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1516 I SÉRIE - NÚMERO 43

protocolo firmado com o centro regional de segurança social para dar apoio domiciliário a 40 idosos. Há dois anos que andamos a pedir para este protocolo ser alargado, porque estamos a dar apoio a 120 idosos e1 o centro regional não nos alarga o protocolo, continua a dar-nos só a comparticipação relativa a 40 quando temos mais 80, que, sem saber como é que havemos de arranjar esse dinheiro, são subsidiados apenas com as nossas possibilidades». São as queixas com que todos os dias deparamos.
Nós lançámos um repto para a institucionalização de uma rede nacional de apoio aos idosos que integrasse a participação das autarquias, das IPSS, das misericórdias e de outras instituições de solidariedade social, mas os senhores recusaram essa proposta e fizeram sair um despacho conjunto, criando um programa, apenas gerido pela CNAPTI e pelas duas direcções-gerais, onde não deixam participar, nem as autarquias, nem as instituições de solidariedade social. Escolheram o distrito de Santarém - e não vou perguntar qual foi o critério dessa escolha - e dizem às instituições existentes no distrito «candidatem-se», sem lhes apresentar normas, sem lhes apresentar critérios, sem lhes apresentar sequer o modelo de candidatura. Pelas informações que tenho - e se isto não se vier a concretizar, serei o primeiro a pedir desculpa publicamente -, seleccionaram quatro instituições, por acaso, certamente, todas elas situadas em concelhos de presidência PSD. Certamente, por mero acaso, Sr. Deputado...
Isto não tem nada a ver com uma rede nacional de apoio aos idosos em suas casas!
Se o Sr. Deputado me merece muita estima e consideração, devo dizer-lhe, acerca desse tal programa, a que o senhor não se referiu, de alargamento de lugares em lares, que foi lançado ou, pelo menos, anunciado pelo então ministro Silva Peneda quando V. Ex.ª era secretário de Estado, que estive numa conferência de imprensa em Castelo Branco, onde um jornalista disse, em plena conferência - portanto, não fez segredo -, que o Sr. Vieira de Castro, então secretário de Estado, lhe tinha dito que o programa não avançava, não por culpa do Governo mas por culpa do Sr. Padre Maia, presidente da União da IPSS.

O Sr. Vieira de Castro (PSD): - É mentira!

O Orador: - E, nessa conferência de imprensa, eu disse que conhecia suficientemente bem o Sr. Deputado Vieira de Castro para não acreditar nisso. Veja a consideração que tenho por V. Ex.ª.
Porém, terá de reconhecer que o Governo tem desprezado completamente esta área e que tudo o que tem anunciado fica na gaveta.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: - O Sr. Deputado Vieira de Castro pediu a palavra para que efeito?

O Sr. Vieira de Castro (PSD): - Para defesa da consideração, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: - Uma vez que estamos no fim do debate, tem a palavra para o efeito.

O Sr. Vieira de Castro (PSD): - Sr. Presidente, Sr. Deputado Rui Cunha, gosto muito de debater com calor as minhas ideias, mas proeuro que tudo se passe de acordo com a educação que recebi. Contudo, «quem não se sente, não é filho de boa gente», e eu prezo-me disso Aquilo que o Sr. Deputado disse é mentira! Em quatro anos como membro do Governo, nunca me regi por critérios de carácter partidário nem de carácter pessoal.
Eu poderia confirmar tudo o que disse com dados objectivos, mas não quero gastar a paciência da Câmara. Assim, Sr. Deputado Rui Cunha, direi apenas que o que afirmou é rigorosamente mentira porque, além do mais, tenho uma grande estima pelo Sr. Padre José Maia, de quem sou um grande amigo, e penso que ele retribui a amizade que lhe dedico.

O Sr. Manuel dos Santos (PS): - Não foi nada disso que o Deputado Rui Cunha disse!

O Sr. Presidente: - Para dar explicações, tem a palavra o Sr. Deputado Rui Cunha.

O Sr. Rei Cunha (PS)- - Sr. Presidente, Sr. Deputado Vieira de Castro, certamente ouviu mal o que eu disse.
Na verdade, o que referi foi que um jornalista presente nessa conferência de imprensa afirmou que «o Secretário de Estado Vieira de Castro disse-me, ao telefone, que o programa não avançava por culpa exclusiva do Padre Maia». Então, em resposta àquele jornalista, eu retorqui: «Conheço suficientemente o Dr. Vieira de Castro para não acreditar nisso».

O Sr. Manuel dos Santos (PS). - Está a ver, Sr. Deputado Vieira de Castro?

O Orador: - Portanto, o Sr. Deputado não tem razão para desmentir as minhas palavras.

Vozes do PS: - Muito bem!

O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado João Granja da Fonseca.

O Sr. João Granja da Fonseca (PSD). - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Mais uma vez, vou falar nesta tribuna sobre uma cidade muito próxima de Lisboa que se chama Amadora.
Nas primeiras intervenções que fiz neste Plenário sobre a cidade da Amadora referi a sua história e lembro-me de ter dito que, no princípio do século, esta cidade, que na altura ainda era freguesia, apenas tinha 3000 habitantes. Hoje, tem cerca de 250 000 habitantes. Portanto, é uma das maiores cidades do nosso país, mais concretamente, a terceira maior.
Ao ler o Boletim Informativo da sessão de hoje, verifiquei que à mesma estão a assistir alguns alunos da Escola Secundária Fernando Namora da Brandoa. Assim, porque vou abordar alguns problemas relacionados com a Amadora, sinto-me particularmente feliz por esta coincidência.
Quando estava a preparar a matéria desta intervenção lembrei-me de algumas ideias que todos os partidos defendem neste momento, isto é, sobre as quais existe um determinado consenso. Refiro-me à criação dos círculos eleitorais uninominais. Penso que o objectivo fundamental desta ideia é o da ligação do eleito aos eleitores. E quero dizer aqui que esta ligação do eleito aos eleitores verifica-se de forma particularmente sensível na cidade da Amadora
A Amadora é uma cidade que tem cerca de 250 000 habitantes, mas estende-se por cerca de 2500 ha, sendo, portanto, bastante limitada a sua extensão. Nesta cidade onde circula tanta gente, é muito fácil, é muito natural conhecermo-nos todos uns aos outros, os que andamos nas ruas. Por isso, na minha qualidade de Deputado eleito pelo círculo de Lisboa e residen-

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