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2798 | I Série - Número 060 | 11 de Novembro de 2005

 

Ainda relacionada com a economia real, refiro-lhe a taxa de desemprego. No primeiro trimestre, ainda a maioria PSD/CDS era governo, a taxa de desemprego era a maior dos últimos anos, atingindo 7,5%.

O Sr. Miguel Frasquilho (PSD): - São dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional?!

O Orador: - Não, não, Sr. Deputado. São dados do INE.
No segundo trimestre, sabe o Sr. Deputado que essa taxa desceu para 7,2%. Este é que é o andamento da economia real portuguesa.

O Sr. Bernardino Soares (PCP): - E para o ano de quanto será?!

O Orador: - Vamos ver como será para o ano, Sr. Deputado. Pela vossa vontade, seria muito maior, mas podem ser surpreendidos com a descida.

O Sr. Bernardino Soares (PCP): - Veja lá o que vai dizer!

O Orador: - Entre a vossa vontade e o andamento da economia, as coisas são profundamente diferentes. A vossa vontade já é, por nós, conhecida há muito tempo.
Uma outra questão, para terminar, à qual penso que o Sr. Deputado responderá rapidamente. O Sr. Deputado está contra o facto de o pagamento por conta das grandes empresas passar de 40 000 euros para 70 000 euros? O Sr. Deputado poderá esclarecer a opinião pública e os portugueses, dizendo se é verdade ou mentira que se as empresas tiverem resultados negativos não pagam e este pagamento por conta é, depois, deduzido, acertado?

O Sr. Miguel Frasquilho (PSD): - Daí a quantos anos?!

O Orador: - Então, entende que, sempre que o PSD é governo, a carga fiscal aumenta…

O Sr. António Pires de Lima (CDS-PP): - Não é verdade! Diminuiu!

O Orador: - … sobre aqueles que têm menores rendimentos, pelos vistos, e desta vez está contra o facto de os que têm melhores rendimentos pagarem impostos, assim como também está contra a taxa de 42%, que penaliza, de facto, os grandes rendimentos.
Ó Sr. Deputado, de facto, há duas filosofias políticas profundamente diferentes entre o Partido Socialista e o PSD, e ainda bem que é assim.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: - Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado Diogo Feio.

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): - Sr. Presidente, Sr. Deputado Miguel Frasquilho, muitos parabéns!

Vozes do PS: - Ah!

O Orador: - Com grande sinceridade, quero dar-lhe parabéns e dizer-lhe que seja bem-vindo ao clube, bem-vindo à realidade em relação a este Orçamento.

Vozes do CDS-PP: - Muito bem!

O Orador: - É com grande satisfação, devo dizer-lhe, que, na bancada do CDS, assistimos a esta evolução globalmente positiva da posição do PSD em face do Orçamento.

Vozes do CDS-PP: - Muito bem!

O Sr. Afonso Candal (PS): - Uma cambalhota!

O Orador: - É que nós consideramos este Orçamento, desde o início, uma má proposta, e ela mantém-se como tal. Desde o dia 17 de Outubro que esta proposta orçamental é, de facto, uma má proposta. E devo dizer-lhe que já estávamos um pouco desolados, sentíamo-nos sozinhos, mas a partir de hoje, um mês depois, deixamos de nos sentir sozinhos. Depois de estudos, depois de ponderação, com argumentos idênticos àqueles que o CDS apresentou quanto a este Orçamento, o PSD assumiu que esta não é uma proposta globalmente positiva mas, antes, claramente negativa,…

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