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4481 | I Série - Número 107 | 03 de Abril de 2003

 

Unidos e o Reino Unido dizimam voluntariamente populações", o senhor está a dizer uma mentira,…

Vozes do CDS-PP: - Muito bem!

O Orador: - … que, até hoje, só tínhamos ouvido ao Ministro da Informação iraquiano ou a Ali Hassan al-Majid, o Ali "o Químico".

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): - E mesmo assim de uma forma mais honesta!

O Orador: - Só a eles, a mais ninguém! Nem a Al-Jazeera, nem televisão nenhuma do mundo diz isso! Só ouvi isto a duas ou a três pessoas até hoje: aos responsáveis do regime iraquiano e ao Sr. Deputado João Teixeira Lopes.

Vozes do CDS-PP e do PSD: - Muito bem!

O Orador: - Porque mais ninguém no mundo acredita que os Estados Unidos e o Reino Unido estejam, nesta batalha que travam, voluntariamente a dizimar populações.

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): - Muito bem!

O Orador: - É evidente que há situações lamentáveis. A morte de civis é lamentável, ainda que, como se sabe - o que também é lamentável -, na sua origem esteja o apelo a comandos suicidas e todo o nervosismo que isso gerou.
Portanto, quando o senhor diz "o pano caiu", é verdade que caiu. Mas esse era o "pano" debaixo do qual os senhores se escondiam, o pano do tal suposto pacifismo.

Vozes do CDS-PP e do PSD: - Muito bem!

O Orador: - Esse é que caiu!

O Sr. Presidente (Narana Coissoró): - Tem de terminar, Sr. Deputado, pois já se esgotou o tempo regimental.

O Orador: - Vou terminar, Sr. Presidente, repetindo que foi esse o "pano" que caiu.
Disse o Sr. Deputado que o Sr. Ministro da Defesa Nacional brinca com a vossa inteligência. Eu acredito que seja possível brincar com a vossa inteligência, mas, em qualquer caso, devo dizer-lhe que Portugal referiu que graduaria a sua posição em função da existência, ou não, de um aval das Nações Unidas. E V. Ex.ª sabe, e por isso mentiu mais uma vez, que isto foi dito no dia 23 de Janeiro, naquela tribuna e pela voz do Sr. Primeiro-Ministro. Os senhores sabem que isto é verdade desde o princípio e, portanto, mais uma vez, o Sr. Deputado está, pura e simplesmente, a faltar à verdade, a dizer uma mentira.

Aplausos do CDS-PP e do PSD.

O Sr. Presidente (Narana Coissoró): - Para responder, embora não tivesse havido qualquer pergunta, tem a palavra o Sr. Deputado João Teixeira Lopes.

O Sr. João Teixeira Lopes (BE): - De facto não houve perguntas, Sr. Presidente, mas, sim, um conjunto de verdades feitas por parte do Sr. Deputado Telmo Correia, que, mais uma vez, nos veio trazer aqui o seu radicalismo, aliás bem traduzido nas acusações que faz, tais como "o senhor mentiu, o senhor mentiu".
Sr. Deputado Telmo Correia, o seu radicalismo é tal que o cega ao ponto de chamar mentirosos aos que difundem estas informações, a CNN e a Reuters. Eu citei fontes da CNN e da Reuters. A CNN afirmou o uso de napalm; a Reuters noticiou hoje,…

Protestos do Deputado do CDS-PP Telmo Correia.

… por parte dos americanos…

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): - Dizimam as populações voluntariamente?!

O Orador: - O senhor, com certeza, é muito selectivo nas fontes de informação que utiliza, eu não sou; eu utilizo todas as fontes de informação.
O que eu gostava de dizer-lhe, Sr. Deputado Telmo Correia, é que a sua dicotomia redutora é, de facto, um insulto, não a nós mas, sim, à inteligência dos portugueses. Foi a isto que me referi.
Quando o Sr. Ministro da Defesa Nacional diz que não envia tropas, porque não há uma segunda resolução, e o Governo diz, aqui, anteriormente, que "não vamos ser neutrais, estaremos, em qualquer circunstância, com os Estados Unidos", é, de facto, um insulto à inteligência dos portugueses.

Vozes do CDS-PP: - Não é!

O Orador: - E, permita-me que lhe diga que o Sr. Deputado já ouviu aqui, várias vezes, contestarmos, de forma muito viva, o regime de Saddam Hussein. Várias vezes! Aliás, já dissemos que quem armou o governo de Saddam Hussein não fomos nós,…

Vozes do CDS-PP: - Foram os russos!

O Orador: - … foram governos portugueses onde esteve presente o Sr. Primeiro-Ministro!
Por conseguinte, Sr. Deputado Telmo Correia, é bom que renove os seus argumentos, porque o povo português e a opinião pública internacional já não acreditam nessas dicotomias.
No que diz respeito aos prisioneiros de guerra, lembro-lhe ainda que essa deplorável mostra dos prisioneiros de guerra, que nós vivamente condenamos, tem também o seu equivalente nos Estados Unidos da América. Por parte dos Estados Unidos e das forças que o senhor diz aliadas - e é curioso dizer "aliadas", porque há três ou quatro países a participarem militarmente na coligação (nós não estamos, que eu saiba, ou, melhor, não se sabe se estamos, pois há uma espécie de esquizofrenia do Governo português nesta matéria) -,…

O Sr. Luís Fazenda (BE): - Muito bem!