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3941 | I Série - Número 072 | 02 de Abril de 2004

 

Vozes do PSD: - Muito bem!

A Oradora: - Gostaria também de dizer uma palavra a propósito de Timor. Foi aqui sugerido que seguíssemos o mesmo método, mas há aqui uma questão fundamental, Sr. Deputado Luís Fazenda. Não podemos comparar a questão de Timor com esta, porque no caso de Timor tínhamos do outro lado um Estado e um propósito político. Com quem é que nos sentávamos à mesa, neste caso, Sr. Deputado? O que é que iríamos negociar? Iríamos negociar a destruição das nossas sociedades ocidentais?

Vozes do PSD e do CDS-PP: - Muito bem!

A Oradora: - Porque é disso que se trata, Sr. Deputado! O que está aqui em causa não é o choque das civilizações. Não é nada disso que se trata! Essa é justamente a conclusão a que os terroristas querem que cheguemos.

Protestos do Deputado do BE Luís Fazenda.

Os terroristas não propõem coisa nenhuma. Por isso não há civilização nenhuma em confronto com a civilização ocidental. O que se pretende é apenas impor à bomba uma sociedade em que eu, por ser mulher, não possa falar livremente como o faço nesta Casa.

O Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares: - Muito bem!

A Oradora: - Sr. Deputado, não há qualquer confronto de civilizações. Do lado de lá não temos civilização nenhuma! Eles apenas aceitam a minha morte, a morte das sociedades livres e a morte de instituições como esta em que estamos, em que a liberdade é o valor mais alto.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, encerrado o debate da interpelação n.º 11/IX, sobre política externa, suscitado pelo Bloco de Esquerda, vamos passar de imediato ao período regimental de votações.
Chamo, desde já, a atenção dos Srs. Deputados para o facto de que teremos de fazer uma votação por processo electrónico a propósito de um dos artigos de uma das leis que vai ser hoje votada em votação global.
Srs. Deputados, vamos, antes de mais, proceder à verificação do quórum, utilizando o cartão electrónico.
Srs. Deputados, o quadro electrónico regista 155 presenças, pelo que temos quórum para proceder às votações.
Vamos começar pelo voto n.º 145/IX - De congratulação pelo sucesso da Selecção Portuguesa de Râguebi no Torneio Europeu, apresentado pelo PS.
Para apresentar o voto, tem a palavra o Sr. Deputado Manuel Alegre.

O Sr. Manuel Alegre (PS): - Sr. Presidente e Srs. Deputados, apresentámos este voto porque, embora as nossas atenções estejam concentradas no EURO 2004 e embora eu próprio seja um adepto do futebol, há mais mundo para além do futebol e há mais desporto para além do futebol.
Há outras modalidades desportivas que têm dado grandes vitórias a Portugal, como recentemente sucedeu nos campeonatos do mundo de atletismo com uma medalha de outro e uma medalha de prata. Apesar disso, como disse o Prof. Moniz Pereira, temos uma pista que custou centenas de milhares de contos, mas não há sítio coberto para a colocar.
Agora, esta vitória da Selecção Portuguesa de Râguebi constitui um dos maiores feitos de sempre do desporto português.
O râguebi é uma das modalidades desportivas de maior projecção mundial. Portugal era um parente pobre. Foi feita pelo novo seleccionador Tomás Morais uma verdadeira renovação e revelação no râguebi e, com esta vitória no Torneio Europeu das Nações, Portugal passa a ocupar um lugar de destaque e a ser uma das equipas cimeiras do râguebi europeu.
Isto tem tanto mais significado quanto é certo que a prática desportiva amadora implica grandes sacrifícios. Houve jogadores da Selecção Portuguesa de Râguebi que conquistaram este triunfo que, conforme entrevistas públicas, puseram em risco as suas profissões e a sua estabilidade profissional para poderem participar nos treinos e nos próprios jogos.
Esperamos que este triunfo contribua para o desenvolvimento do espírito do desporto amador, que

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