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5841 | I Série - Número 107 | 29 de Julho de 2004

 

portuguesas e com os portugueses que acreditaram que tínhamos o direito de pôr agora em prática, e foi-nos dada essa oportunidade democrática, a segunda parte do nosso Programa. Na primeira parte, tivemos austeridade, exigida pela situação do País e pelos compromissos internacionais; na segunda parte, teremos crescimento sustentado, um empenho especial na justiça social e uma atenção particular aos que menos têm, aos que mais sofrem e aos que mais precisam.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Por isso mesmo, quero aqui, mais uma vez, publicamente, no Parlamento, como Primeiro-Ministro deste novo Governo, expressar, aos Srs. Deputados da maioria que exerceram funções no Governo anterior, o reconhecimento que lhes é devido. Ontem, aqui, no âmbito do normal debate democrático, alguns foram alvo de críticas, não tendo podido responder a essas críticas. Quero dizer-lhes que sou solidário com a vossa governação, que sou solidário com as opções que tomaram. Nenhuma governação é perfeita. A obra humana tem decisões certas…

O Sr. José Magalhães (PS): - E tem asneiras!

O Orador: - … e algumas que, naturalmente, conseguem ser apontadas como erros. Mas, Sr. Deputado José Magalhães, não se agite já, porque o que é importante na obra humana é saber o que pesa mais. E a grande diferença, entre nós, é esta: o vosso Governo errou muito mais do que acertou;…

O Sr. José Magalhães (PS): - Não é verdade!

O Orador: - … os nossos Governos acertam muitíssimo mais do que erram. É esta a diferença fundamental entre nós!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O vosso problema é exactamente o de pensarem ou de, às vezes, tentarem dar a ideia de que a política não é feita por seres humanos. Essa dimensão humana da política, a autenticidade, é aquilo que o povo espera de nós.

O Sr. José Magalhães (PS): - Veja o teste de Junho!

O Orador: - Ouço todos os comentários, leio todos os artigos, ouço todas as opiniões, aqui, na sede própria da democracia, que é o Parlamento, registo todas as críticas. Graças a Deus, tenho boa memória e, portanto, não me esquecerei de nenhuma das palavras que as Sr.as e os Srs. Deputados aqui disseram hoje; como não me esqueci de muitas que disseram em 2 de Dezembro de 1979, quando Sá Carneiro ganhou as primeiras eleições; ou em 1980, quando as ganhou de novo; ou em Outubro de 1985, quando eu andava por esse País fora, com poucos mais, a acompanhar Cavaco Silva, e em que os senhores, com alguma soberba e arrogância, perguntavam quem era esse Professor, dizendo que era um cidadão português como os outros e que não sabiam bem o que era, ao que não respondo nem faço qualquer comentário político.
É esta forma de estar na política e na vida que nós não temos! Mesmo que as senhoras e os senhores, no próximo congresso do vosso partido, apareçam com um líder de surpresa, de que nunca ninguém tenha ouvido falar em termos de vida política, terá o mesmo respeito e consideração da nossa parte, porque é assim a nossa maneira de ser.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Ouvi as vossas opiniões, e registei-as, bem como as de outros, fora do Parlamento, mas a opinião que me preocupa é a do povo português. As senhoras e os senhores já várias vezes tentaram chegar à conclusão de que, por vós, sozinhos, conseguiam impedir que o povo fizesse a escolha que as senhoras e os senhores menos gostam, mas devo dizer-vos que tenho a honra de pensar que, nas funções que exerci - e espero que todos possam reivindicar o mesmo -, se voltasse a disputar eleições ou voltasse a essas funções, teria o apoio, e o apoio esmagador, daqueles para quem trabalhei. Oxalá todas as Sr.as e Srs. Deputados pudessem dizer o mesmo!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

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