O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

31 | I Série - Número: 051 | 30 de Abril de 2010

O Sr. José Manuel Pureza (BE): — O que uma Europa corajosa já deveria ter decidido, há muito tempo,
era a criação de uma agência de notação da própria União, com regras de auditoria das contas públicas e com
critérios de notação totalmente transparentes.

Vozes do BE: — Muito bem!

O Sr. José Manuel Pureza (BE): — Entre o gang de especuladores e as agências de rating há uma
cumplicidade de apetites.
Lembremos, apenas, que a Standard & Poor’s, que, agora, dá «voz de comando« aos movimentos
especulativos contra Portugal, é exactamente a mesma que dava notação máxima a 90 activos financeiros
tóxicos no imobiliário ou ao Lehman Brothers, dois dias antes da falência.

Aplausos do BE.

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A pior resposta a este ataque a Portugal é aquela que acrescenta
injustiça e estagnação à injustiça e estagnação que têm posto e disposto sobre as vidas dos pobres e
desempregados no nosso país. Essa é uma resposta que prima pela falta de coragem política para ir ao
essencial. Não nos venham dizer que tem de ser assim. Não! Não tem de ser assim!
As vossas inevitabilidades, Sr.as e Srs. Deputados do PS e do PSD, são aquelas que, há muitos anos,
condenam o País à fragilidade, que é o «pasto» onde os especuladores se movem!
Muito menos nos digam que tem de ser assim porque é preciso obedecer aos mercados: quando os
mercados são o que são, é coragem política que se exige e não subserviência!!
É essa coragem que o Bloco de Esquerda não desistirá, nunca, de reclamar.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Há dois pedidos de esclarecimentos, sendo o primeiro o da Sr.ª Deputada Sónia
Fertuzinhos, a quem dou a palavra.

A Sr.ª Sónia Fertuzinhos (PS): — Sr. Presidente, Sr. Deputado José Manuel Pureza, julgo concordar
comigo se eu lhe disser que duas bases essenciais da economia são a confiança e as expectativas.
Recordo que, no primeiro minuto, depois da tomada de posse deste Governo, o PS quis falar com todos os
partidos da oposição, para ser possível encontrar plataformas de entendimento que fortalecessem a
capacidade do País em encontrar as melhores soluções em cada momento.

O Sr. Jorge Seguro Sanches (PS): — Bem lembrado!

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — E encontraram!»

A Sr.ª Sónia Fertuzinhos (PS): — No Orçamento do Estado, o Governo e o PS voltaram a renovar o
pedido e o convite aos partidos da oposição para, em conjunto, encontrarmos, de novo, as melhores
plataformas de entendimento que permitissem chegarmos às melhores soluções e, sobretudo, à melhor
capacidade de confiança dessas mesmas soluções. Ou seja, em vários momentos, o Governo e o PS
procuraram construir, com todos os partidos da oposição, as condições necessárias à melhor e mais credível
governação. E qual foi a resposta de todos, do Bloco de Esquerda, inclusive? Foi «Não, obrigado! Não
estamos interessados!».

Protestos do BE.

E, portanto, é pena, Sr. Deputado, que assim seja!

Páginas Relacionadas
Página 0039:
39 | I Série - Número: 051 | 30 de Abril de 2010 O Sr. Miguel Tiago (PCP): — Sr. Presidente
Pág.Página 39