O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

2285 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004

 

instalação e o funcionamento da Agência custam dinheiro, porque emprega gente para levar por diante as suas funções. Mas o Governo continua a dar prioridade aos números para entregar em Bruxelas e a negligenciar as necessidades das pessoas que esperam que o Governo resolva problemas que não podem esperar por qualquer equilíbrio de contas públicas ou regularização do défice, porque são por demais urgentes.
A inércia do Estado é revoltante, quando os portugueses não conseguem acreditar nos sistemas de controlo e de fiscalização alimentar deste país.
Tem sido até curioso ver o comportamento dos sucessivos responsáveis governamentais perante algumas das crises alimentares que nos têm assolado.
Perante o problema da BSE, vimos um ministro determinado a comer mioleira de vaca. Os portugueses, esses, quando se aperceberam do problema que lhes bateu à porta, desejaram boa saúde ao então Ministro e desistiram em grande escala de comer carne de vaca.
Perante o problema das aves com nitrofuranos, tivemos um ministro a garantir-nos que comia carne de aves em casa. Os portugueses, esses, decidiram fazer um intervalo no consumo de carne de aves até ter mais alguma segurança em relação ao problema que lhes bateu à porta.
Agora, com a scrapie nas ovelhas, os primeiros testes deram resultado positivo em Outubro passado, mas só agora se veio a saber.
Os governantes têm como primeira reacção esconder os problemas e todos nos lembramos da forma tardia como a questão das aves com nitrofuranos foi conhecida pela opinião pública, a forma como o Governo se recusa a informar os portugueses da origem dessas carnes, prejudicando a generalidade dos produtores em Portugal. Depois, asseguram sempre que os produtos são de qualidade.
Ao contrário, os portugueses, assim que sabem dos problemas, aplicam automaticamente, por iniciativa e desejo próprios, o princípio da precaução, no sentido de garantir a sua segurança e a sua saúde. E são enganados quando não são informados.
Sr. Presidente, Srs. Deputados: Os peritos europeus continuarão a vir a Portugal e a detectar um conjunto de situações verdadeiramente preocupantes. Os portugueses continuarão a duvidar daquilo que põem à sua mesa e continuarão a não ter confiança sobre os produtos alimentares que compram. E não estamos a aqui a falar de quaisquer produtos supérfluos, que tanto faz comer como não, mas de produtos essenciais.
Os escândalos alimentares continuarão a bater à nossa porta. Isto tudo tenderá a manter-se e a agravar-se enquanto o Governo não determinar, como uma prioridade neste país, a implementação de mecanismos que consigam, com eficácia, fazer o controlo dos alimentos produzidos e comercializados, as devidas análises de risco e uma fiscalização séria.
Informo desde já, Srs. Deputados, que nós, Os Verdes, empenhados em contribuir para a resolução dos problemas que resultam da insegurança alimentar, porque consideramos que esta deve ser assumida como uma prioridade de intervenção da Assembleia da República, promoveremos neste trimestre uma audição pública parlamentar sobre a qualidade alimentar.

Vozes de Os Verdes: - Muito bem!

O Sr. Presidente: - Para uma declaração política, tem a palavra o Sr. Deputado Luís Fazenda.

O Sr. Luís Fazenda (BE): - Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: No dia 29 de Junho de 2002, foi discutida nesta Assembleia uma proposta de autorização legislativa que visava alterar a lei de entrada e permanência de estrangeiros.
Um ano e meio depois, após longos meses de negociações intragovernamentais, é-nos apresentada uma antecipação da regulamentação que não poderia ser mais decepcionante. O que se antecipa é um quadro regulamentar que ignora os apelos à generosidade feitos pelo Sr. Presidente da República. O que se antecipa é um quadro regulamentar insensível aos apelos de amplos sectores sociais, desde sindicatos, organizações de imigrantes, associações de direitos humanos, organizações anti-racistas, figuras públicas e sectores da Igreja Católica.
Dos tumultuosos caminhos da negociação entre os dois partidos da maioria, entre o propõe e o contrapõe, entre o humanismo de fachada e o falso rigor, o resultado é pouco mais do que já estava,…

O Sr. João Teixeira Lopes (BE): - Muito bem!

O Orador: - … apenas mais e mais burocratizado. Não nos iludamos, era difícil introduzir no quadro legislativo, publicado em Fevereiro do ano passado, qualquer retoque de humanidade, o proclamado esforço de adocicar a regulamentação é, pura e simplesmente, uma fraude.

Páginas Relacionadas
Página 2325:
2325 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   O Governo fica assim ca
Pág.Página 2325
Página 2326:
2326 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   instituição, o qual foi
Pág.Página 2326
Página 2327:
2327 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   decisivas. Isto não só
Pág.Página 2327
Página 2328:
2328 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   O Sr. Lino de Carvalho
Pág.Página 2328
Página 2329:
2329 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   O Sr. Bessa Guerra (PSD
Pág.Página 2329
Página 2330:
2330 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   nesta matéria - e convi
Pág.Página 2330
Página 2331:
2331 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   Lançamos um apelo: faça
Pág.Página 2331
Página 2332:
2332 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   Prevê o fornecimento pe
Pág.Página 2332
Página 2333:
2333 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   Douro, e não libertaram
Pág.Página 2333
Página 2334:
2334 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   que de extrema-unção, a
Pág.Página 2334
Página 2335:
2335 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   relações entre o ex-IVP
Pág.Página 2335
Página 2336:
2336 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   O Orador: - Devo dizer-
Pág.Página 2336
Página 2337:
2337 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   O Sr. Ascenso Simões (P
Pág.Página 2337
Página 2338:
2338 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   A Sr.ª Isménia Franco (
Pág.Página 2338
Página 2339:
2339 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   A Sr.ª Presidente (Leon
Pág.Página 2339
Página 2340:
2340 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   Vozes do PCP e do PS: -
Pág.Página 2340
Página 2341:
2341 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   última. Repito, não
Pág.Página 2341
Página 2342:
2342 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   Vozes do PCP: - É evide
Pág.Página 2342
Página 2343:
2343 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   que eu e a minha bancad
Pág.Página 2343
Página 2344:
2344 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   O Sr. Melchior Moreira
Pág.Página 2344
Página 2345:
2345 | I Série - Número 041 | 22 de Janeiro de 2004   O Sr. Ascenso Simões (P
Pág.Página 2345