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3427 | I Série - Número 072 | 05 de Janeiro de 2006

 

neste Parlamento, do Deputado Afonso Candal como o grande "doutrinador" das contas públicas!…

Aplausos do CDS-PP.

O Sr. Presidente: - Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Afonso Candal.

O Sr. Afonso Candal (PS): - Sr. Presidente, Sr. Deputado Diogo Feio, a primeira palavra é para registar que V. Ex.ª, e bem, não pôs em causa nenhum dos números que aqui apresentei…

Vozes do PS: - Muito bem!

O Orador: - … nem nenhuma das consequências e das motivações, que aqui anunciei, destas operações.

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): - Lá iremos!…

O Orador: - E fez bem, porque não poderia contestá-las, visto que elas são absolutamente verdadeiras, factuais. E a avaliação tem sido feita por diversas entidades independentes, portanto, os números não são meus, como bem sabe.

O Sr. José Junqueiro (PS): - Muito bem. Bem lembrado!

O Orador: - Quanto à questão relativa ao aumento de impostos, Sr. Deputado Diogo Feio, é evidente que, perante a situação em que os governos de V. Ex.ª deixaram o País e as contas públicas, não houve outro remédio, a curto prazo, senão o de proceder ao aumento de impostos para acorrer às situações imediatas,…

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): - Durante quatro anos!

O Orador: - … nomeadamente às revisões do rating da República, mas ao mesmo tempo foram tomadas medidas estruturais,…

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): - Como por exemplo?!

O Orador: - … essas, sim, de verdadeira consolidação da despesa do Orçamento do Estado. Isso é que VV. Ex.as não fizeram.
VV. Ex.as, em vez de assumirem a verdade política dos vossos actos, refugiaram-se na "cosmética" e no malabarismo aumentando os encargos das actuais gerações e das gerações futuras até 2071, não querendo pagar nenhum ónus por terem subido os impostos!

Aplausos do PS.

É a diferença, que também fica aqui evidente, entre aquilo que é uma política de verdade, de rigor, de responsabilidade e de convicção e aquilo que são malabarismos, truques e jogadas mais encobertas ou menos claras, porque nunca afirmaram à opinião pública portuguesa e às gerações futuras - até 2071 seria manifestamente impossível - que elas seriam oneradas, fortemente oneradas, e que nada sobraria a não ser esse encargo resultante de uma habilidade feita, no passado, pela Dr.ª Manuela Ferreira Leite e pelo Dr. Bagão Félix!

O Sr. José Junqueiro (PS): - O PSD está calado!

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): - Já agora, dê as respostas!

O Orador: - A diferença desse encargo relativamente ao do das SCUT é evidente! Os encargos das SCUT - o Sr. Deputado já os conhece, porque constam da página 124 do relatório do Orçamento do Estado - terminam no ano de 2031, enquanto esses terminam no ano de 2071! Qual será a diferença? É que no ano de 2032 já não haverá encargos com as SCUT, as estradas existirão na mesma, enfim, terão entre 20 a 25 anos e ainda muito asfalto "para ser andado", mas continuaremos a pagar as operações que VV. Ex.as realizaram nos anos de 2003 e de 2004!

O Sr. José Junqueiro (PS): - Um desastre!

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