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11 | I Série - Número: 028 | 10 de Dezembro de 2010

alargasse a acção social escolar, ao invés de a cortar? O que seria dos resultados se houvesse manuais gratuitos para todos os estudantes?

Risos do PS.

É este o potencial que está a ser desperdiçado, porque o estudo também mostra que os estudantes portugueses não estão abaixo dos estudantes de nenhum outro país do globo e estão à altura dos melhores resultados.
Sr.ª Deputada, uma outra questão que lhe coloco é a de saber como é que o Governo vai cumprir os compromissos que foram assumidos, nomeadamente no plano internacional, para o aumento dos orçamentos em educação, quando, através deste Orçamento do Estado, acaba de cortar 12% no Ministério da Educação? Por último, a Sr.ª Deputada não referiu uma passagem muito importante — pelo menos no entender do PCP — deste estudo PISA, que diz claramente aquilo que o PCP tem vindo a dizer e que o PS sempre recusa, ou seja, que as desigualdades sociais se repercutem profundamente no sistema educativo e que existe uma forte correlação entre o estrato social e económico do estudante e os seus resultados escolares. Sr.ª Deputada, isto não mereceu uma palavra do PS, o que é lamentável.

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra a Sr.ª Deputada Paula Barros.

A Sr.ª Paula Barros (PS): — Sr. Presidente, seria com muito gosto que eu responderia ao Sr. Deputado Miguel Tiago, dizendo-lhe: «Bem-vindo, Sr. Deputado, ao reconhecimento dos dados objectivos, dados que reconhecem a mais-valia e a evolução do desempenho dos estudantes em Portugal». Mas, não! O Sr. Deputado Miguel Tiago preferiu usar 2 minutos sem saber como é que havia de fazer esse reconhecimento»

Aplausos do PS.

Protestos do PCP.

O Sr. Honório Novo (PCP): — Isso não é verdade!

A Sr.ª Paula Barros (PS): — » porque fazer esse reconhecimento implica dizer «sim» àquilo a que continuamente disse «não», nomeadamente às profundas reformas que Maria de Lurdes Rodrigues promoveu na área da educação.

Aplausos do PS.

Protestos do PCP.

O Sr. Deputado não tem a humildade suficiente, que lhe ficava bem, para fazer esse reconhecimento.
Sr. Deputado, respondendo muito objectivamente às suas questões, direi que, de facto, se a intervenção do PCP conseguisse influenciar decisivamente as políticas educativas de quem tem responsabilidades governativas, uma coisa lhe garanto: sei quais seriam os resultados. Seriam os resultados de 2000, de 2003 e de 2006.

Aplausos do PS.

É que, sempre que se quer melhorar, sempre que se quer reformar, o PCP só tem uma postura, que é a de dizer: «Não, não estamos disponíveis para essa melhoria».

Protestos do PCP.