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17 | I Série - Número: 083 | 23 de Julho de 2010

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — A 20 de Julho, no Algarve: após uma perseguição policial, envolvendo GNR e PSP, três suspeitos de prática de roubos em Faro e Olhão foram detidos; foram presentes a tribunal, mais uma vez, não houve julgamento sumário, como podia e devia ter havido!

Protestos dos Deputados do BE José Gusmão e do PCP Jorge Machado.

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Relatei cinco casos que não são excepção — infelizmente, são a regra do dia-a-dia das nossas forças de segurança! Tivemos a oportunidade de mudar esta realidade, de prestigiar as nossas forças de segurança, de reforçar o poder dos magistrados e dos juízes, e de combater o descrédito na Justiça. Infelizmente, este Parlamento não o quis!

Aplausos do CDS-PP.

Protestos de Deputados do PCP.

Um dia, esta Assembleia perceberá aquilo que os portugueses já perceberam há muito: quando um crime é cometido em flagrante delito, os criminosos são detidos, a prova está feita, exige o bom senso, exige a ética que o julgamento só possa, deva e tenha de ser feito, rapidamente!

Aplausos do CDS-PP.

Por isso, por muito que vozes à esquerda e à extrema-esquerda se levantem, Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, podem contar que, aqui, em Setembro, novamente, o CDS cá estará a propor o julgamento sumário, porque os portugueses o exigem e a criminalidade o determina!

Aplausos do CDS-PP.

Protestos do PCP.

O Sr. Presidente: — Para uma declaração política, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Duarte.

O Sr. Pedro Duarte (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: No final desta 1.ª Sessão Legislativa, o País é confrontado com um Governo em fim de ciclo, desgastado, sem ambição, sem iniciativa política e sem um rumo para o País.
Há um número, a este respeito, elucidativo: neste ano político, o Governo aprovou em Conselho de Ministros cerca de um terço — repito, um terço — do número de decretos-leis que aprovou na sessão legislativa anterior.
Ao fim de mais de cinco anos de governação de José Sócrates, o PS está sem chama. É, hoje, um partido «do contra»; um partido que se limita a comentar e a criticar as ideias dos outros; um partido paralisado, estagnado, refém da agenda de um candidato presidencial de que, manifestamente, não gosta e que — antes de ser candidato do PS — já era o candidato da extrema-esquerda mais radical.

Aplausos do PSD.

O PS é, hoje, um partido sem ideias, um partido amargo, um partido que se esgota no papel de «comentador» da vida política; um partido nervoso, cansado, truculento, que parece ter, hoje, um único fim na vida política portuguesa — o de impedir a ascensão do PSD nas sondagens e a afirmação de Pedro Passos Coelho como o líder e o futuro primeiro-ministro de que o País precisa.

Aplausos do PSD.

Risos do PS.

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