumprimentar muito especialmente todos os Srs. Deputados que me acompanharam nessa delegação pelo extraordinário contril3uto que, individualmente, e através dos seus partidos políticos, souberam dar ao êxito da missão que fomos realizar em nome da Assembleia da República e em nome do povo português, a convite da Assembleia Nacional de Cabo Verde, a Cabo Verde e junto do seu povo.

Às lembranças aqui feitas, gostaria de acentuar, não é para trazer à luz algo que tenha ficado esquecido (isso foi referido nas intervenções feitas por todos), o papel que uma grande comunidade de cabo-verdianos cumpre em Portugal e através do qual contribui para o bem-estar do povo português. Na hora em que estamos a saudar as relações com Cabo Verde e a lembrar a nossa visita a Cabo Verde, é bom que nos lembremos dos cabo-verdianos que estão e trabalham em Portugal.

Muito obrigado a todos e as minhas saudações muito especiais.

Aplausos gerais.

Srs. Deputados, o Sr. Secretário vai anunciar as escolas cujos alunos se encontram a assistir à sessão plenária.

0 Sr. Secretário (Lemos Damião): - Sr. Presidente, Srs. Deputados, encontram-se a assistir à sessão 7 alunos do Colégio «As Descobertas» de Lisboa, 50 alunos da Escola Secundária de Rio Tinto, 70 alunos da Escola C+S de Freixianda de Ourém, 52 alunos da Escola C+S de Riachos, 45 alunos da Escola Secundárias de Tondela e 50 alunos da Escola Secundária de Esposende, para os quais peço a vossa habitual saudação.

Aplausos gerais.

0 Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Miranda Calha.

0 Sr. Miranda Calha (PS): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Em 1 de Julho de l993, o Sr. Primeiro-Ministro, ao fazer perante esta Assembleia o seu discurso sobre o estado da nação, referia: «0 desporto é um veículo da imagem nacional».
0 que recentemente teve lugar no país e, precisamente, relacionado com um grande clube desportivo coloca na agenda política nacional a apreciação das políticas desportivas prosseguidas, desmente a afirmação de fé do Sr. Primeiro-Ministro na sua «nova política do desporto» e faz-nos meditar sobre que tipo de imagem nacional se pretende para o desporto português.

A atitude do Governo desqualifica de imediato a ideia 1ançada pelo Sr. Primeiro-Ministro sobre a «publicação de um conjunto coerente e integrado de legislação que proceda à regulamentação das diversas vertentes que constituem o desporto» e revela que, ao contrário do que foi dito no referido discurso, «o Desporto é uma área sobressaltada por orientações pouco esclarecidas e marcada por interesses menos claros».

Vozes do PS: - Muito bem!

0 Orador: - Não vou aqui tomar muito tempo a relembrar o sobejamente conhecido: o Sr. Primeiro-Ministro tutela esta mesma área há, sensivelmente, nove anos e se há incoerência e sobressaltos a responsabilidade é, evidentemente, do próprio.

0 Sr. Ferro Rodrigues (PS): - Muito bem!

0 Orador: - Quantos responsáveis já passaram pela educação e pelo desporto? Quem não se lembra da rocam-

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