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40 | I Série - Número: 027 | 4 de Dezembro de 2010

Iniciou a sua actividade política em 1944, com apenas 18 anos de idade, quando preparava a sua admissão à faculdade, no Partido Comunista Juvenil.
A partir de 1945 militou no MUD Juvenil (Movimento de Unidade Democrática), em articulação com o PCP, onde continuava integrado.
Integrou a Comissão de apoio à candidatura de Norton de Matos onde conheceu, através de Salgado Zenha, Mário Soares.
Sem qualquer mágoa nem ressentimento, foi-se afastando do PCP, continuando a sua actividade política como oposicionista, tendo estado sempre presente e activo em todos os momentos decisivos da luta contra a ditadura, designadamente na candidatura de Ruy Luís Gomes e, mais tarde, do General Humberto Delgado, em 1961. As eleições de Humberto Delgado levaram mesmo à sua detenção e prisão no Porto.
Em Abril de 1964, integrou a ASP (Acção Socialista Portuguesa), juntamente com Francisco Ramos da Costa, Manuel Tito de Morais e Mário Soares, tendo militado nesta organização até à fundação do Partido Socialista, em Abril de 1973.
Fez parte das listas da CEUD (Comissão Eleitoral da Unidade Democrática), em Braga, nas eleições legislativas de 1969, que levaram à prisão de muitos oposicionistas, como por exemplo, de Salgado Zenha e Jaime Gama.
A seguir ao 25 de Abril iniciou, com enorme entusiasmo, várias diligências para fundar o PS em Braga. No final de 1974, não havia uma única freguesia no distrito de Braga que não tivesse um núcleo de militantes, tendo Francisco Tinoco de Faria sido eleito Deputado à Constituinte pelo círculo de Braga.
Nunca quis fazer carreira política, aceitando apenas em 1989, com grande relutância, devido ao seu estado de saúde, ser candidato à Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso, cargo que exerceu com grande isenção e brilhantismo, como era seu apanágio, sendo esta a última acção política visível que desempenhou.
Francisco Tinoco de Faria foi um homem íntegro, humilde, despojado, que lutou pelas suas convicções sem procurar protagonismo ou holofotes, sem desejar benesses nem comendas, que sempre semeou junto do seus o ideal da Liberdade.
A Assembleia da República manifesta o seu pesar pela morte do resistente e democrata, homem livre e libertador, cidadão exemplar, de grande coragem e capacidade de sacrifício em prol do próximo, Francisco Tinoco de Faria, e apresenta à sua esposa, filhos e demais família enlutada as suas condolências.

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar o voto que acaba de ser lido.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

Srs. Deputados, peço que guardemos 1 minuto de silêncio em homenagem a Francisco Tinoco de Faria.

A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.

Segue-se o voto n.º 79/XI (2.ª) — De saudação pela passagem do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (CDS-PP).
Tem a palavra o Sr. Secretário Abel Baptista para proceder à respectiva leitura.

O Sr. Secretário (Abel Baptista): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o voto é o seguinte:

Há 12 anos, no dia 3 de Dezembro de 1998, por iniciativa da Organização das Nações Unidas, realiza-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Esta data comemorativa tem como principal objectivo a motivação para uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência e a mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar destas pessoas.
Esta data tem o simbolismo de procurar aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, económica e cultural.
Agnes Fletcher reclamava que «muitos de nós ouviram durante anos que as nossas vidas têm pouco valor.
Mas a verdade é que as nossas necessidades são importantes, as nossas habilidades e experiências são de

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