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28 | I Série - Número: 070 | 19 de Junho de 2010

destes profissionais poderão abandonar o Serviço Nacional de Saúde, que os senhores tanto prezam em anunciar que vão defender. Isto quanto aos cuidados de saúde primários.
Mas vamos a outra bandeira: os cuidados continuados e os anúncios — mais anúncios! — relativamente ao Programa Modelar.
Já aqui foi dito por alguns Srs. Deputados, nomeadamente pela minha colega Teresa Caeiro, que os senhores mantêm dívidas no âmbito do Programa Modelar. Ou seja, anunciam novas camas, anunciam novos acordos, mas depois são os primeiros a dar o golpe mortal para que as instituições não tenham condições para funcionar!

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

A Sr.ª Isabel Galriça Neto (CDS-PP): — Os senhores anunciam o aumento do número de vagas no Modelar para os cuidados continuados. Queria saber, Sr. Secretário de Estado e Sr.ª Ministra, quantos serão os recursos humanos afectos efectivamente a essas camas.

Aplausos do CDS-PP.

Os senhores continuam a anunciar camas e não anunciam recursos humanos, não pagam. Por amor de Deus, isso é pura demagogia!

A Sr.ª Maria Antónia Almeida Santos (PS): — Demagogia?!

A Sr.ª Isabel Galriça Neto (CDS-PP): — Os senhores anunciam mais equipas comunitárias. Seria bom ver em que condições essas equipas comunitárias que garantem os tão propagados cuidados domiciliários que querem aumentar estão a funcionar. Os senhores dão duas, três, quatro horas para essas equipas funcionarem, e isso é pura demagogia! E funcionam não com pluridisciplinaridade, como a Sr.ª Ministra anunciou na comissão, mas com unidisciplinaridade. Na sua larga maioria, são os enfermeiros que arcam com as consequências disto e, por favor, não continuem a anunciar esta área como bandeira quando a tratam como cuidados de segunda!

Aplausos do CDS-PP.

A Sr.ª Maria Antónia Almeida Santos (PS): — É preciso ter «lata»!

A Sr.ª Isabel Galriça Neto (CDS-PP): — Sr.ª Ministra, Srs. Secretários de Estado, continuem a anunciar, mas expliquem aos portugueses as consequências dos anúncios que fazem, expliquem aos portugueses os cortes, a ineficácia e a ineficiência das vossas medidas. Assumam-nas claramente! Não contarão com esta bancada para continuarem a fazer «ouvidos mudos», porque isso nunca permitiremos. Os portugueses e as portuguesas merecem muito mais do que silêncio.

Aplausos do CDS-PP.

O Sr. Presidente (José Vera Jardim): — Tem a palavra a Sr.ª Deputada Mariana Aiveca.

A Sr.ª Mariana Aiveca (BE): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados, Sr.ª Ministra da Saúde, de facto, faz um esforço enorme para manter uma aparente paz no seu Ministério.
Porém, os problemas fervilham e, por mais episódios contraditórios de dizer e desdizer algumas coisas, a verdade é que, hoje, os profissionais de enfermagem estão em luta. E estão em luta por razões justas: porque, mais uma vez, o Ministério diz que há um acordo quando verdadeiramente não há qualquer acordo e há a imposição de uma negociação que os enfermeiros rejeitam.
A resolução do problema da saúde e também o rigor na saúde passam pelo tratamento muito claro dos seus profissionais. Não é compaginável com um SNS de qualidade que existam 5735 enfermeiros — 15% do

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