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5124 | I Série - Número 093 | 28 de Maio de 2004

 

sobre tudo isto o Sr. Deputado falou, de modo insultuoso, numa "qualquer comissão", que não entende, porque não entende verdadeiramente que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, numa perspectiva de modernidade, que é indissociável de uma perspectiva de defesa dos direitos humanos, implica a capacidade, a inteligência de saber aplicar esses conhecimentos e essa transformação científica e técnica em benefício das pessoas, ou seja, acautelando os riscos que possam existir para a saúde humana, para o direito de escolha dos cidadãos e para a defesa do meio ambiente.
O Sr. Deputado não percebe isto e por isso só posso concluir que não faz parte deste tempo e seguramente não faz parte do futuro!

Vozes de Os Verdes e do PCP: - Muito bem!

O Sr. Presidente (Manuel Alegre): - Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado António Nazaré Pereira.

O Sr. António Nazaré Pereira (PSD): - Sr. Presidente, permita-me, antes de mais, referir que, a haver, da parte do Sr. Presidente, alguma objecção aos termos que utilizei na minha intervenção, terei muito gosto em entregar a intervenção ao Sr. Presidente e à bancada do Partido Ecologista Os Verdes, que, pelos vistos, não percebeu o que eu disse.
Percebo, até pelos termos em que foi feita a interpelação, que Os Verdes sabem muito bem do que é que estão a falar quando fizeram a interpretação que fizeram, porque foram exactamente esses os termos que utilizaram, ou seja, "ignorância" e "má-fé". Mas, Sr. Presidente, pela nossa parte, não nos ofende quem quer…

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Sr. Deputado Luís Carito, permita-me dizer-lhe que a sua pergunta, que me merece muita atenção, revela uma contradição: não é compatível a criação de mais uma qualquer comissão quando existem no Estado estruturas capazes de dar resposta adequada e em tempo certo exactamente àquilo que exige uma resposta adequada e em tempo certo.

Vozes do PS: - Quais?!

O Orador: - Lembro, como o fiz na minha intervenção, que há prazos a cumprir e que o não cumprimento dos mesmos corresponde à aceitação tácita e lembro ainda que a viabilização, nesta Assembleia, de um órgão consultivo que retiraria competências a outros órgãos da administração é só uma forma de tornar Portugal mais "bioinseguro", ou seja, retirava-se exactamente aquela característica que a vossa bancada reconheceu existir em Portugal ao dizer que "é o país com maior nível de biossegurança na Europa".
Portanto, Sr. Deputado, a vossa intenção não é senão benévola, mas, permita-me dizer-lhe com toda a consideração, não tem em conta a realidade.
Sr.ª Deputada Isabel Castro, compreendo os seus termos porque já estou habituado a que os utilize quando não tem razão. Aliás, ainda há poucos dias, aqui, nesta Assembleia, foi revelado, e dito com toda a certeza para outros acontecimentos, que quem reage com irritação e com os termos que a Sr.ª Deputada utilizou é exactamente quem não tem razão!!

Protestos do PCP.

As questões que coloca revelam elas próprias a insegurança da sua iniciativa. E, Sr.ª Deputada, apresentar o mesmo projecto de lei, sem ter tido em atenção as observações que aqui foram feitas em Junho do ano passado corresponde exactamente a um autismo político, que em nada a dignifica nem ao Partido Ecologista Os Verdes.
A Sr.ª Deputada pretende questionar os meus conhecimentos quando me atribui os apelativos de ignorante. Mas, permita-me que lhe diga, conheço suficientemente bem as áreas de que estou a falar para que, em termos de resposta, nem sequer aqui lhe reconheça o mínimo de competência técnica (competência política tem-na porque é Deputada eleita pelos portugueses, como eu a tenho, tendo sido eleito pelos portugueses) para me avaliar!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

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