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33 | I Série - Número: 109 | 19 de Julho de 2008


E, em Barcelos, Sr. Deputado, esse serviço funcionava 24 horas por dia e 366 dias por ano há muitos anos.
Portanto, não faça aqui uma afirmação que não corresponde à verdade.

Protestos do PS.

Em Barcelos, existiam todas as condições, por isso compreendemos que diga aqui que não lamenta o encerramento. Verdadeiramente não o lamenta, mas as populações, que estão a sentir os efeitos, lamentamno com profundidade.
Existe uma insensibilidade total em relação à política de saúde no concelho de Barcelos.

O Sr. Presidente: — Queira concluir Sr. Deputado.

O Sr. Fernando Santos Pereira (PSD): — Esta é uma política do «Governo cadeado», que irá ser penalizado naquele concelho. Devia ter vergonha de muitas das afirmações que fez aqui, Sr. Deputado!

Aplausos do PSD.

Protestos do PS.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado João Semedo.

O Sr. João Semedo (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Deputados: O Deputado Ricardo Gonçalves mais parecia o futuro director do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Braga…

O Sr. Nuno Teixeira de Melo (CDS-PP): — Esse é o irmão do Mesquita Machado!

O Sr. João Semedo (BE): — … do que um Deputado eleito pelo círculo eleitoral de Braga. Mas, apesar do seu esforço, o Sr. Deputado não conseguiu iludir a má consciência do Partido Socialista e do seu Governo relativamente ao processo do hospital de Barcelos, tanto relativamente à maternidade como, seguidamente, ao próprio serviço de urgências.
E a má consciência do Partido Socialista traduz-se na necessidade de, pelo facto de transformarem um hospital que claramente tinham votado ao encerramento numa unidade de cuidados continuados do tal centro hospitalar de Braga-Barcelos, de terem proposto, sugerido, oferecido ou prometido um novo hospital. É que, se não tivessem tido essa má consciência, jamais teriam feito essa promessa.
E têm razão para terem má consciência. Primeiro, porque o Governo do Partido Socialista, ao contrário do que a Sr.ª Deputada Rosa Albernaz disse, se caracterizou em todas estas matérias — Barcelos, Anadia e muitos outros casos — por uma incapacidade de diálogo e de conseguir estabelecer consensos com as populações relativamente aos serviços de saúde e, segundo, porque o principal argumento que foi utilizado para encerrar a maternidade de Barcelos, a ser levado a sério em todas as outras maternidades do País, teria levado ao encerramento de muitas outras maternidades públicas e também privadas.

A Sr.ª Regina Ramos Bastos (PSD): — As privadas eram todas, à excepção de uma!

O Sr. João Semedo (BE): — Ora, essa é a razão porque o Partido Socialista não está à vontade nesta discussão. É que não foi capaz de aplicar o argumento que utilizou em Barcelos noutras maternidades públicas e muito menos nas maternidades privadas.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Francisco Madeira Lopes.

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