O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

4139 | I Série - Número 088 | 10 de Fevereiro de 2006

 

Tantas e tantas questões sem resposta!
Sem uma visão, não existe confiança. Quando os decisores políticos não conseguem definir o caminho que o País precisa, os agentes económicos não têm confiança. E, sem confiança, não há investimento. Sem investimento, não há criação de emprego, não há criação de valor nem de riqueza.
É urgente que o Governo tome decisões.

Vozes do PSD: - Muito bem!

O Orador: - É urgente que fale com os representantes do sector. É urgente que, em parceria com as empresas, crie e desenvolva uma visão e uma estratégia para a indústria têxtil e vestuário!
Perdemos um ano em generalidades e em banalidades. E o desemprego não pára de aumentar no sector.
O Governo foi incapaz de, ao longo de 11 meses, criar uma visão integrada para a indústria têxtil e vestuário. Nem sequer foi capaz de criar um mecanismo de apoio às empresas para fazer face à abertura dos novos mercados. Outros parceiros nossos fizeram-no. Veja-se a Espanha, a Itália e a Grécia, onde os respectivos governos lançaram ao longo do ano de 2005 linhas de apoio para que as empresas oriundas desses países pudessem transformar a ameaça oriental em oportunidades. Por cá, infelizmente, tudo na mesma e com os resultados que se conhecem: mais falências e mais desempregos.
Não basta valorizar os bons exemplos que felizmente existem. É necessário criar condições objectivas para que estes se multipliquem.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O tempo urge. É necessário recuperar o tempo perdido. É fundamental preparar o enquadramento da indústria têxtil e vestuário no próximo quadro comunitário de apoio. Os anos que aí vêm serão decisivos. E não existem alternativas, os discursos nada resolvem. É necessário agir! E agir bem e depressa para o mais rapidamente sairmos deste marasmo que se instalou na economia portuguesa, em geral, e na indústria têxtil e vestuário, em particular!

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: - Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado Miguel Laranjeiro.

O Sr. Miguel Laranjeiro (PS): - Sr. Presidente, Sr. Deputado Emídio Guerreiro, ouvi-o com toda a atenção, como é evidente, e posso concluir, porque creio que também essa é a sua conclusão, que para nós o têxtil de futuro tem futuro, e tem futuro também em Portugal. E essas têm sido todas as indicações do Governo do Partido Socialista. Isto é, o têxtil é encarado como uma indústria tradicional, é certo, mas com futuro e está a fazer o seu caminho de actualização e de reactualização que é necessário no contexto internacional.
Há dificuldades. Todos sabemos que há dificuldades. Não é de agora, não é de há nove meses a esta parte. São dificuldades que vêm de trás, que passaram por vários governos, incluindo alguns em que o PSD era maioria.
Fazemos parte de um grupo integrado na Comissão de Assuntos Económicos, que é o grupo têxtil, e temos ouvido várias associações empresariais e sindicais. Todas elas têm indicado alguns problemas, é certo, mas também casos de sucesso! Ainda anteontem, tivemos com um dos institutos mais prestigiados que existe em Portugal. Na semana passada, ouvimos, discutimos e trabalhámos com o instituto de investigação de excelência em Portugal na área do têxtil, que está a fazer o seu trabalho com as empresas.
Queria deixar-lhe duas questões.
Falou, primeiro, na confiança. Ora, é exactamente isso que o Governo do Partido Socialista está a fazer: dar confiança ao País, dar confiança aos investidores portugueses e aos investidores internacionais.

O Sr. Hermínio Loureiro (PSD): - Não se nota!

O Orador: - Portanto, relativamente à confiança, ela também é extensiva a todo o País.
Referiu, ainda, que é necessário agir. Lembra-se que há um programa, dos primeiros anunciados por este Governo, que tem exactamente esse nome - AGIR -, de apoio a empresas com dificuldades, muitas delas na fileira do têxtil, do calçado e do vestuário. O programa AGIR foi dos primeiros a ser implementado neste mandato.
Deixo-lhe outra nota. Nesta semana, o líder do seu partido referia que era necessário dar apoio a jovens qualificados, no sentido do emprego. Ora, se há indústrias que necessitam de jovens qualificados nas suas fileiras são as tradicionais: o têxtil, o vestuário e o calçado. Sabe que o programa INOV-JOVEM, que já foi aqui referido que ultrapassou todas as expectativas, não foi a centésima medida do Governo, nem a quinquagésima, nem a décima, nem a terceira, nem a segunda, mas a primeira medida do Governo - isto é, colocar jovens qualificados, licenciados, nas pequenas e médias empresas, muitas delas na fileira do têxtil e do calçado.