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1710 I SÉRIE - NÚMERO 54

Foram observados os preceitos regimentais e legais aplicáveis.
Finalmente a Comissão entende proferir o seguinte parecer: A substituição em causa é de admitir, uma vez que se encontram verificados os requisitos legais.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, está em apreciação.
Não havendo inscrições, vamos votar o parecer.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade, registando-se a ausência de Os Verdes.

Srs. Deputados, a Mesa tomou a iniciativa de apresentar dois votos de pesar, interpretando o sentimento de todos os grupos parlamentares.
O voto n.º 23/VII - De pesar pelo falecimento do Engenheiro Alfredo Nobre da Costa, é do seguinte teor.
Morreu Alfredo Nobre da Costa.
Personalidade de grande relevo na construção do Estado democrático, foi técnico ilustre, Secretário de Estado, Ministro e Primeiro-Ministro. Na última década foi membro do Conselho de Estado e retomou, com o brilho de sempre, o seu papel de empresário técnico.
A Assembleia da República curva-se reverentemente perante a sua memória é endereça à família enlutada os mais sentidos pêsames.

Tem a palavra ao Sr. Deputado Joel Hasse Ferreira.

O Sr. Joel Hasse Ferreira (PS): - Sr. Presidente e Srs. Deputados, o Engenheiro Nobre da Costa foi um grande profissional, um gestor fora de série, muito respeitado pelo desempenho da sua actividade profissional, tendo dado, também, a sua colaboração política à construção do Estado democrático. Foi Conselheiro de Estado durante alguns anos e não se escusou a intervir, por várias vezes, nas querelas que conduziram às eleições presidenciais. Nunca interpretou a actuação política no quadro partidário, como muitos de nós, nem se escusou a desempenhar funções governativas, em vários governos, tendo mesmo sido chefe de governo.
O Engenheiro Nobre da Costa foi um homem de carácter, de bom trato e, como disse, um profissional excepcional que sempre interpretou a participação política como uma comissão de serviço.
Perante este homem, de grande seriedade, competência e rigor, curvamo-nos hoje, respeitosamente, em sua memória.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Álvaro Barreto.

O Sr. Álvaro Barreto (PSD): - Sr. Presidente, é com comoção que assistimos à morte de Alfredo Nobre da Costa, de quem fui grande amigo pessoal, e que me deu a grande honra de também ser meu amigo.
Conheci-o muito bem nas suas diversas facetas.
Em primeiro lugar, como homem. Homem sério, íntegro, competente e, acima de tudo, com uma grande qualidade: a de ser grande amigo dos seus amigos.
Em segundo lugar, como empresário, onde teve uma carreira excepcional. Como jovem engenheiro, esteve ligado ao lançamento do projecto da siderurgia nacional em Portugal, que foi, na altura, um dos maiores projectos industriais feitos no País; mais tarde, foi o fundador da empresa de consultadoria Lusotécnica, no momento em que não havia empresas de consultadoria em Portugal, empresa que é ainda hoje das mais prestigiadas do nosso país; e, finalmente, esteve associado à criação da EFACEC, onde também teve um papel preponderante no lançamento de uma indústria de ponta em Portugal.
Para além disso, na sua vida política, foi Secretário de Estado, Ministro, Primeiro-Ministro e, mais tarde, Conselheiro de Estado. Também aí revelou as suas excepcionais qualidades.
É, portanto, uma obrigação de amigo e de grande admirador associar-me, comovidamente, à proposta de V. Ex.ª, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Nuno Abecasis.

O Sr. Nuno Abecasis (CDS-PP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: O Engenheiro Alfredo Nobre da Costa era um grande cidadão e um grande senhor. Foi-o em todas as manifestações da sua vida: como homem, como amigo, como desportista, como técnico, como político. E teve a rara arte de atravessar a vida sem nunca se aproveitar dela, entregando sempre, quer nas suas funções ligadas ao Estado, quer nas suas funções privadas, alguma coisa de muito mais valor do que o que pedia, que era ciada.
Tive o prazer de, na minha vida profissional, trabalhar com ele, por diversas vezes, em grandes projectos em que ambos estivemos envolvidos. Pude, por isso, apreciar a sua competência, a forma firme, mas sempre bem disposta, com que orientava ou participava em reuniões técnicas. Também tive o privilégio de com ele conviver quando ocupou lugares da maior importância no Ministério da Indústria.
Em todas essas facetas, apreciei no Engenheiro Nobre da Costa o amigo que era e, repito, o grande senhor que soube ser nesta vida. Morreu como tal: discretamente como viveu discretamente. E o brilho que teve na vida como na morte é o brilho próprio das grandes virtudes e qualidades que o caracterizavam: nada que se impõe; mas alguma coisa que se recebe como uma dádiva dos grandes homens.
Por isso, Sr. Presidente, em nome da minha bancada, presto também esta homenagem de consideração, de saudade e de amizade ao Engenheiro Alfredo Nobre da Costa.

O Sr. Manuel Monteiro (CDS-PP): - Muito bem!

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Octávio Teixeira.

O Sr. Octávio Teixeira (PCP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Também em nome da bancada do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, nos queríamos associar ao voto de pesar pelo falecimento do Engenheiro Alfredo Nobre da Costa.
Recordamos o Engenheiro Nobre da Costa pela sua participação na vida cívica e política do País depois do 25 de Abril, mas recordamo-lo fundamentalmente como um dos mais competentes gestores de empresa de que Portugal já dispôs.
Neste sentido, repito, associamo-nos ao voto de pesar e endereçamos também condolências à sua família.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, vamos proceder à votação do voto de pesar sobre o qual acabam de se pronunciar.

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