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10 | I Série - Número: 014 | 8 de Novembro de 2007

determinação em lutar, com os portugueses, por um Portugal mais moderno, mais qualificado, mais próspero e cada vez mais justo e solidário!

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Há vários pedidos de esclarecimentos ao Sr. Ministro das Finanças, que informou a Mesa de que tenciona responder, no início, aos primeiros seis por grupos de dois. Portanto, são 2 minutos para cada Sr. Deputado e 3 minutos para o Sr. Ministro das Finanças, neste caso, responder.
Tem a palavra o Sr. Deputado Patinha Antão.

O Sr. Patinha Antão (PSD): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr. Ministro das Finanças, não percebemos por que não revê em baixa o seu cenário macroeconómico, com o preço do petróleo acima de 90 dólares e a economia internacional a desacelerar seriamente.
Sr. Ministro das Finanças, não percebemos como é que consente que o Ministro da Saúde faça novas dívidas, com atrasos de pagamento que rondam mais de 1000 milhões de euros (7,7% do PIB!), reintroduzindo desorçamentação no seu Orçamento, que o senhor jurou que nunca mais haveria.
Sr. Ministro, não percebemos por que é que prometeu transparência e jamais recorrer a receitas extraordinárias e vai inundar a execução orçamental de 2008 com receitas extraordinárias de vendas de concessões a torto e a direito: já começou, Sr. Ministro, na electricidade, com a EDP; também vai fazê-lo, já o anunciou, nas águas e no saneamento; já anunciou também, e não quer dizer como vai fazer, nas obras públicas, às Estradas de Portugal, que é uma operação que está envolvida num nevoeiro gigantesco… Mas, Sr. Ministro, com estas operações vai penalizar não só os contribuintes actuais mas também os futuros — os nossos filhos, netos e bisnetos.

O Sr. António Galamba (PS): — Não percebeu nada!

O Sr. Patinha Antão (PSD): — Sr. Ministro das Finanças, finalmente não percebemos como é que consegue dormir tranquilo, mantendo esta sua desastrosa política económica e orçamental.

Protestos do PS.

É uma política económica anti-social, um massacre à classe média. É uma política económica que está a gerar uma nova forma de pobreza, a pobreza envergonhada. Já não temos 20% de pobres em Portugal, Sr.
Ministro das Finanças! Temos mais 600 000 pessoas — 250 000 trabalhadores a mais, no desemprego, que não deviam estar, 300 000 reformados a quem o senhor se recusa a actualizar pensões modestas ao nível da inflação.

Protestos da Deputada do PS Rosa Maria Albernaz.

Sr. Ministro das Finanças, permita-me que lhe dê um conselho: sirva menos o seu chefe, sirva mais a sua consciência!

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Diogo Feio.

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, Srs. Membros do Governo, Sr.
Ministro de Estado e das Finanças, que fique muito claro: passará a ter nesta Câmara um partido que defende os contribuintes!

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

Risos do PS e do PCP.

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): — Se quiser, pode chamar-nos «CDS-partido do contribuinte» que não nos importamos rigorosamente nada.

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Honório Novo (PCP): — O «CDS-PC»!...

Risos do PCP.

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