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314 I SÉRIE —NÚMERO 9

naturalmente existentes num projecto desta natureza, parece-nos que a vantagem que referi constitui uma boa qualidade que, aliada ao facto, para mim importante, de se tratar de uma mulher que afirma não desistir facilmente das coisas, é uma antecipação do que verdadeiramente desejamos para este projecto que funcione bem, que resulte, que seja um sucesso E quando digo «sucesso» não é para se «cortar fitas», mas, sim, um sucesso para a cidade e para as gentes do Porto e da região, que merecem que o projecto Porto 2001 atinja, nas suas múltiplas vertentes, os objectivos que se propôs

O Sr. Presidente- — O Sr. Deputado Manuel dos Santos pediu a palavra para uma interpelação à Mesa Faca favor

O Sr Manuel dos Santos (PS) —Sr Presidente, é para esclarecer um aspecto
É que há uma enormíssima confusão por parte dos Srs. Deputados Montalvão Machado e Manuel Queiró
Na verdade, ambos se referem ao facto de — e apontaram-no como razão para não votarem favoravelmente este voto de saudação —, no texto deste voto, o Governo estar associado à escolha da Dra Teresa Lago, mas não é isso que está escrito. O que está expresso é o esforço meritório do Governo no sentido de ter conseguido a escolha da cidade do Porto para Capital Europeia da Cultura em 2001 Portanto, há aqui uma grande confusão

Protestos do PSD e do CDS-PP

Entendam-se e votem de acordo com a verdadeira intenção do que está expresso no texto ou, pelo menos, aprendam a ler o que está escrito nos votos

Protestos do PSD e do CDS-PP.

O Sr Presidente — Tem a palavra o Sr Deputado Manuel Queiró, igualmente para uma interpelação à Mesa

O Sr Manuel Queiró (CDS-PP): — Sr. Presidente, é para dizer duas coisas
Em primeiro lugar, não se trata de um voto de saudação dessa escolha porque a mesma já ocorreu há dois anos Portanto, penso que está a misturar duas escolhas, pelo que a confusão é gerada pela sua própria bancada

O Sr Manuel dos Santos (PS) — Leia o que está lá escrito!

O Orador —Em segundo lugar, quero dizer-lhe. .

O Sr Presidente — Sr Deputado, desculpe, mas ao usar da palavra sob a figura da interpelação à Mesa é a esta última que tem de dirigir-se.

O Orador — Muito bem, Sr. Presidente Essa fórmula será respeitada
Continuando, queria, pois, dizer à Mesa que o Sr Deputado Manuel dos Santos interpretou abusivamente a nossa intervenção como sendo a declaração de um sentido de voto
Assim, quero dizer à Câmara e à Mesa que, hoje, a nossa atitude fundamental continua a ser mesma Não nos negaremos a tomar nenhuma atitude que vá a favor da esperança que é preciso manter em relação ao projecto
Estranhámos este voto e pedimos que a sua formulação fosse diferente, pois entendemos que o que é preciso é desejar felicidades à Drª Teresa Lago, mas, apesar do seu texto ser tão confuso, não vamos votar contra ele.

O Sr Manuel dos Santos (PS) —É assim tão difícil admitir que leu mal?

O Sr. Presidente —Tem a palavra o Sr Deputado João Amaral, também para uma interpelação à Mesa

O Sr. João Amaral (PCP). — Sr. Presidente, interpelo a Mesa porque, há pouco, na minha intervenção, não assinalei um aspecto muito simples
Creio que a Prof Drª Teresa Lago bem teria merecido que o Partido Socialista se tivesse abstido neste «contrabando» de louvor ao Governo

O Sr Luís Marques Guedes (PSD) — Muito bem! Aplausos do Deputado do CDS-PP, Narana Coissoró.

O Orador — Mas, apesar do «contrabando», nós somos capazes de ir à questão essencial, que é a Profa Teresa Lago

Vozes do PS — Muito bem!

O Sr Presidente —Tem a palavra o Sr Deputado Francisco Louçã

O Sr Francisco Louçã (BE) —Muito obrigado, Sr Presidente.
Este debate tem um paradoxo E creio que, em certa medida, esse paradoxo se deve à introdução, ontem à tarde, de um precedente metodológico extraordinário por parte das bancadas do PP e do PSD- porventura, não será um precedente em relação a outras legislaturas mas, seguramente, é-o em relação a esta —, que foi o de se apresentar um voto de louvor sobre alguém que terminou, ou quis terminar, uma função sem que, em devido tempo, tivesse sido exercido o direito da discussão e do balanço sobre a mesma Infelizmente, em minha opinião, o Partido Socialista responde agora com um outro facto imprecedente, que é o de apresentar um voto de louvor sobre alguém antes mesmo de a sua função começar a ser executada
Creio que isto é paradoxal, sobretudo porque, hoje, apesar da escassez do tempo, atrevemo-nos a entrar no debate de fundo, no debate de mento, sobre a questão das responsabihdades e do futuro da Porto — Capital Europeia da Cultura 2001
Pergunto-me até onde nos levará o método de multiplicar relambórios de saudações ou de votos de saudação, um atrás de outro.
Deveríamos nós ter votado um voto de saudação na altura em que o Dr. Vitorino foi nomeado Presidente da Assembleia Geral do Banco Santander? Ou deveríamos ter votado um voto de saudação quando ele iniciou o exercício do seu mandato como comissário europeu? Ou quando votou como votou a propósito do caso Santander-Champalimaud? Naturalmente que não! Dir-me-ão «aqui há uma mistura entre funções públicas e privadas!» Claro que há!