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12 DE FEVEREIRO DE 2010 63

Sr.ª Deputada, considera que se está a apoiar as grandes negociatas quando se deram incentivos à

instalação de painéis solares para efeito de aquecimento das águas em 50 000 habitações ou instituições de

solidariedade? É a isso que se refere quando fala nas grandes negociatas, Sr.ª Deputada?

A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — Afastam as micro, pequenas e médias empresas!

O Sr. Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento: —Esse discurso repetitivo não

convence ninguém, a não ser os que já estão convencidos pela Sr.ª Deputada.

O Sr. Deputado Nuno Reis pergunta onde é que o Governo vai aumentar a exportações. Não é o Governo

que as irá aumentar, mas as empresas portuguesas, como estão já hoje a fazer!

Se o Sr. Deputado estivesse atento aos indicadores do comércio externo, verificava que, depois da queda

verdadeiramente abrupta e extremamente forte das exportações que se verificou no início da crise, as

exportações portuguesas têm recuperado melhor do que na maior parte das economias europeias, gerando

até situações de crescimentos homólogos positivos, se bem me recordo, no último mês do ano passado.

Pergunta-me quais os mercados. Todos os mercados, Sr. Deputado! É isso que as empresas estão a fazer!

Estão a lutar pela defesa dos mercados europeus mas vão à procura de novos mercados, no Médio Oriente,

na Ásia, em África, no Magreb, também em Angola e em Espanha.

O Sr. Nuno Reis (PSD): — Em Espanha?!

O Sr. Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento: —Em Espanha! Por que não, Sr.

Deputado?! A Espanha está em crise, mas Portugal continua a exportar para Espanha. Ao PSD deu agora,

estranhamente, uma muito curiosa aversão pela Espanha. É rara a intervenção em que não falem do

«demónio» castelhano. No entanto, Sr. Deputado, continuamos a vender para Espanha, temos empresas que

são líderes em segmentos de mercado no mercado espanhol e elas continuarão a bater-se por isso. São as

empresas que vão fazer esse crescimento de 3,5%.

Sr.ª Deputada Hortense Martins, da sua intervenção queria apenas utilizar um ponto que tem sido muito

debatido, por vezes com ausência de rigor, e que tem a ver com a execução do QREN.

De facto, o QREN tem dificuldades de execução. Nunca o negámos!

O Sr. José Eduardo Martins (PSD): — Não?! Não?!

O Sr. Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento: —Nunca o negámos!

O Sr. José Eduardo Martins (PSD): — Nunca o negaram? Que aldrabice!

O Sr. Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento: — Sr. Deputado, tenha calma, senão

ainda parte o microfone!

Como estava a dizer, nunca o negámos e o exemplo mais claro das dificuldades de execução do QREN

está expresso, por exemplo, no programa de apoio à competitividade das empresas, onde estão já

comprometidos 77% do total das verbas disponíveis para o conjunto do QREN, o que quer dizer que houve

candidaturas aprovadas no montante de 77% desse valor. Obviamente que a retracção do investimento

privado em Portugal, como em todo o mundo, levou a uma muito maior dificuldade na execução dessas

verbas.

O Sr. José Eduardo Martins (PSD): — Tivessem começado a executar em 2007!

O Sr. Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento: —Quem, não percebe isso, não

percebe nada do funcionamento da economia e está apenas a fazer demagogia!

Aplausos do PS.

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