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31 DE MARÇO DE 1995 1971

rais levariam Portugal para a cauda da Europa e que me dissesse se é aí que o senhor quer colocar Portugal e os portugueses.

0 Sr. José Vera Jardim (PS): - É já aí que estamos!

0 Sr. Presidente: - Tem de terminar, Sr. Deputado.

0 Orador: - Vou terminar dizendo-lhe só mais uma coisa, já que não tenho tempo para mais.
0 Sr. Deputado disse e reafirmou que há uma diferença entre o PS e o PSD- é que o PS tem um homem que "sabe o que quer para o País".
Sr. Deputado, o PSD tem homens e mulheres que sabem aquilo que o País quer e isso é que é importante.

Aplausos do PSD.

0 Sr. Presidente: - Para responder, se assim o desejar, tem a palavra o Sr. Deputado António Guterres.

0 Sr. António Guterres (PS): - Sr. Presidente, Sr. Deputado, na sua intervenção disse que estava confuso e perplexo. Penso que isso não tem a ver com este debate mas sim com a situação do PSD- Algarve.

Vozes do PS: - Muito bem!

0 Sr António Vairinhos (PSD). - Vê-se mesmo que não têm mais nada para responder.

0 Sr. Presidente: - Para pedir esclarecimentos, tem a palavra a Sr.ª Deputada Conceição Castro Pereira.

A Sr.º Conceição Castro Pereira (PSD): - Sr. Presidente, Sr. Deputado António Guterres, a sua intervenção deu-me vontade de fazer algumas observações e uma ou duas perguntas.
Quero dizer-lhe, com toda a frontalidade, que o seu discurso entristeceu-me e assustou-me. Acho qua foi o discurso de um jovem que falou como um velho que se repete, mas com menor qualidade. Foram palavras de alguém que se considera dono da verdade e até mesmo profeta e, para mim, os profetas acabaram no Antigo Testamento.

Aplausos do PSD.

0 Sr. Mário Tomé (Indep.). - Não sei se o Cavaco foi embora ou se vocês o mandaram embora.

A Oradora: - Os meus colegas Carlos Pinto e António Vairinhos já falaram no célebre cartaz. Era essa a pergunta que queria fazer-lhe, mas como já aqui foi colocada não vou perder tempo com ela.
Já foi também aqui demonstrada a enorme diferença que separa o seu partido do meu: é que eu ando mesmo a querer saber o que é que o meu País deseja para tentar responder aos seus anseios, porque eu não sei muito bem o que eu quero para o meu País.
Sabe, Sr Deputado, é que eu não sou muito nova, já vivi muitos anos governada por homens que diziam saber o que queriam para o País e não gostei nada!

Aplausos do PSD.

Por isso, gostava de perguntar-lhe, Sr. Deputado: é assim que encara a governação do País? É com essa arrogância., que o senhor tantas vezes tem condenado nos outros, que pretende governar-nos?
Uma última questão, Sr Deputado 0 cartaz foi um terrível engano. Já demitiu o seu camarada que o elaborou?

Aplausos do PSD

0 Sr. Presidente: - Para responder, se assim o desejar, tem a palavra o Sr. Deputado António Guterres.

0 Sr. António Guterres (PS) - Sr. Presidente, Sr.ª Deputada Conceição Castro Pereira, o respeito que me merece leva-me a tomar a sério a sua afirmação de que a minha intervenção a entristeceu e a assustou.

A Sr 2 Rosa Albernaz (PS):- Ainda bem!

0 Orador: - Permita-me que faça unia interpretação diversa da sua tristeza e do seu susto.

0 Sr. Pacheco Pereira (PSD): - Já sei o que vai dizer.

0 Orador: - Porque sei que é unia pessoa de bem, que se preocupa com os problemas, compreendo que se entristeça quando se discute desemprego, pobreza e criminalidade.

Vozes do PS: - Muito bem!

0 Orador: - E porque sei que é unia pessoa que tem lucidez para constatar que o partido a que pertence e o Governo que dele dimanou não têm respostas para esses problemas, compreendo que esteja assustada.
Finalmente, em matéria de lições de moral sobre frases, sempre quero dizer-lhe, para terminar, que não fui eu quem disse "Nunca me engano e raramente tenho dúvidas."

Aplausos do PS.

0 Sr. Presidente: - Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado Costa Andrade.

0 Sr. Costa Andrade (PSD): - Sr Presidente, Sr. Deputado António Guterres, o tema "crime" mereceu um tratamento privilegiado na intervenção de V. Ex.ª. Começou por dedicar-lhe algum relevo na primeira parte, que poderíamos considerar a de diagnostico da situação, e mereceu-lhe, depois, uni novo tratamento na parte final, na parte conclusiva ou propositiva
A propósito do crime de arresto o Sr. Deputado citou números, o que não fez a propósito de qualquer outra questão. Mencionou números que tinham acabado de chegar, segundo os quais havia um aumento de 13 % no crime oficialmente conhecido pelas instâncias formais de controlo, um dado que, só por si, não é explicativo e cuja fecundidade é nula se não projectarmos esse dado sobre a chamada criminalidade real Na verdade, há unia diferença substancial entre a criminal idade conhecida e a criminalidade real, já que a criminalidade conhecida pode aumentar porque aumentou a eficácia das instâncias de controlo ou porque aumentou a confiança dos cidadãos e denunciaram mais crimes ou porque aumentou a criminalidade real.
De resto, esta discussão já aqui foi travada há cerca de três ou quatro semanas e se alguma coisa sobrou como líquido foi o non liquat quanto a todos estes tópicos. Portanto, eu não voltaria aqui se não me tivesse confrontado

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