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36 | I Série - Número: 049 | 24 de Abril de 2010

Este é um assunto que deveria, em primeiro lugar, ser discutido nas instituições próprias que tutelam esta área, quer nacionais quer internacionais. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga Portuguesa de Futebol (LPF), entre outras, são as entidades certas para este debate. Os representantes destas estruturas, à altura da petição, subscreveram-na. Portanto, de certeza que vão tomar medidas para concretizar o que assinaram.
Esta petição foi importante porque trouxe a debate o tema e, com isso, um trabalho de base, que deveria agora ter reflexo nos fóruns próprios.
É aí que devem surgir as acções catalisadoras para que sejam dados os passos necessários, para que tecnologia como a sugerida na petição também chegue ao futebol.
Para o PSD, todos os meios que permitam melhorar a eficácia da decisão em qualquer actividade devem ser ponderados e levados à prática.
Ser inovador neste processo daria uma boa imagem de modernidade ao nosso País e poderia ser factor diferenciador e de competitividade. No futebol, a este nível, já não é só a questão desportiva que conta, mas também tudo o que esta indústria envolve.
Embora lembrando a lei Bosman, que transformou o futebol na sequência de uma decisão de um tribunal e não de uma instància desportiva, ç nosso entendіmento que as soluções devem ser encontradas no àmbito das instâncias do próprio futebol.
Estamos ao lado deste caminho de verdade que esta petição pretende abrir, apoiando esta vontade, mas sempre sem confundir as nossas competências.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado José Moura Soeiro.

O Sr. José Moura Soeiro (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A petição que hoje apreciamos lançou um debate público sobre os atropelos à verdade desportiva no futebol e sobre a urgência da transparência neste como noutros domínios.
O futebol, na verdade, precisa da mesma intensidade de regulação que os outros sectores na sociedade e não pode ser um espaço à margem das regras consideradas aceitáveis para os outros domínios da vida social.
A verdade e o rigor não podem ficar à porta dos estádios de futebol, como não podem ficar à porta de nenhum espaço no País.
Esta petição sugere a introdução de tecnologias vídeo com informação transmitida ao árbitro central: a famosa tecnologia do «olho de falcão», o vídeo-árbitro em todos os jogos da Liga.
Não nos opomos à utilização de nenhuma tecnologia para reduzir a margem de erro das decisões. Alguns argumentam que essa utilização acaba com a magia do futebol, mas discordamos. A aferição da verdade desportiva nunca contribuirá para empobrecer o futebol como qualquer outra modalidade desportiva. E as novas tecnologias utilizadas para este efeito não são, na verdade, nenhuma novidade, uma vez que outras modalidades já as têm utilizado.
E se as novas tecnologias puderem ser um instrumento contra a corrupção, isso será um avanço num desporto que se transformou num gigantesco negócio e numa indústria de milhões de euros de lucro.
A cultura no futebol deve, por isso, ser a cultura desportiva e não, como tantas vezes acontece, a cultura de violência de algumas claques ou a cultura de negócio de alguns dirigentes.

Vozes do BE: — Muito bem!

O Sr. José Moura Soeiro (BE): — Por isso mesmo, cabe aos órgãos de regulação dessa modalidade, aos organismos federativos, à FIFA e à UEFA a responsabilidade de criar os mecanismos que tragam transparência e verdade à competição.
Não cabe, na verdade, ao Parlamento. E o facto de este Parlamento ter acolhido, como tinha de ter acolhido — saudamos, por isso mesmo, os peticionários — esta petição e ter sobre ela feito um conjunto

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